Costura resiste ao tempo e registra aumento de profissionais na região de Itapetininga: 'Alto retorno', diz consultor
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/w49a6k0lcVo7tz0yM7x_8gsNBmk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/n/g/Ry3NXDSguBHa6pDYlavw/vlcsnap-2026-09-08-15h36m02s529.png" /><br /> Costura resiste como fonte de oportunidades, renda e tradição no interior de SP O cuidado para manusear as linhas, o capricho para fechar os nós e alinhar os tecidos. É preciso, além do talento nato, muita atenção para que o resultado da obra feita pelo costureiro seja satisfatório ao gosto do cliente. Essa profissão, que existe há tantos anos, torna-se cada dia mais um símbolo de resistência histórica. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Um levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontou que, em cidades da região de Itapetininga (SP), o número de costureiros que regularizaram a situação profissional e se tornaram microempreendedores aumentou. Veja abaixo: Tatuí - crescimento de 23%; Avaré - crescimento de 21,5%; Itapeva - crescimento de 19,5%; Itapetininga - crescimento de 3,3%. Gabriel Resende exerce a profissão de costureiro há 25 anos no Centro de Itapetininga, e conta que o talento veio de família. A mãe o ensinou as técnicas de corte e costura especializada em couro, que, para ele, são sinônimo de orgulho e alegria. Costura resiste ao tempo entre profissionais da região de Itapetininga (SP) Reprodução/TV TEM "O nosso perfil preza a qualidade, fazendo com que a peça tenha uma sobrevida e dure muito mais. Às vezes, a peça vem com uma alça em sintético, e nós transformamos ela em couro. É uma herança que eu recebo da minha mãe, porque tem todo um sangue envolvido. Não é algo que se aprende com facilidade", explica. LEIA TAMBÉM Ex-funcionários da Fepasa se reúnem e criticam abandono em Itapetininga: 'Uma pena' TRE-SP proíbe propaganda eleitoral em calçadas, rotatórias e canteiros de Itapetininga Jovem que participou de reality musical estudou no Conservatório de Tatuí: 'Deixou muitas raízes em mim' Com o avanço da indústria têxtil, os costureiros perderam espaço no mercado nas últimas décadas, mas resistem ao tempo. No lugar da produção de produtos exclusivos, muitas pessoas optaram por comprar roupas prontas em lojas, que passaram a vender os produtos de forma mais barata. A costureira Rosana Siqueira, de Capão Bonito (SP), decidiu se aprimorar em cursos relacionados à área como uma forma de complementar a renda. Ela possui uma ampla experiência na costura, mas diz que conhecer mais sobre o âmbito de trabalho significa aprimorar a qualidade. "Queria ter a técnica para trabalhar em casa, fazer um serviço de qualidade e com resultados ainda melhores. Foi muito bom e me trouxe muito profissionalismo", comenta. O consultor de negócios do Sebrae, Adriano Souza, reforça que a costura possui uma grande importância no setor têxtil e oferece oportunidades para quem deseja seguir na profissão. "A costura é um negócio de baixon investimento e alto retorno, sendo uma profissão que vem resistindo ao longo dos anos, principalmente com a tecnologia. O fato é que muitas pessoas ainda não procuram uma peça de roupa perfeita para o corpo ou uma customização", pontua. À TV TEM, o consultor afirma que a área costuma abranger principalmente mulheres, com uma faixa etária de 15 a 35 anos. Para os empresários do setor, está muito difícil encontrar costureiros no mercado. "É uma área que abrange muitas mulheres da faixa de 15 a 35 anos, ou jovens de 18 a 30 anos que buscam uma fonte de renda extra ou até mesmo se profissionalizar. Está difícil encontrar costureiros no mercado, por isso, aqueles que decidem seguir e se aprimorar têm a oportunidade de tornar o trabalho reconhecido e valorizado. A formação profissional gera oportunidades", finaliza. Setor busca mão de obra qualificada Reprodução/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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