Kalil quer choque de gestão, privatizar rodovias e criar restaurantes populares; candidato deu entrevista no MG1 de Uberlândia
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/0DpcP97aZHGShEiAQmTGzqh88ks=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/E/q/AjdgeMQ6W0Z09VBZ2B3A/kalil.jpeg" /><br /> Alexandre Kalil em entrevista durante série da TV Integração com candidatos ao governo de Minas Gerais Natália Camargo/g1 Nesta semana, a TV Integração faz uma série de entrevistas com os candidatos ao Governo de Minas mais bem colocados na pesquisa Quaest de intenção de voto, divulgada no dia 25 de agosto. As entrevistas ocorrem no MG1, com transmissão simultânea para as regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Noroeste de Minas e Centro-Oeste de Minas. Pela ordem determinada por sorteio, na presença de representantes dos partidos, Alexandre Kalil (PDT) foi o entrevistado desta sexta-feira (4). Confira a sequência: Segunda-feira (31): Mateus Simões (PSD) Terça-feira (1º): Gabriel Azevedo (MDB) Quarta-feira (2): Patrus Ananias (PT) Quinta-feira (3): Cleitinho Azevedo (Republicanos) Sexta-feira (4): Alexandre Kalil (PDT) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Alexandre Kalil é formado em engenharia, administrou empresas da família no ramo de infraestrutura civil e rodoviária na região metropolitana de Belo Horizonte. Foi presidente do clube Atlético Mineiro por 6 anos. Em 2017, foi eleito prefeito de Belo Horizonte, reeleito para mais um mandato, e renunciou ao cargo em 2022 para concorrer ao governo de Minas Gerais. Ele respondeu a questionamentos sobre dívida pública, corte de gastos, privatizações, rodovias, saúde, segurança pública, terras raras e ações para a população de baixa renda. Entre os assuntos, Kalil destacou que pretende fazer um choque de gestão para equilibrar as contas, privatizar as rodovias viáveis e criar restaurantes populares para auxiliar a população de baixa renda. Estradas Kalil falou sobre a necessidade da duplicação da BR-262, que liga Uberaba a Belo Horizonte, passando por diversas cidades do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Centro-Oeste de Minas. "Nós temos saída em pista dupla pra Goiás, pro Mato Grosso, pra São Paulo e não temos pra Minas Gerais. Então, nós estamos perdendo o Triângulo Mineiro e Minas precisa dessa região pujante e rica. A primeira coisa que nós vamos fazer é dar tráfico. Nós temos estradas que não estão passando carroça." Privatizações O candidato ao governo de Minas pelo PDT defende a privatização em casos viáveis, sobretudo das rodovias. "Privatização é o caminho pro mundo moderno. Mas tem que ter viabilidade para privatizar. Tem estradas em Minas que não têm nem acostamento e estão cobrando pedágio. É viável privatizar? Privatiza. Não é? Cuida. Pintar a faixa e cobrar pedágio está errado. Mas eu sou totalmente a favor da privatização de estradas que tenham viabilidade", afirmou. Em contrapartida, ele critica a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). "O governador de São Paulo disse que o maior arrependimento dele foi privatizar a Sabesp. E a mesma empresa que privatizou a Sabesp, privatizou a Copasa. A Copava dava lucro, nunca deu prejuízo para o Estado. Agora, precisa de gerência, gestão. A privatização não está dando conta nem em São Paulo e nem em Minas Gerais." Saúde Para a área da saúde, Kalil quer planejamento antes de qualquer ação. "Nós não podemos fazer nada sem um projeto. Nós estamos há 12 anos sem projeto. Então, esses hospitais regionais estão aí, de um projeto de 15 anos atrás. A fila em São Paulo é de cinco meses, a fila em Minas Gerais são quatro anos. Porque não há projeto." Conforme Kalil, é necessário entender a necessidade de cada local para atender adequadamente. "Qual é a necessidade da média e alta complexidade em cada local? Porque se for muito grande, isso se chama hospital de porta fechada. Ele é para receber a eletiva, que é de média e alta complexidade. Se você já tem em Uberlândia, por exemplo, então, aqui