Iran Barbosa fala de candidatura do PSOL mantida, divergências políticas e agricultura familiar

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/1DG4ZOL6jah0p_G96wbBdlM_5rc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/d/SNWR71QoikzokGZHuqrw/crop-foto-13-.png" /><br /> Iran Barbosa concede entrevista à FM Sergipe FM Sergipe O candidato ao Senado por Sergipe Iran Barbosa (PSOL) participou de uma entrevista na FM Sergipe na noite desta terça-feira (8). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio. Dentre os assuntos citados na entrevista à jornalista Iara Lins, ele falou sobre o indeferimento das candidaturas da coligação PSOL/REDE, divergências políticas com o PT agricultura familiar, e outros. ✅ Página reúne todas as informações sobre as Eleições ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp Segundo ele, o indeferimento das candidaturas do PSOL/REDE do TRE-SE não impede a campanha eleitoral e que a coligação está recorrendo da decisão. "O PSOL está completamente regular e isso supõe que nós poderíamos estar tranquilamente representando a federação e assim devidamente habilitados para os registros [...] As campanhas continuam, nós estamos concorrendo e vamos aguardar as decisões que serão tomadas em grau de recurso com tranquilidade e, inclusive, já existem processos julgados desta natureza favoráveis e isso nos tranquiliza ainda mais", afirmou o candidato. Agora no g1 O candidato também falou que o PSOL tem um propósito único de se fortalecer. Sobre a sua saída do PT, partido em que ficou por décadas, Iran citou divergências políticas. "Eu não tenho problema de uma aproximação com o Partido dos Trabalhadores, tanto que nós estamos defendendo a reeleição do presidente Lula. Nesse momento o que nos divide é que nós não queremos estar neste palanque que o PT está aqui em Sergipe, porque não representa os nossos interesses, nossas políticas e as pautas que nós defendemos", explicou. Ainda na entrevista, foi citado que Iran votou contra a reforma da previdência de Sergipe e defendeu a revogação da reforma nacional. Quando perguntado qual modelo de previdência que ele defenderia no Senado: "Nós defendemos que o concurso público seja a porta de entrada para que você tenha servidores novos contribuindo para essa previdência [...] O modelo que eu defendo de previdência é um que esteja sob controle daqueles que contribuem, que tenha a destinação correta do recurso e que se possa capitalizar cada vez mais." Ele afirmou ainda que a premissa de que é preciso equilibrar a balança da previdência por causa do envelhecimento da população é falsa. "Qual é a falsidade da premissa? É de que os fundos previdenciários do nosso país são deficitários. Foi feita inclusive uma CPI aqui no Brasil que se debruçou sobre os dados previdenciários e a conclusão foi exatamente o oposto: que não há déficit previdenciário no Brasil, há um superávit. Agora há uma utilização equivocada dos recursos", pontuou. O candidato também defendeu que é preciso investir na agricultura familiar, dando as mesmas oportunidades que são dadas para o agronegócio das commodities, a exemplo de linhas de crédito facilitadas e recursos públicos. "Nossa economia, da forma como ela funciona, é movimentada por um setor econômico muito potente e pouco valorizado, que é dos pequenos agricultores, do camponês que faz chegar a comida na mesa [...] Como senador, eu estarei em Brasília dando voz e defendendo as pautas desses setores." Questionado sobre segurança pública, o candidato afirmou que acredita em uma perspectiva primeiramente preventiva e de acesso a políticas públicas de educação, saúde e assistência. "Onde o Estado se faz presente através de suas políticas a falta de segurança é muito menor [...] Eu acho que precisamos ter sim uma dosimetria de penas mais fortes para determinados tipos de crimes, mas não sou daqueles que defendem, por exemplo, castrações e pena de morte. Eu sou um educador e quero acreditar que o sistema prisional, o sistema judicial, tem que ter também um caráter educativo e ressocializador", disse. Sobre a autonomia do STF, Iran defendeu que primeiramente deve haver uma reforma política profunda no país e que, em um segundo momento, é preciso ter a reformulação do modelo judiciário com mais mecanismos de controle. "O STF tem que ter autonomia, porque afinal de contas ele é o guardião do funcionamento constitucional das instituições democráticas." Nas considerações finais, Iran reforçou que é professor, vereador por Aracaju no quarto mandato, já foi deputado federal e estadual e que vai representar Sergipe dentro dos princípios que sempre defendeu. A entrevista na íntegra está no canal da FM Sergipe na internet.

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