Mulher com síndrome genética rara já teve 73 cânceres de pele e espera cirurgia para reconstruir o nariz
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- 1945
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Hilaria Mireski, 62, tem síndrome de Gorlin-Goltz Arquivo Pessoal Aos 62 anos, Hilaria mistura concreto para fazer calçadas que aguentam o peso de um carro, sobe em telhados, pinta casas e dirige. O corpo que faz esse trabalho guarda 73 cânceres de pele, um olho que já não existe e um nariz que a doença consumiu por inteiro. Ela fala e respira pela boca, não distingue o sal do açúcar e, quando mastiga carne, tem a impressão de morder borracha. Está há quase dez anos sob quimioterapia e toma um comprimido todas as noites, numa caixa de 28 unidades que mal fecha um mês. O nome da síndrome que explica tudo isso, Gorlin-Goltz, ela ainda não pronuncia de primeira. O assessor, do outro lado da linha, a socorre. Agora no g1 Menina de roça Aos seis anos, Hilaria já trabalhava. Aos oito, repartia o dia entre a escola e a roça, e daquele tempo diz não ter guardado a lembrança de ser criança nem a de um colo. A mãe, professora que ainda fazia as vezes de merendeira e de faxineira da escola, criou dez filhos numa casa sem geladeira e sem máquina de lavar, e chegava à noite com tarefas por corrigir. Ninguém ensinou a Hilaria o que era pílula ou tabelinha, e a primeira gravidez veio sem aviso. A...
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