Casal cria terrários inspirados nos orixás e alcança faturamento de R$ 100 mil por mês
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/VxE_sYrC8j1qBlTv9MoVORbLQXs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/S/b/rqhWHYToanIf6AnAXInQ/captura-de-tela-2026-09-08-101438.png" /><br /> De um terrário na Paulista a um negócio que faturou R$ 100 mil em um mês Quando deixaram Florianópolis para começar uma nova vida em São Paulo, Edu Santana e Will Souza precisavam encontrar uma forma de gerar renda. A resposta veio de um hobby que acabou se transformando em negócio: os terrários, pequenos ecossistemas montados dentro de recipientes de vidro que reproduzem paisagens em miniatura. O que começou como uma atividade artesanal ganhou identidade própria quando os empreendedores passaram a criar terrários inspirados nos orixás. A combinação entre natureza, arte e elementos simbólicos abriu espaço para um nicho pouco explorado e se tornou o principal motor de crescimento da empresa. "O nosso planeta dentro do vidro." É assim que Edu define os terrários produzidos pelo estúdio. Arquiteto e designer de interiores de formação, ele encontrou na atividade uma forma de unir criatividade, paisagismo e trabalhos manuais. Mas, desde o início, tinha uma regra: não queria reproduzir modelos já existentes. Cada peça precisaria carregar sua assinatura artística. Os primeiros clientes surgiram de forma simples, ainda entre vizinhos. Pouco depois, a dupla decidiu enfrentar a timidez e testar a aceitação do produto na Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais da capital paulista. Com cerca de 25 terrários no porta-malas, venderam aproximadamente dez unidades no primeiro dia. O investimento inicial de R$ 450 foi recuperado imediatamente. "A gente demorou para ir para a Paulista por medo, por vergonha, por receio", conta Will. "Mas empreender é isso. O medo sempre vai existir. A diferença é deixar a coragem falar mais alto." Casal cria terrários inspirados nos orixás e alcança faturamento de R$ 100 mil por mês Reprodução/PEGN Nicho impulsionou crescimento A virada de chave aconteceu quando clientes começaram a pedir representações de orixás dentro dos terrários. Em vez de tratar o tema apenas como produto, a empresa decidiu apostar no aspecto artístico das peças. "Hoje somos especializados nos terrários dos orixás. Nossa grande virada como negócio aconteceu exatamente por causa deles", afirma Will. Segundo ele, a venda foi consequência do encantamento gerado pelas histórias e pelo trabalho artesanal apresentado nas redes sociais. O posicionamento ajudou a empresa a se diferenciar em um mercado competitivo. Atualmente, além dos terrários, o estúdio comercializa miniaturas avulsas, oferece cursos e produz peças personalizadas a partir de fotos enviadas pelos clientes, criando um ecossistema de produtos e serviços. Hoje, a operação que começou dentro de um apartamento reúne sete pessoas e produz cerca de 300 terrários por mês. O tíquete médio das peças é de R$ 175, e o faturamento mensal já atingiu a marca de R$ 100 mil em períodos de pico. Casal cria terrários inspirados nos orixás e alcança faturamento de R$ 100 mil por mês Reprodução/PEGN Conteúdo virou ferramenta de vendas Outro fator decisivo para o crescimento foi a produção de conteúdo. Segundo os empreendedores, 98% das vendas acontecem online, e as redes sociais são o principal canal de relacionamento com o público. "Quando entendemos que não éramos apenas um negócio de terrários, mas também produtores de conteúdo, tudo mudou", diz Will. A estratégia consiste em contar histórias por trás das peças, mostrar os bastidores da produção e acompanhar tendências que possam dialogar com o público. Foi assim que nasceu uma das ações de maior repercussão da marca. Inspirado pelo lançamento de um álbum de Anitta, Edu criou miniaturas baseadas no universo visual da cantora e as incorporou aos terrários. Os vídeos viralizaram nas redes e chegaram à própria artista, que interagiu com o conteúdo. Casal cria terrários inspirados nos orixás e alcança faturamento de R$ 100 mil por mês Reprodução/PEGN Logística foi desafio para escalar Com a demanda crescendo, surgiu um obstáculo importante: como enviar um produto frágil, feito de vidro e plantas, para todo o país. Durante três anos, as vendas ficaram restritas a São Paulo. A solução veio após diversos testes de embalagem, que resultaram em um sistema de proteção com plástico-bolha e caixas reforçadas. O novo método permitiu que a empresa passasse a atender clientes de outras regiões. Hoje, cerca de 60% dos terrários vendidos têm destino fora do estado. Mesmo com a expansão, a essência do negócio continua a mesma. Edu segue responsável pela criação artística das peças, enquanto Will cuida da gestão, do marketing e da estratégia digital. "A gente ainda tem muitos lugares para alcançar. É só o começo", afirma Will. Estúdio Terrário 📍 Endereço: Rua Itararé, 266 - Bela Vista / SP - CEP: 01308030 📞 Telefone: 11 93295-7865 📧E-mail: estudioterrario91@gmail.com 📸Instagram: https://www.instagram.com/estudioterrario 📘Facebook: https://www.facebook.com/share/1MAgfEXWe4/?mibextid=wwXIfr
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