Debate com candidatos ao governo do MA tem acusações, questionamentos políticos, menções a investigações e propostas para o estado
A TV Mirante promoveu, nesta terça-feira (29), o debate com seis dos oito candidatos ao governo do Maranhão. O encontro foi marcado por embates entre os candidatos, com questionamentos sobre trajetórias políticas, menções a investigações policiais, pedidos de direito de resposta e apresentação de propostas para áreas como saúde, segurança pública, mobilidade, educação e desenvolvimento econômico. Todos os oito candidatos aptos a concorrer ao cargo foram convidados a participar, entretanto, participaram do debate André Luís (Missão), Eduardo Braide (PSD), Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB) e Saulo Arcangeli (PSTU). 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O debate teve quase três horas de duração e foi mediado pelo jornalista da TV Globo, Hélter Duarte. Ao todo, foram quatro blocos, sendo dois de temas livres e outros dois com temas determinados e ao final do quarto bloco, os candidatos apresentaram suas considerações finais. O sorteio dos temas nos blocos determinados foi feito em estúdio, ao vivo. Os temas escolhidos foram: Candidatos ao governo do Maranhão participam de debate da TV Mirante Rafaelle Fróes/g1 MA 1º bloco: tem troca de acusações, apoio a Lula e propostas para infraestrutura Debate com os candidatos ao Governo do Maranhão – Bloco 1 O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao governo do Maranhão foi de tema livre e teve pouco mais de 40 minutos. Os candidatos fizeram perguntas entre si e discutiram temas como experiência e formação, políticas sociais, estradas e mobilidade, meio ambiente e agronegócio, apoio a Lula e ajuste fiscal. Ao longo da rodada, também houve troca de críticas entre os candidatos e acusações relacionadas ao governo estadual. Felipe Camarão (PT) abriu o bloco perguntando a Orleans Brandão (MDB) sobre experiência e formação para governar o Maranhão. Orleans citou a atuação como secretário de Assuntos Municipalistas e o programa Maranhão Livre da Fome. Na réplica, Camarão criticou a atuação do adversário e citou a relação familiar dele com o governador Carlos Brandão (MDB). Orleans respondeu com propostas para educação, saúde e segurança. Orleans escolheu Eduardo Braide (PSD) e questionou quais políticas sociais foram implantadas para a população mais pobre durante a gestão dele em São Luís. Braide citou creches em tempo integral, assistência social, segurança alimentar e obras. Orleans criticou a atuação municipal em assistência social e transporte público. Braide defendeu a gestão e questionou a atuação da secretaria comandada por Orleans. Braide escolheu Saulo Arcangeli (PSTU) e perguntou sobre a recuperação das estradas estaduais. Saulo concordou que há problemas nas rodovias e propôs um plano de obras públicas para estradas, saneamento e moradia. Também criticou a mobilidade em São Luís. Braide citou o aumento da frota de ônibus, o programa Trânsito Livre, avenidas, viadutos e ciclovias. Saulo criticou o programa por priorizar os carros. Saulo Arcangeli (PSTU) escolheu Roberto Rocha (PRTB) e perguntou sobre agronegócio, Matopiba e emergência climática. Roberto defendeu a expansão agrícola com proteção ambiental e destacou a região de Balsas. Saulo criticou os impactos ambientais do agronegócio e citou problemas no rio Itapecuru e o uso de agrotóxicos. Roberto falou sobre um projeto para o rio e defendeu a industrialização da produção agrícola. Rocha escolheu Felipe Camarão e perguntou por que Lula não havia participado da campanha no Maranhão. Camarão afirmou que a decisão caberia ao presidente e disse ter recebido um vídeo de apoio. Também defendeu uma parceria com o governo federal. Roberto apresentou outra explicação para a ausência de Lula e criticou a relação entre o presidente e candidatos maranhenses. Camarão reafirmou o alinhamento com Lula. André Luís (Missão) foi o último a participar das perguntas. Por