Trump comemora vitória da extrema direita na Alemanha: 'Estão em ascensão'
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/X72WefJbgann4OXmfDC8AIi-lh0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/z/M/zbBToBSiGLtGYAZVxN4w/2026-08-06t210339z-84293382-rc28tmadya0m-rtrmadp-3-usa-trump.jpg" /><br /> Líderes europeus reagem a 1ª vitória da extrema-direita em eleição na Alemanha desde o fim da II Guerra Mundial O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta terça-feira (8) a vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD) na eleição estadual da Saxônia-Anhalt, no leste alemão. O partido de extrema direita recebeu cerca de 44% dos votos. A vitória de domingo (6) foi a primeira de um partido de extrema direita em uma eleição estadual na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Trump atribuiu o resultado às regras de imigração do país. "Eles finalmente se cansaram das regras e regulamentações absolutamente horríveis sobre imigração, que prejudicaram tanto a Alemanha. ELES ESTÃO EM ASCENSÃO e não vão mais aceitar isso! MGGA!!!", escreveu Trump em uma rede social. A sigla "MGGA" usada pelo presidente significa "Make Germany Great Again" ("Faça a Alemanha Grande Novamente"), uma adaptação do slogan político de Trump, "Make America Great Again" (MAGA). A vitória nas urnas, no entanto, não garante à AfD o comando do governo estadual. A legenda ainda depende da composição do Parlamento para saber se terá maioria suficiente para governar. O resultado também representa um revés para o chanceler Friedrich Merz, líder da coalizão conservadora que governa a Alemanha. A CDU, partido de Merz, ficou bem atrás da AfD na Saxônia-Anhalt. Merz e Trump trocaram críticas em abril. A briga começou após o chanceler alemão afirmar que os EUA estavam sendo "humilhados" na guerra contra o Irã. A crise resultou na retirada de parte das tropas norte-americanas da Alemanha. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de agosto de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O que a AfD defende A imigração está no centro das propostas da AfD. O partido defende regras mais rígidas para a entrada e permanência de estrangeiros na Alemanha, além da ampliação das deportações e da adoção de uma política de “remigração”, termo usado pela legenda para defender o retorno de imigrantes aos países de origem. A sigla também propõe mudanças nas políticas de integração e medidas mais duras para quem solicita asilo. Na educação, a AfD defende mudanças nas regras de frequência escolar e a possibilidade de ensino domiciliar. O partido também propõe separar crianças refugiadas em turmas específicas e alterar o conteúdo das escolas, com maior ênfase na identidade e na cultura alemãs. Na área de energia, a legenda quer reverter parte da política climática adotada pelo país, ampliar o uso de combustíveis fósseis e retomar a energia nuclear. O partido também propõe reduzir o papel das emissoras públicas e restringir a atuação delas a um serviço considerado básico. Na política externa, a AfD defende uma reaproximação com a Rússia, o fim das sanções contra Moscou e a redução do apoio alemão à Ucrânia. O partido também é crítico à União Europeia e quer devolver aos países-membros parte das competências atualmente concentradas no bloco.
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