Mateus Simões defende privatização da Gasmig e promete ampliar leitos para reduzir filas na saúde

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Já na saúde, atribuiu os gargalos à falta de leitos e afirmou que pretende ampliar a capacidade hospitalar para acelerar cirurgias e internações. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Mateus Simões (PSD) foi o quarto candidato ao governo de Minas Gerais a ser entrevistado pela EPTV Sul de Minas, Afiliada Rede Globo. Até o dia 9 de setembro, a emissora entrevista os cinco candidatos melhores colocados na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. (Veja agenda no fim da reportagem) EPTV 1 entrevista Mateus Simões (PSD), candidato ao governo de Minas Gerais Lorena Lemos/g1 Leia também: Patrus defende revisão de tarifas de pedágio e diz que manterá privatização da Copasa, mas reavaliará termos de acordo Cleitinho defende reforma administrativa, revisão de isenções e câmeras para agentes públicos em entrevista à EPTV Kalil defende articulação com governadores no debate da reforma tributária e promete ampliar efetivo da PM em MG A privatização da Gasmig e os investimentos na saúde concentraram algumas das principais propostas apresentadas por Matheus Simões durante a entrevista ao EPTV1. O candidato afirmou que a estatal de gás não possui capacidade financeira para realizar os investimentos necessários em Minas Gerais e confirmou que a empresa integra sua lista de privatizações. "Essa está na minha lista de privatização e não tem nada a ver com levantar dinheiro. É uma questão da gente garantir investimentos. Todas as empresas que estão às margens da Fernão Dias aguardam há décadas a passagem do gás que está em Bragança Paulista para atravessar a divisa, chegar a Extrema e subir dali para Pouso Alegre. Infelizmente, a Gasmig não tem condição de investimento" disse o candidato. Na saúde, o candidato afirmou que a principal solução para a redução das filas por cirurgias, exames e internações passa pela ampliação da estrutura hospitalar. Ao comentar o sistema estadual de regulação de leitos, defendeu a prioridade ao atendimento dos pacientes, mesmo quando isso exige transferências para outras cidades. "O CORE conseguiu reduzir em 40% o tempo médio de espera de um paciente grave pela alocação do leito. É melhor levar o paciente para longe, ele ter o leito ou manter ele aqui onde ele não tem o leito? O que acontece não é propriamente que o CORE desloca o paciente para longe. É que perto não há um leito adequado disponível. O investimento que a gente tem que continuar fazendo é esse de ampliação hospitalar", disse o candidato. O candidato também destacou propostas voltadas para a cafeicultura, defendeu maior agregação de valor à produção agrícola mineira e afirmou que os projetos de exploração de terras raras em Poços de Caldas devem priorizar o processamento industrial do minério dentro do estado. Cirurgias e exames O candidato também apresentou propostas para reduzir filas por procedimentos e exames. Segundo ele, o programa Opera Mais permitiu ampliar o número de cirurgias realizadas na rede pública e deve continuar recebendo investimentos. Simões afirmou ainda que pretende reduzir significativamente o tempo de espera por procedimentos. "Tem uma proposta que a gente está pronto para implementar para o próximo governo com relação às UBSs, para que você faça exame na hora. Os exames de sangue, de eletrocardiograma, ao invés de você ter que pegar o pedido e fazer em outro lugar, depois pegar o exame, voltar num outro dia, você já na UBS faz o exame de sangue, faz o eletrocardiograma, o seu médico da saúde da família já faz a leitura ali e já te entrega o remédio." "Quando a gente fala aqui em construir mais um bloco inteiro no Bom Pastor, ou quando a gente fala em construir um hospital-dia em Três Corações, nós estamos falando exatamente em aumentar a capacidade cirúrgica dessas cidades para a gente reduzir nas filas." Pedágios e concessões rodoviárias Questionado sobre as tarifas de pedágio no Sul de Minas, Simões defendeu o modelo de concessões e afirmou que ele é necessário para garantir investimentos nas rodovias. O candidato também afirmou que não há previsão de novos processos de concessão para rodovias da região. "O caso dos pedágios do Sul de Minas é um bom exemplo da situação financeira do Estado. A gente pode pagar o pedágio e ter a possibilidade, por exemplo, de começar a trabalhar na duplicação entre Varginha e a Fernão Dias, resolver o problema do trevo do Automóvel Clube e outros temas que afligem a região. Ou, se não ter o pedágio, não tem nenhuma dessas obras, porque isso faz parte de contenção orçamentária", disse o candidato. "Acho que a gente tem que entender que faz parte do modelo e cobrar que a manutenção e as obras aconteçam. É muito difícil, enquanto Minas não tiver uma outra