PI registra 19 denúncias de trabalhadores por assédio por voto e ida em atos políticos; veja como denunciar

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O Ministério Público do Trabalho no Piauí registrou 19 denúncias de assédio eleitoral durante as campanhas do primeiro e do segundo turno. Todos os relatos estão ligados às eleições presidenciais e descrevem empregadores pressionando funcionários a votar em candidatos determinados. Também são citadas exigências de participação em atos de campanha e dificuldades de liberação para ir às urnas. Em alguns casos, uma única empresa concentra mais de uma denúncia. Os registros ocorreram em Teresina, Matias Olímpio, São Gonçalo do Gurgueia, Paulistana, Barras, Picos, Parnaíba e Sebastião Leal. Diante do volume, o MPT-PI anunciou inspeções surpresa em empresas durante o período eleitoral. Segundo o procurador do Trabalho Edno Moura, a fiscalização é preventiva e deve verificar se os empregadores estão respeitando o livre exercício do voto. Estabelecimentos autorizados a funcionar no dia da eleição devem organizar escalas de trabalho para permitir que os funcionários saiam e votem, sem pressão ligada à relação de trabalho.

Ministério Público do Trabalho no Piauí Reprodução Cerca de 19 denúncias de assédio eleitoral foram registradas pelo Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) durante a campanha no primeiro turno e no segundo turno. Todas as denuncias estão relacionadas as eleições presidenciais. Os relatos apontam que empregadores estariam pressionando funcionários a votar em determinados candidatos, exigindo participação em atos de campanha e até dificultando a liberação de trabalhadores para exercer o direito ao voto. Segundo o órgão, há casos em que uma mesma empresa acumula mais de uma denúncia. Os registros foram feitos em Teresina, Matias Olímpio, São Gonçalo do Gurgueia, Paulistana, Barras, Picos, Parnaíba e Sebastião Leal. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Diante do aumento das denúncias, o MPT-PI informou que realizará inspeções surpresa em empresas durante o período eleitoral. Segundo o procurador do Trabalho, Edno Moura, as inspeções terão caráter preventivo e fiscalizatório para verificar se os empregadores estão respeitando o direito dos trabalhadores ao livre exercício do voto. Agora no g1 "Estamos intensificando nossa atuação para garantir que nenhum trabalhador seja impedido de exercer seu direito ao voto. Durante o segundo turno, poderemos realizar inspeções surpresa em estabelecimentos para verificar se as empresas estão cumprindo a obrigação de liberar seus empregados. O direito ao voto é uma garantia constitucional e não pode sofrer qualquer tipo de restrição ou interferência por parte do empregador", afirmou o procurador . Empresas devem liberar funcionários para votar Segundo Edno Moura, estabelecimentos autorizados a funcionar no dia da eleição devem organizar as escalas de trabalho para garantir que os funcionários consigam se deslocar até os locais de votação e votar. "É importante deixar claro que nenhuma empresa pode utilizar a relação de trabalho para impedir ou dificultar o exercício da cidadania. O empregador deve organizar suas atividades de forma a assegurar que todos possam votar. Ameaças de demissão, punições ou a imposição de obstáculos à votação são condutas graves e podem gerar responsabilização", alertou Edno Moura. Como denunciar O Ministério Público do Trabalho informou que funcionará em regime de plantão para receber denúncias e garantir que os trabalhadores possam exercer o direito ao voto. Os casos de assédio eleitoral podem ser denunciados pelos seguintes canais: Site: Canal de denúncias do MPT; Telefone: (86) 3214-7500; WhatsApp: (86) 99544-7488; Presencialmente nas unidades do MPT em Teresina, Picos e Bom Jesus. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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