PGR envia ao STF proposta de delação premiada de empresário que fez repasses ao filme 'Dark Horse'

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos e Participações. Segundo investigadores, a empresa de Freixo Júnior teria sido usada como intermediária para repassar valores destinados à produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, Freixo Júnior teria entre suas atribuições a busca de moeda para viabilizar pagamentos em dinheiro vivo. O acordo foi assinado no mesmo dia da delação de João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, que também firmou colaboração com a PGR no âmbito das investigações do caso Master. As duas propostas foram enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, e ainda precisam ser homologadas. O magistrado não tem prazo para responder. Agora no g1 Investimentos no filme Nesta semana, a imprensa revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez um adicional de repasse de US$ 1,6 milhão para o filme Dark Horse em setembro de 2025, dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato a presidente, cobrar parcelas que estavam atrasadas. Ele se soma a outros seis repasses — dois de US$ 2 milhões e quatro de US$ 1,6 milhão —, realizados até maio de 2025, que já haviam sido noticiados em maio deste ano pelo site The Intercept Brasil, totalizando R$ 61 milhões. Os recursos destinados ao filme eram enviados ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas que administrava o dinheiro e fazia os repasses à Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”. O fundo tinha entre seus administradores Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A informação está em um dos inquéritos da Polícia Federal (PF) sobre o caso. O novo pagamento foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Flávio vinha afirmando que o último repasse feito por Vorcaro havia sido em maio de 2025, informação agora contrariada pela PF. "Olha só. O último pagamento que ele fez [...] foi em maio de 2025", disse o senador em entrevista à GloboNews quando o caso foi revelado. Segundo as apurações, os repasses de Vorcaro para o filme foram feitos por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, de um aliado do ex-banqueiro. A Entre transferia o dinheiro para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, controlado por um advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O fundo repassaria o dinheiro para a produtora, a empresa Go Up. Em maio deste ano, quando a relação entre Flávio e Vorcaro veio a público, o Intercept divulgou um áudio em que o senador pedia o dinheiro para o ex-banqueiro.

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