situação financeira, que a gente tenha um outro modelo de pedageamento." Dívida de Minas e Propag Ao comentar a situação financeira do estado, Simões defendeu o acordo de renegociação da dívida com a União. Segundo ele, o Propag reduziu pela metade o valor desembolsado anualmente por Minas Gerais. "Hoje a gente paga uma dívida com juros zero. Primeiro, se alguém conseguir me dizer que tem alguma negociação melhor do que a gente fez, a gente tinha uma parcela de 14 bilhões por ano, ela hoje é de 6 bilhões por ano. Então, ela é menos da metade." "Eu tenho insistido com aqueles que falam que não vão pagar a dívida. Gente, mineiro não é caloteiro, nós todos sabemos disso. Nós vamos pagar. É triste por ter sido cobrado o juro do passado, gostaria muito que a gente tivesse tido um desconto que a gente não teve." Entrevista Mateus Simões (PSD), candidato ao governo de Minas, ao EPTV 1 Reprodução EPTV Copasa e Cemig Questionado sobre a privatização da Copasa, Simões afirmou que a venda da companhia foi necessária para atender exigências ligadas ao Propag. Já em relação à Cemig, o candidato disse que a estatal não integra os planos de privatização. "Nós precisamos apresentar ao governo federal 40 bilhões de reais em ativos, senão não tinha adesão ao Propag. A venda da Copasa foi feita dentro do escopo do Propag no levantamento dos recursos para investimentos obrigatórios. A Copasa é só uma pequena parte do que a gente está tendo que entregar para o governo federal pela exigência que está na lei que foi aprovada. Nós estamos entregando muito mais do que isso, uma série de imóveis, uma série de créditos que nós estamos abrindo mão". "Conseguimos evitar a venda da Cemig, que não faz parte de nenhum projeto de venda nesse momento. A Cemig, na verdade, tem conseguido prestar um serviço muito melhor hoje do que prestava há sete anos. Ainda precisa melhorar, mas a gente já conseguiu, por exemplo, garantir que as subestações existam onde elas precisam existir e que a energia esteja mais estável." Cafeicultura e agronegócio Ao falar sobre o principal setor econômico do Sul de Minas, Simões defendeu que o estado avance no processamento industrial do café antes da exportação. Segundo ele, Minas Gerais precisa capturar uma parcela maior da riqueza gerada pela cadeia produtiva. "A gente hoje é grande produtor de café verde, exportador de café verde. Minas Gerais produz uma em cada quatro xícaras de café consumida no mundo. A gente pega o café verde e manda ele para fora. Eu tenho que tentar vender o grão torrado, eu tenho que tentar vender o grão moído, porque isso agrega valor e melhora a capacidade das cooperativas de estabilizarem a sua condição de pagamento para os seus cafeicultores." "A solução é a mudança da legislação no caso do café que proíbe a importação de café verde no Brasil." Terras raras e mineração O candidato afirmou que os projetos de exploração de terras raras em Poços de Caldas representam uma oportunidade de desenvolvimento para Minas Gerais. No entanto, defendeu que o processamento industrial ocorra dentro do estado. "Terras raras, a gente tem que ficar muito atento para não cometer o erro que se cometeu em Minas Gerais com o ferro lá há 150 anos atrás. A gente tem que vender um produto já mais processado. Os dois projetos que estão sendo habilitados no entorno de Poços de Caldas, eles preveem cada um mais de 1 bilhão de reais de investimento". "Além de você explorar a terra rara, você também já transforme aquilo numa liga metálica e não só em mineral puro para exportação. Isso vai gerar empregos mais qualificados e vai gerar mais arrecadação, mais riqueza em cada um desses lugares." Entrevistas ao EPTV 1 A EPTV Sul de Minas, Afiliada da Rede Globo, exibe até o dia 9 de setembro uma série de entrevistas com os candidatos da disputa pelo governo de Minas nas eleições 2026. As entrevistas são ao vivo e acontecem no EPTV 1, a partir das 11h45. Conforme definido em reunião com os representantes dos partidos que disputam o pleito esse ano, a escolha dos candidatos convidados seguiu o critério de quem apresentou 5% ou mais das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. A duração das entrevistas será de 30 minutos sem intervalo. Os candidatos estarão ao vivo no estúdio do telejornal com os apresentadores Suzana Siega e Velber Viana. O sinal da entrevista também estará aberto na página do g1 Sul de Minas para quem estiver fora da região ou prefira acompanhar pela internet. A ordem das entrevistas foi definida em comum acordo com os assessores dos partidos e será a seguinte: Agenda das entrevistas: 31/08 - Patrus Ananias (PT) 01/09 - Cleitinho Azevedo (Republicanos) 03/09 - Alexandre Kalil (PDT) 04/09 - Mateus Simões (PSD) 09/09 - Gabriel Azevedo (MDB) Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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