Em meio à crise no STF, PT defende mandato para ministros de Tribunais Superiores no Brasil
Brazil's Workers' Party will push for fixed terms for ministers on the country's top courts. Party president Edinho Silva announced the decision on Thursday, though he conceded that no details have been worked out on how such a mandate would function. The party is moving while the Supreme Court goes through a period of turmoil, but Silva rejects any suggestion PT is exploiting the crisis to weaken the judiciary. 'We want to strengthen the judiciary,' he said.
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/-LYCcByL84fy1diKpEhozxdAECs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/f/Y/sAnTUuThejHA8LzD1YOw/54697570576-2c33ba59a2-k.jpg" /><br /> O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu nesta quinta-feira (10) que o partido irá defender mandato para ministros de Tribunais Superiores no Brasil. Segundo o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, não foram definidos detalhes sobre como seria esse mandato, mas que a discussão precisa ser feita. “Nós não estamos utilizando a crise do Supremo de forma oportunista para enfraquecer o Poder Judiciário. Ao contrário, nós queremos fortalecer o Poder Judiciário. Nós sabemos que não há democracia sólida com Judiciário fraco. Não há democracia, né, que efetivamente seja estável com Judiciário instável e enfraquecido aos olhos da sociedade”, disse Edinho. A decisão foi tomada em reunião da Executiva Nacional do PT, em Brasília. Segundo Edinho, o partido também não definiu um número de anos para o mandato de ministros. Agora no g1 A ideia já tinha sido defendida por setores do PT anteriormente, no entanto não fazia parte das pautas defendidas pela Executiva Nacional, ou seja, pela direção geral do partido. Com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), veio a mudança dos líderes do partido. LEIA TAMBÉM: 'Zelar pela integridade da Corte': Fachin envia recados em meio à crise no STF; veja o que pode acontecer Na quarta-feira (9), o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, convocou uma sessão do plenário para a próxima terça-feira (15) para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) feito a pedido do ministro André Mendonça que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. Em contrapartida, Moraes indicou indícios de uma suposta atuação parcial de Mendonça como relator dos casos envolvendo o Master. Críticos falam em vazamentos seletivos de informações, com quebras de sigilo supostamente sem critérios. O PT, assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defende a quebra completa do sigilo das investigações. Entre as medidas defendidas pelo PT está também a maior participação da sociedade civil nos órgãos de fiscalização do Poder Judiciário. Para Edinho, é preciso mais vagas em ambientes como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que a sociedade possa acompanhar e fiscalizar ministros. Edinho Silva, presidente do PT, discursa em evento do partido Anderson Barbosa/PT Mudanças na campanha A Executiva do PT também defendeu mudanças na campanha eleitoral para a reeleição de Lula. A reunião não contou com o candidato, mas ele chegou a ligar para Edinho durante as definições nesta quinta-feira (10), segundo apurou o g1. O entendimento do partido é que o cenário político brasileiro mudou nos últimos dias, com a crise do STF. Assim, a estratégia é ser mais "enfático" nas propostas defendidas por Lula, incluindo as voltadas para a Segurança Pública e as reformas do Judiciário e da Política. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu um maior radicalismo da campanha ao defender suas propostas. "Reunião decisiva para realinhar e apresentar a campanha a partir de agora numa linha de radicalismo que a conjuntura exige. É ir para o enfrentamento", disse ele. Edinho, no entanto, disse que a forma como a comunicação será alterada ainda vai ser dialogada com os integrantes da campanha de Lula.
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