Coordenação Nacional da Juventude Africana quer reforçar a capacitação e liderança dos jovens

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Elisa Cabral é a nova coordenadora da Coordenação Nacional da Juventude Africana. Para ela, a missão da organização deve ir além das declarações e transformar propostas em projetos que gerem oportunidades concretas. A prioridade inclui ampliar a formação e a capacitação dos jovens. A organização também pretende incentivar o empreendedorismo e dar mais valor ao voluntariado. Cabral defende uma entidade aberta à participação juvenil, capaz de apoiar a inserção profissional e a criação de atividades. A falta de recursos financeiros é apontada como um dos principais obstáculos ao trabalho, e a coordenadora espera apoio de instituições para executar seus planos. A aproximação entre Cabo Verde e os demais países africanos figura entre as prioridades. Aurélio Martins, embaixador de São Tomé e Príncipe em Cabo Verde, considera que o diálogo entre jovens pode ajudar a identificar desafios comuns e defende o reforço dos intercâmbios.

Para a nova coordenadora, Elisa Cabral, as prioridades passam por transformar as ideias em acções concretas. “A nossa missão deve ir além das palavras. Precisamos transformar ideias em acções, projectos em oportunidades e sonhos em possibilidades concretas. Queremos trabalhar para promover iniciativas de formação e capacitação, incentivar o empreendedorismo, valorizar o voluntariado, fortalecer a liderança e estimular a participação dos jovens na construção de soluções para os desafios da nossa comunidade”, salienta. Elisa Cabral defende uma organização aberta a todos os jovens, que promova a participação e crie oportunidades de formação, emprego e empreendedorismo. A responsável reconhece que a falta de recursos financeiros constitui um dos obstáculos ao desenvolvimento das atividades. “É muito preocupante a falta de recursos, é uma situação que acreditamos com desafio, vamos ultrapassar mas esperamos contar com o apoio das organizações para realizar as nossas ações. (...) Estamos muito preocupados com a falta de recursos, mas não falta vontade de fazer”, afirma Elisa Cabral. A aproximação entre Cabo Verde e os restantes países africanos constitui outra das prioridades da organização, afirma a coordenadora. Em representação do Corpo Diplomático Africano, o embaixador de São Tomé e Príncipe em Cabo Verde, Aurélio Martins, considera que a organização pode ajudar a identificar desafios comuns e a encontrar soluções para a juventude africana. “Iniciativas como esta, promovida pela Organização Mundial da Juventude Africana, merecem o nosso reconhecimento e apoio. Ao reunir jovens e criar oportunidades de diálogo e cooperação, esta organização pode contribuir para aproximar realidades, identificar desafios comuns e encontrar soluções conjuntas”, afirma. O diplomata defende o reforço dos intercâmbios e dos encontros entre jovens cabo-verdianos e de outros países africanos.

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