sorteio, Orleans foi escolhido para responder. André citou investigações envolvendo o governo estadual e afirmou que a Polícia Federal teria pedido o afastamento do governador Carlos Brandão. Orleans rebateu as acusações e apresentou propostas para industrialização, geração de empregos e a ZPE de Bacabeira. No último confronto, Braide escolheu André Luís e perguntou sobre ajuste fiscal. André propôs reduzir cargos comissionados, fundir secretarias e extinguir a Secretaria de Articulação Política. Braide defendeu a gestão em São Luís e afirmou que não aumentou impostos nem contratou empréstimos durante sua administração. André voltou a defender a redução de despesas para ampliar investimentos. Durante o bloco, Felipe Camarão e Orleans Brandão pediram direito de resposta. Os dois pedidos foram negados pelo mediador, que considerou as falas dos adversários críticas, e não ofensas pessoais. 2º bloco tem debates sobre saúde, segurança, habitação, educação, transporte e emprego Debate com os candidatos ao Governo do Maranhão – Bloco 2 O segundo bloco do debate entre os candidatos ao governo do Maranhão teve temas sorteados e durou cerca de 35 minutos. Os assuntos discutidos foram saúde, segurança pública, habitação, educação, transporte e mobilidade urbana, além de emprego e renda. Os candidatos apresentaram propostas e trocaram críticas sobre gestões estaduais e municipais. Orleans Brandão (MDB) abriu o bloco perguntando a Roberto Rocha (PRTB) sobre propostas para a saúde do Maranhão. Orleans citou a ampliação de policlínicas, centros de hemodiálise e hospitais no estado. Roberto afirmou que o principal problema é a falta de resolutividade das unidades do interior e defendeu mudanças na gestão da rede. Na réplica, Orleans destacou investimentos em equipamentos e apresentou propostas como telemedicina e o programa PIX Saúde Já. Roberto citou propostas para ampliar estruturas hospitalares e transformar unidades em hospitais universitários. Roberto Rocha escolheu Saulo Arcangeli (PSTU) e perguntou sobre segurança pública. Saulo criticou a estrutura das polícias, citou problemas nas delegacias e defendeu ações preventivas e valorização dos profissionais. Roberto afirmou que o principal problema está no sistema prisional e defendeu investimentos e aumento da capacidade econômica do estado. Saulo voltou a criticar a política de segurança estadual e citou a necessidade de fortalecer a investigação. Saulo Arcangeli escolheu Felipe Camarão (PT) para falar sobre habitação. Saulo questionou o déficit habitacional e os investimentos na área. Felipe afirmou que pretende criar o programa Minha Casa Digna, em parceria com o governo federal, e ampliar a construção de moradias. Saulo criticou o modelo dos programas habitacionais e citou conflitos agrários e impactos ambientais. Felipe respondeu destacando ações de regularização fundiária e políticas para populações vulneráveis. Felipe Camarão escolheu Orleans Brandão para responder sobre educação. Felipe citou sua atuação como secretário de Educação e questionou as propostas do adversário. Orleans afirmou que pretende ampliar escolas em tempo integral, ensino técnico e programas de empreendedorismo para jovens. Felipe defendeu a valorização dos professores e criticou ações da gestão estadual na área. Orleans apresentou propostas como ampliar escolas cívico-militares e reformar unidades de ensino. No confronto entre André Luís (Missão) e Eduardo Braide (PSD), o tema foi transporte e mobilidade. André criticou a gestão de Braide em São Luís e questionou o sistema de transporte público. Braide afirmou que houve decisões judiciais sobre contratos e defendeu levar o programa Trânsito Livre para o interior. André propôs mudanças no modelo de transporte, enquanto Braide citou melhorias para o serviço de ferryboats. No último confronto, Braide perguntou a André Luís sobre emprego e renda. Braide criticou a carga tributária estadual e questionou propostas para geração de oportunidades. André defendeu um plano de industrialização baseado nas características de cada município e medidas de ajuste fiscal. Braide afirmou que pretende reduzir impostos para estimular a economia. André voltou a criticar a gestão municipal e defendeu mudanças para incentivar setores produtivos. 