Antes de reunião entre Trump e Xi, China pede 'cautela extrema' aos EUA sobre Taiwan
Presidente chinês é recebido por Trump nos EUA antes de reunião oficial nesta quinta A China pediu que os Estados Unidos tenham "cautela extrema" sobre a questão de Taiwan e qualquer venda de armas à ilha asiática horas antes de uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Washington D.C. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O porta-voz Jiang Bin também afirmou, em uma entrevista coletiva regular em Pequim, que a relação militar entre EUA e China deveria ser mantida estável, saudável e sustentável. "Deve-se enfatizar que a questão de Taiwan é a mais importante nas relações entre China e EUA, e manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan é a maior questão de interesse comum dos dois países", disse Jiang. "Espera-se que o lado americano trate a questão de Taiwan com extrema cautela", acrescentou. Embora o governo Trump tenha aprovado em dezembro um pacote de US$ 11 bilhões em armas para Taiwan, o maior já realizado, um segundo pacote, de cerca de US$ 14 bilhões, está travado há meses. As declarações de Jiang ocorreram horas depois de o governo de Taiwan agradecer aos EUA por seu apoio e dizer que mantinha as comunicações antes da cúpula. Trump vê pacote de armas a Taiwan como moeda de negociação Xi deve pressionar Trump a interromper completamente as vendas de armas para Taiwan durante sua visita a Washington, disseram à Reuters fontes informadas sobre o assunto. Xi chegou a Washington na quarta-feira, antes da cúpula de quinta-feira. Após uma reunião com Xi em Pequim, em maio, Trump disse que estava mantendo o segundo pacote em suspenso e o descreveu como uma "moeda de negociação muito boa". O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, questionado por repórteres em Nova York na quarta-feira sobre as vendas de armas para Taiwan, disse que o governo precisava equilibrar necessidades mais amplas. "Eu sei que todos estão focados em Taiwan, mas quero que vocês pensem globalmente por um momento. Se vendermos algo para vocês, não teremos mais aquilo. Agora, talvez possamos fabricar isso no futuro, mas não temos isso agora", disse ele. A China reivindica Taiwan, governado democraticamente, como parte de seu território e reiterou na quarta-feira que o tema é uma "linha vermelha" que os EUA não devem ultrapassar. Os EUA são o principal apoiador internacional e fornecedor de armas de Taiwan, apesar da ausência de relações diplomáticas formais. Falando a repórteres em uma entrevista coletiva regular, a porta-voz do gabinete de Taiwan, Michelle Lee, disse que o governo tem monitorado continuamente os acontecimentos em torno da reunião entre Trump e Xi. "Em relação a todos os esforços que contribuam para estabilizar a situação regional e administrar os riscos que a expansão autoritária possa trazer, vemos isso de forma positiva e continuamos a cooperar com os EUA em vários níveis", disse ela. "Na verdade, continuamos mantendo contato próximo com os EUA para nos manter informados sobre os acontecimentos relevantes", acrescentou Lee, afirmando que os EUA reiteraram diversas vezes sua posição firme e clara de apoio a Taiwan. "Em relação ao apoio de longa data que os EUA têm oferecido ao nosso país em vários níveis, expressamos nossa gratidão."
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