Kalil defende articulação com governadores no debate da reforma tributária e promete ampliar efetivo da PM em MG

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<img src="https://s2-g1.glbimg.com/FL3pyR7JpGg9VXSZ1uL0N_qDZLw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/J/l/hBS4eNSoy3FVWdtyMHMw/whatsapp-image-2026-09-03-at-12.00.09.jpeg" /><br /> EPTV 1 entrevista Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais O candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) afirmou nesta quinta-feira (3), em entrevista ao EPTV1, que a reforma tributária pode trazer impactos para a economia do Sul de Minas e colocou a articulação com governadores e o governo federal como principal estratégia para enfrentar o cenário. Na área da segurança pública, disse que Minas enfrenta déficit de policiais e defendeu a contratação de novos servidores para reforçar o efetivo das forças de segurança. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Alexandre Kalil (PDT) foi o terceiro candidato ao governo de Minas Gerais a ser entrevistado pela EPTV Sul de Minas, Afiliada Rede Globo. Até o dia 9 de setembro, a emissora entrevista os cinco candidatos melhores colocados na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. (Veja agenda no fim da reportagem) EPTV 1 entrevista Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais Lorena Lemos/g1 Leia também: Patrus defende revisão de tarifas de pedágio e diz que manterá privatização da Copasa, mas reavaliará termos de acordo Cleitinho defende reforma administrativa, revisão de isenções e câmeras para agentes públicos em entrevista à EPTV Durante a entrevista, Kalil apontou a reforma tributária e a segurança pública entre os principais desafios para Minas Gerais. Ao comentar os efeitos das mudanças tributárias, afirmou que cidades com forte presença industrial, como Extrema e Pouso Alegre, podem enfrentar dificuldades caso percam competitividade. Segundo o candidato, a solução passa pela articulação política entre governadores e negociações junto ao governo federal. "Nós temos uma guerra para enfrentar aqui no Sul de Minas, que é a reforma tributária. Se eu tirar o benefício daqui, eu vou matar é aqui, aqui em Minas. Qual que é o meu compromisso? Trabalhar, sentar na mesa, ir no governo federal, juntar todos. Minas Gerais não participou da discussão, não assentou na mesa. Isso chama abandono", disse o candidato. Na segurança pública, Kalil afirmou que o estado enfrenta déficit de efetivo policial e problemas estruturais nas corporações. Ele defendeu a contratação de policiais e a ampliação da estrutura de atendimento à população, especialmente para mulheres vítimas de violência. "Primeiro tem que ter polícia. Nós temos um déficit de 7.600 homens na Polícia Civil. Nós temos que contratar. Nós não temos gasolina na polícia. Está faltando gasolina. Eu saí agora e passei na porta de um batalhão da Polícia Militar vindo para cá. A janela é de papelão." Ao longo da entrevista, o candidato também falou sobre a dívida de Minas, pedágios, privatizações, educação, uso de câmeras corporais por policiais e combate ao feminicídio. Dívida de Minas Questionado sobre o endividamento do estado, Kalil afirmou que a situação financeira precisa ser resolvida antes da ampliação de investimentos. Ele argumentou que o atual modelo compromete a capacidade de investimento do estado. "Nós temos que tratar a dívida de Minas como um pai trata a dívida de um filho. Porque nós somos o filho da federação. Nós não somos uma empresa privada. Se o governo federal não aceitar, perfeitamente, nós vamos continuar um Estado que só paga a folha de pagamento. Na hora que esmagamos Minas Gerais, nós esmagamos o Sul, os vales, o Norte, o Triângulo" "Quer dizer, quem está lá na ponta, esmagar o brasileiro é esmagar o que está no posto de saúde, o que precisa da UPA, o que precisa do hospital." Pedágios Ao falar sobre as concessões rodoviárias, Kalil declarou ser favorável ao pedágio, mas criticou cobranças sem melhorias correspondentes. Ele afirmou que pretende reforçar a fiscalização dos