3º bloco: candidatos fazem críticas sobre saúde, terras, trabalho e desenvolvimento econômico Debate com os candidatos ao Governo do Maranhão – Bloco 3 O terceiro bloco do debate entre os candidatos ao governo do Maranhão teve temas livres e durou cerca de 32 minutos. Os assuntos discutidos foram saúde, regularização fundiária, trabalho e renda, desenvolvimento econômico e assistência social. Os candidatos apresentaram propostas e trocaram críticas sobre gestões estaduais e municipais. Eduardo Braide (PSD) abriu o bloco perguntando a Orleães Brandão sobre saúde. Braide questionou declarações sobre os socorrões de São Luís e criticou a situação da rede estadual. Orleães afirmou que pretende ampliar a regionalização da saúde, levar equipamentos para o interior e aumentar a oferta de hospitais no Maranhão. Braide respondeu que pacientes procuram os socorrões por falta de atendimento nos hospitais regionais. Orleães citou propostas como a abertura de hospitais, maternidades e serviços de urgência e emergência em diferentes regiões do estado. Orleães Brandão escolheu Saulo Arcangeli (PSTU) para falar sobre regularização fundiária. Orleães destacou a entrega de títulos de propriedade durante a gestão estadual e citou ações voltadas para agricultores familiares. Saulo criticou a política de terras do governo e afirmou que o estado enfrenta conflitos no campo. Ele defendeu reforma agrária, mudanças nas regras de regularização e medidas para proteção de comunidades rurais. Orleães respondeu que pretende ampliar programas de apoio ao pequeno produtor, mecanização da agricultura familiar e ações de regularização. Saulo Arcangeli escolheu André Luís (Missão) para discutir trabalho e renda. Saulo questionou como o candidato pretende gerar empregos diante da proposta de ajuste fiscal. André afirmou que seu plano prevê mudanças na gestão pública, concursos públicos e redução da terceirização. Saulo defendeu o fim da escala 6x1, ampliação de concursos e valorização dos trabalhadores. André voltou a criticar a precarização dos serviços públicos e defendeu mudanças administrativas. André Luís escolheu Roberto Rocha (PRTB) para falar sobre gestão pública e desenvolvimento. André apresentou a proposta de uma Lei de Responsabilidade Gerencial, com metas para municípios e indicadores de desempenho. Roberto afirmou que a proposta enfrenta limitações constitucionais e criticou o conhecimento do adversário sobre o funcionamento do Estado. André respondeu defendendo a criação de metas para melhorar a administração pública e cobrar resultados dos gestores. Roberto Rocha escolheu Felipe Camarão (PT) para discutir desenvolvimento econômico. Roberto questionou como transformar o crescimento econômico do Maranhão em melhoria da qualidade de vida da população. Felipe afirmou que o principal desafio é reduzir desigualdades e defendeu investimentos em agricultura familiar, qualificação profissional e geração de emprego e renda. Roberto defendeu a industrialização do estado e a criação de mecanismos para agregar valor à produção maranhense. Felipe Camarão escolheu Eduardo Braide (PSD) para falar sobre assistência social, com foco na primeira infância e em pessoas em situação de vulnerabilidade. Braide afirmou que pretende construir creches de tempo integral, criar espaços de convivência para idosos e ampliar ações de acompanhamento social. Felipe citou ações realizadas durante sua atuação como secretário e defendeu parcerias com o governo federal para ampliar políticas públicas. Braide respondeu destacando iniciativas da Prefeitura de São Luís e afirmou que pretende levar ações semelhantes para o Maranhão. Esta reportagem está em atualização.
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