EUA negam bombardeio a casamento no Irã; 4 morreram
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/gfaoshQSVFMvpSjcWittSSJxVp4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/f/f/g5cow5ReWScrgrixT9AQ/casamento-ira.jpg" /><br /> Irã acusa EUA de atacarem festa de casamento Os Estados Unidos negaram nesta quarta-feira (2) terem bombardeado uma festa de casamento no sul do Irã durante um ataque ao país na terça-feira (1º). ➡️ O governo iraniano havia responsabilizado os EUA por um ataque a uma festa de casamento que ocorria em Kuhestak, no sul do Irã. Segundo a Cruz Vermelha, quatro pessoas morreram e 50 ficaram feridas. Teerã prometeu retaliação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "As Forças Armadas dos EUA nunca têm civis como alvo, ao contrário da Guarda Revolucionária (do Irã)", afirmou a Central de Comando das Forças Aramdas dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês), à agência de notícias Reuters. Um vídeo divulgado por uma conta do governo do Irã mostra uma grande quantidade de escombros e os danos causados no que foi descrito como o local da festa de casamento após o ataque americano. Ao fundo, é possível ouvir pessoas gritando. Veja acima. Segundo a mídia iraniana, entre os mortos está uma criança de 4 anos. Outro vídeo divulgado pela imprensa local mostra meninos e meninas recebendo atendimento médico em um hospital. O porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baqaei, condenou o ataque e afirmou que Teerã tomará medidas para responder às ações dos Estados Unidos. "Mais perigosa do que a própria bomba é a normalização do bombardeio, e mais perigoso do que o silêncio é transformar o silêncio em legitimidade", publicou. A casa atingida pelo ataque fica em uma região próxima ao Estreito de Ormuz. Até a última atualização desta reportagem, os Estados Unidos não haviam comentado a acusação. Escombros em local onde acontecia festa de casamento no Irã Fars/Reprodução O ataque ocorreu em meio a uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Nesta terça-feira, forças americanas realizaram novos ataques contra alvos iranianos, incluindo posições da Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os ataques começaram às 12h no horário de Washington (13h em Brasília). Os EUA justificaram o ataque por afirmando ter registrado série de tentativas recentes de ataques do Guarda Revolucionária do Irã contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e contra militares americanos na região. LEIA TAMBÉM Israel captura chefe de segurança do Hamas em Gaza; operações no território deixaram 3 crianças mortas VÍDEO: Drone não encontra sinais de vida em túnel de hidrelétrica onde há desaparecidos no Nepal 'Serial killer de hamsters' é preso no Japão acusado de matar 30 roedores dentro de hotel Escalada Caça dos EUA durante operação contra o Irã em agosto de 2026 US Navy A mídia iraniana relatou explosões na ilha de Qeshm, no norte do Estreito de Ormuz, além de regiões próximas ao litoral, como Bandar Abbas, Chabahar, Jask e Sirik. A mídia estatal também afirmou que forças americanas atacaram um aeroporto civil em Jiroft, no sul do Irã. O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os Estados Unidos "vão se arrepender" dos novos ataques. Já o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA voltarão a atacar "em um nível muito mais duro e elevado" em caso de resposta iraniana. Logo depois, o Irã anunciou que retaliou os bombardeios com o lançamento de drones e mísseis contra alvos dos EUA na região. A Jordânia relatou ataques e ativou o sistema de defesa aérea do país. Não há detalhes sobre estragos. O Irã alega que matou um "grande número" de militares norte-americanos durante o ataque. Os Estados Unidos negam e afirmam que o bombardeio não deixou feridos entre as forças americanas. Na região de Teerã, testemunhas relataram ter ouvido sirenes após o início dos ataques e da resposta iraniana. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
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