Candidato ao governo da Bahia é atingido por bala de borracha em protesto e acusa PM; vídeo mostra feridas

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O candidato ao governo da Bahia Aroldo Félix (UP) foi atingido por uma bala de borracha durante um protesto de entregadores por aplicativo, na tarde de terça-feira (1º), em Salvador. Segundo o partido, o disparo foi feito por policiais militares durante a passagem do grupo pela Avenida Paralela, uma das principais da capital baiana. Vídeos divulgados pela campanha mostram ferimentos nas costas do candidato após o disparo. De acordo com o partido, Aroldo foi atingido de raspão e passa bem. A situação foi registrada na Corregedoria da Polícia Militar ainda na terça. A manifestação ocorreu durante todo o dia e reuniu motociclistas que trabalham com entregas por aplicativo. A categoria cobra, entre outras medidas, uma taxa mínima de R$ 10 por entrega e o fim de bloqueios considerados injustos nas plataformas. Segundo a UP, Aroldo acompanhava a mobilização quando policiais militares dispararam balas de borracha contra os manifestantes. O partido classificou a ação como "desproporcional e violenta" e acusou a corporação de reprimir o movimento. A Polícia Militar, por outro lado, afirma que precisou intervir depois que um grupo de motociclistas ocupou a faixa de rolamento da Paralela, na região do Bairro da Paz e Mussurunga, interrompendo o trânsito em uma das principais vias de Salvador. De acordo com a PM, durante a intervenção, policiais foram alvo de arremessos de pedras, capacetes e outros objetos. A corporação também afirmou que foram registradas manobras de motocicletas que colocavam em risco os próprios condutores, policiais e outros motoristas. A PM informou que fez três disparos de munição de "impacto controlado", conhecida popularmente como bala de borracha, durante a ação para conter a situação. A corporação disse ainda que só tomou conhecimento posteriormente de que uma pessoa havia sido atingida e que o caso será investigado para verificar as circunstâncias do disparo e a atuação dos policiais. A PM afirmou que respeita o direito à manifestação pacífica, mas que também tem a responsabilidade de garantir a segurança das pessoas e a circulação de veículos.

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