não precisa. O que precisa é de um hospital de porta aberta, para receber emergência. Esse é um assunto que tem que ser regionalizado", explicou. Já em relação a saúde mental, Kalil acredita que deve ser tratado como qualquer doença e com a mesma prioridade. "Nós temos um problema hoje de saúde mental com professoras. Porque estão sendo agredidas, de toda forma e de todo jeito. Policiais. Isso é um problema gravíssimo. Então, esse é um problema recorrente, está piorando pelo caminhar do mundo, está virando um problema grave. Nós não podemos separar a saúde mental de outra saúde. É a mesma coisa. Só não sai sangue." Segurança Pública Apesar de concordar que a Polícia Civil e a Polícia Militar precisam de investimentos para que a segurança pública do estado seja melhorada, Kalil não se comprometeu com aumento de efetivo, nem implantação de tecnologias. "Nós temos a polícia mais mal paga do Brasil. Isso é número, isso não é opinião. E temos um déficit de 7.600 homens. O que não houve foi gestão de economia. Então, nós temos é que fazer gestão, porque hoje não tem dinheiro e não tem milagre." Questionado se aumentaria o efetivo humano das forças de segurança, o candidato não assumiu o compromisso. "Eu não me comprometo com nada, porque eu não conheço a conta e não tenho dinheiro. Eu não posso me comprometer num estado que está com déficit de R$ 11 bilhões. O que eu prometo é que a luz vai ser apagada, que se tem quatro secretárias vai ficar uma. O que eu prometo é que nós vamos renegociar essa dívida", afirmou. Dívida e reindustrialização Para Kalil, a solução da dívida bilionária de Minas Gerais é a renegociação com a União. "Se nós não renegociarmos essa dívida gravíssima do Estado, nós vamos continuar com um Estado RH, que só paga funcionário público, paga mal e não dá aumento." Ele disse que pretende, além de enxugar as contas com a "gestão de choque", propor ao Governo Federal o Programa de Recuperação Fiscal (Refis), como foi feito pelo Fernando Henrique Cardoso. "Um percentual do que Minas Gerais arrecadar, por tempo indeterminado, e uma exigência do Governo Federal para que Minas reduza essa máquina e pare de dar esse déficit. A solução está aí. Ela tem que ser colocada na mão dos economistas. O Refis que foi dado à iniciativa privada, que gerou para o país R$ 305 bilhões. Então, nós não queremos só renegociar, nós temos a proposta para renegociar." Já em relação à reindustrialização de Minas Gerais, sobretudo da região de Divinópolis, a solução de Kalil é recorrer a linhas de crédito. "Existe linhas de crédito que o Estado pode pegar. Você pega uma linha de crédito para abrir uma beneficiadora de café. Em vez de vender saca de café, nós vamos vender a cápsula de café. Mas você precisa de uma linha de crédito. E o governo pode ter essa linha de crédito, desde que ele seja um governo sadio. Nós temos o BDMG, nós temos o BNDES. O Estado pode sim financiar, porque isso não é isenção fiscal. Isso é um empréstimo que vai gerar emprego e valor agregado." Restaurantes populares Uma das ações que Kalil propõe para auxiliar a população de baixa renda é criar restaurantes populares em todo estado. "Isso é muito barato. É um acolhimento, não é só a comida. Isso é uma questão de empatia. É por isso que eu acho que esse liberalismo desenfreado é cruel. Ninguém pode passar fome num país tão rico como o nosso. As pessoas pensam 'Ah, o cara está querendo dar comida, mas é a favor da privatização'. É isso mesmo. Eu quero dar comida e sou a favor da privatização." Considerações finais Kalil aproveitou os momentos finais da entrevista para agradecer ao Triângulo Mineiro e aos apoiadores da região. "Obrigado, muito obrigado ao Triângulo por me receber tão bem. Eu quero mandar, aqui, um abraço, um beijo especial para Ana Paula Leão, em homenagem ao Odelmo. E para o Gustavo Galassi que que nos acompanhou nessa jornada tão agradável aqui no Triângulo." VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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