contratos. "Pedágio você cobra em rodovia viável e você não pode pintar a faixa e botar pedágio. Isso é crime novo. Isso aí não existia. A proposta é fiscalização. É cuidar do Estado. Nós temos que cuidar do Estado" "Isso aí é caso de polícia. Isso aí tem que olhar, porque isso aí, na minha opinião, tem coisa errada nesse negócio. Tem caroço nesse angu." Copasa e Cemig Ao comentar as privatizações, Kalil diferenciou empresas lucrativas das deficitárias. Sobre a companhia de saneamento, afirmou que pretende cobrar resultados da concessionária. Já sobre a Cemig, foi direto ao responder que não a privatizaria. "Eu sou contra a privatização de empresa que dá lucro, como a Copasa, como a Cemig, porque elas dão lucro. Fiscalizar e tomar conta. Tomar conta. É simples assim." Candidato ao governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT), durante a entrevista ao EPTV 1 Reprodução EPTV Educação Ao explicar o programa Saúde na Escola, Kalil disse que a proposta não prevê que professores exerçam funções médicas. Segundo o candidato, o objetivo é identificar estudantes que precisem de atendimento especializado. "Isso não é colocar médico dentro da sala de aula não. Isso é você identificar que uma criança tem uma deficiência ou de saúde, ou ela é uma criança que é um pouco especial ou muito especial, e encaminhar. Isso se chama transversalizar secretarias." Feminicídio e violência contra a mulher Ao abordar os casos de violência contra a mulher, Kalil defendeu o fortalecimento das delegacias e das forças de segurança. O candidato afirmou que o combate ao feminicídio exige estrutura permanente para atender as vítimas. "Primeiro tem que ter polícia. Nós temos um déficit de policiais e déficit de polícia. De delegacia, nós temos uma que funciona 24 horas no estado. Então é caso de polícia, é delegacia, é abrir, é estrutura. O feminicídio não acontece. Chegou lá e pum. O feminicídio é um crime avisado". "Nós passamos essa proteção para 24 horas. Então hoje nós resgatamos essa mulher. Porque se não tiver polícia, não tem como você ter queixa." Câmeras corporais Kalil disse que é favorável à discussão do tema, mas defendeu que a definição sobre o uso deve ser feita em diálogo com as forças de segurança. Ele afirmou que há situações em que as câmeras podem ajudar tanto a população quanto os próprios policiais, mas ponderou que existem operações em que o uso da tecnologia precisaria ser analisado. "Existem operações e operações. Nós conversamos isso com a polícia. As câmeras corporais, eu estou achando, eu acho que tem que ter operação e eu acho que a polícia tem que ser consultada. Tem operação que a polícia não aceita a câmara e tem operação... "Eu tive caso, na reunião que eu fiz com os policiais, que um falou assim: se eu tivesse uma câmera, eu não tinha respondido um processo quatro anos. O que me faltou para me defender foi uma câmera policial." Entrevistas ao EPTV 1 A EPTV Sul de Minas, Afiliada da Rede Globo, exibe até o dia 9 de setembro uma série de entrevistas com os candidatos da disputa pelo governo de Minas nas eleições 2026. As entrevistas são ao vivo e acontecem no EPTV 1, a partir das 11h45. Conforme definido em reunião com os representantes dos partidos que disputam o pleito esse ano, a escolha dos candidatos convidados seguiu o critério de quem apresentou 5% ou mais das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. A duração das entrevistas será de 30 minutos sem intervalo. Os candidatos estarão ao vivo no estúdio do telejornal com os apresentadores Suzana Siega e Velber Viana. O sinal da entrevista também estará aberto na página do g1 Sul de Minas para quem estiver fora da região ou prefira acompanhar pela internet. A ordem das entrevistas foi definida em comum acordo com os assessores dos partidos e será a seguinte: Agenda das entrevistas: 31/08 - Patrus Ananias (PT) 01/09 - Cleitinho Azevedo (Republicanos) 03/09 - Alexandre Kalil (PDT) 04/09 - Mateus Simões (PSD) 09/09 - Gabriel Azevedo (MDB) Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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