Cleitinho diverge da campanha de Flávio e defende fim da escala 6x1 ao declarar apoio ao candidato do PL no 2º turno
Cleitinho, the senator elected governor of Minas Gerais, declared his support for Flávio Bolsonaro of the PL in the presidential runoff. He still broke with Bolsonaro on one prominent labor issue almost immediately afterward. Cleitinho came out in favor of holding a vote on the constitutional amendment that would abolish the 6x1 schedule, which keeps workers on duty six days with a single day off. The measure is under discussion in the Senate, where opponents of President Luiz Inácio Lula da Silva's government are working to push deliberation back until after the elections. Flávio's camp has thrown its weight behind a rival bill authored by Senator Rogério Marinho of PL-RN. That alternative would allow free negotiation between employer and worker and permit shorter hours, though unlike the government's proposal, any cut in hours would come with a cut in pay. Cleitinho indicated that this kind of disagreement between allies is normal. His stance sets up an awkward contrast within the right's coalition heading into the runoff.
Governador eleito de Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, mas divergiu da campanha do colega de Senado, e defendeu a votação da PEC que acaba com a escala 6x1. A proposta está em discussão no Senado e a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para adiar a deliberação para depois das eleições. O grupo de Flávio defende uma proposta alternativa, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê livre negociação entre empregador e trabalhador e permite a redução de jornada, mas, diferente da proposta do governo, com redução de salário. Cleitinho disse que é normal discordar de Flávio e defendeu a votação da PEC. “Eu sou casado com a minha esposa e sou apaixonado por ela e de vez em quando a gente não concorda um com o outro. Nem sempre a gente vai concordar em tudo, mas eu sou a favor. Já tinha que ter votado”, argumentou. Questionado se a PEC pode interferir no processo eleitoral, Cleitinho minimizou e disse que o Congresso está parado. “Desde julho que a gente está de recesso, o Congresso sem produzir nada. A fonte de riqueza que é o trabalhador e o empresário está produzindo para manter o Congresso parado. Então deveria já voltar. Inclusive eu estou aqui para, quem dera, se pudesse voltar hoje. Eu espero que vote esse ano ainda para poder dar esse privilégio, porque o político está fazendo a escala zero por zero, está sem trabalhar. Só está fazendo campanha e usando fundo eleitoral” afirmou o senador. Apesar da discordância, Cleitinho disse que vai trabalhar para aumentar a votação de Flávio em Minas Gerais. Ele disse que não entrou antes na campanha porque o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho, não o queria no palanque. “O que aconteceu durante o primeiro turno é que o PL lançou candidato [em Minas] e estava apoiando esse candidato. Mas durante a campanha eu sempre fiz campanha pro Flávio. Eu fiz sim [críticas a Marinho]. Porque o Rogério nunca quis me apoiar. Isso é fato, pergunta pra ele. Se ele estivesse aqui eu falava na cara dele. Foi nem o Flávio, foi sempre o Rogério. Rogério nunca fez questão de eu estar no palanque do Flávio. Só que o Rogério não entende nada de Minas Gerais”, declarou.