Nova presidente quer INSP mais científico e capaz de antecipar riscos de saúde pública
Para Sandra Santos, a saúde pública não pode limitar-se a responder aos problemas depois de estes surgirem. “Assumimos o compromisso de trabalhar arduamente para um Instituto Nacional de Saúde Pública tecnicamente competente, cientificamente credível, orientado para a evidência, aberto à inovação e capaz de responder aos desafios de saúde pública do país. Que não se limite a reagir aos problemas, mas que tenha capacidade de os antecipar, que produza conhecimento e que transforme esse conhecimento em ação, para melhorar, de forma concreta, a saúde e o bem-estar da população cabo-verdiana”, assume. Sandra Santos defende um INSP mais focado na ciência para prevenir riscos e responder melhor aos problemas de saúde pública. “A investigação científica permite-nos compreender melhor os problemas de saúde, antecipar os riscos, avaliar políticas públicas e orientar decisões com rigor. Permite-nos transformar dados em conhecimento e conhecimento em ação. Permite-nos, sobretudo, proteger vidas com responsabilidade. É neste particular que o INSP poderá fazer a diferença, trazendo para o centro das decisões em saúde as competências e capacidades, tanto a nível dos laboratórios de saúde pública, da promoção da saúde e da vigilância, como da formação e principalmente da investigação científica”, defende. Para o ministro da Saúde, Lúcio Miranda Fernandes, o INSP deve assumir-se como o principal centro nacional de produção de conhecimento, investigação e vigilância epidemiológica. O executivo afirma que o INPS será fundamental para produzir evidência científica, acompanhar os principais indicadores de saúde e reforçar a prevenção. “O Ministério da Saúde tem uma visão clara para o setor da saúde: construir um sistema resiliente, mais moderno, mais próximo das pessoas, mais humanizado e cada vez mais preparado para responder aos desafios do presente e do futuro. O Instituto Nacional de Saúde Pública será um parceiro indispensável na concretização desta visão, através da produção de evidência científica, da monitorização dos principais indicadores de saúde, das políticas públicas e da promoção de uma cultura de prevenção e literacia em saúde”, afirma. O governante sublinha a necessidade de uma atuação coordenada entre o INSP e a Direção Nacional de Saúde.