Paraguai retoma nesta sexta-feira julgamento de impeachment; Santiago Peña deverá apresentar defesa

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The Senate of Paraguay is resuming the impeachment trial of President Santiago Peña this Friday. The session starts at 10 a.m. and is dedicated to the president's defense. He can attend the session in person or be represented by a lawyer. This is the second session of the trial. The first session took place on Thursday night to present accusations and elect the parliamentary committee responsible for the case.

Como é o escândalo financeiro que derrubou o presidente do Paraguai e gerou mais protestos O Senado do Paraguai retoma nesta sexta-feira (6) o julgamento do processo de impeachment do presidente Santiago Peña. A sessão está marcada para as 10h e será dedicada à apresentação da defesa do presidente, que poderá comparecer pessoalmente ou enviar um advogado para representá-lo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp É a segunda sessão do julgamento, conforme previsto no regimento do Congresso do país. A primieira, realizada na noite da última quinta-feira (5), apresentou as denúncias contra Peña e elegeu o comitê de parlamentares responsáveis pelo caso. Segundo Basilio Núñez, presidente do Congresso paraguaio, outras três fases devem acontecer, somando-se cinco. Ele afirmou a jornalistas que não será possível concluir o julgamento em apenas um dia, de modo a cumprir todos os procedimentos e evitar questionamentos jurídicos. Depois da manifestação de Peña nesta sexta, os senadores deverão analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa. Na sequência, as partes terão a oportunidade de apresentar seus argumentos finais. Só então os 45 integrantes do Senado votarão o impeachment. Para afastar Peña definitivamente, serão necessários pelo menos 30 votos favoráveis, o equivalente a dois terços dos senadores. Se condenado, ele perderá o mandato e também deixará de ter direito à condição de senador vitalício. ➡️ No Paraguai, ex-presidentes que concluíram seus mandatos ou renunciaram ao cargo ganham o título de senador vitalício, o que lhe garante imunidade parlamentar pelo restante da vida. Neste caso, toda investigação Caso o impeachment seja aprovado, o vice-presidente Pedro Alliana assumirá a Presidência e deverá concluir o mandato, que termina em agosto de 2028. Se Peña for absolvido, permanecerá no cargo. presidente Santiago Peña, a quem culpam pela crise desencadeada pelo colapso do banco digital Ueno, que deixou milhões de clientes sem acesso às suas contas, em Assunção, Paraguai, 5 de novembro de 2026 REUTERS/Cesar Olmedo Crise política O processo de impeachment ocorre após a quebra do banco ueno, pertencente ao Grupo Vázquez. A instituição fechou as portas na última terça-feira (3), depois que o Banco Central paraguaio iniciou sua liquidação por insuficiência de recursos para cobrir as obrigações financeiras. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. Peña foi acionista do grupo proprietário da instituição até março de 2025. Após o escândalo, parlamentares da oposição passaram a acusar o presidente por um suposto conflito de interesses, manipulação de regras e irregularidades envolvendo recursos previdenciários. A acusação também aponta que o Banco Central teria encoberto problemas financeiros da instituição. Santiago Peña, presidente do Paraguai desde 2023 que renunciou ao cargo em 5 de novembro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo/File Photo Renúncia x pedido de impeachment Na manhã desta quinta, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a abertura do processo de impeachment contra Peña. Momentos depois, o presidente apresentou uma carta de renúncia em um vídeo, em que se desculpou com a população que perdeu o acesso ao próprio dinheiro e disse que decidiu renunciar "pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas". "Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai. Também quero pedir desculpas ao povo. Se em algum momento falhei, nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim", disse. Na sessão conjunta do Congresso que se seguiu, porém, foi colocada em votação o pedido de renúncia do presidente. A oposição defendia que o Congresso rejeitasse a renúncia e desse continuidade ao impeachment. Os parlamentares argumentavam que a saída voluntária permitiria a Peña assumir uma vaga de senador vitalício, com direito a foro privilegiado. O senador de oposição Líder Amarilla alegou que aceitar a renúncia poderia impedir que o presidente respondesse a eventuais acusações na Justiça. "Se aceitarmos esta renúncia, o que estamos fazendo é permitir que Santiago Peña obtenha foro parlamentar e que todo o dinheiro que foi roubado fique impune, porque a Promotoria não poderá apresentar acusações contra ele", disse Amarilla, em entrevista ao ABC Color. Já os governistas sustentavam que aceitar a saída do presidente seria a maneira mais rápida de encerrar a crise política e permitir a transferência de poder ao vice-presidente, Pedro Alliana. O grupo também afirmava que o Senado poderia analisar um eventual pedido de retirada do foro de Peña, caso a Promotoria solicitasse a medida. LEIA TAMBÉM: Da quebra de banco à renúncia do presidente: entenda o escândalo financeiro que abalou o Paraguai Santiago Peña, presidente do Paraguai que renunciou ao cargo, é de direita ou esquerda? Entenda a posição política Ministério Público do Paraguai abre investigação contra presidente por suspeita de corrupção

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