Debate da Globo: no quarto bloco, candidatos trocam acusações, falam de ilha de Richarlison, segurança pública e caso Master; reveja

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President Lula and Senator Flávio Bolsonaro participated in a TV Globo debate two days before the presidential runoff. This was the final meeting between the candidates before the Sunday vote. They discussed the minimum wage, the Unified Health System, and Brazilian debts. The candidates exchanged personal insults during the event. In the final block, each speaker had eight minutes of free-topic time without limits on interruptions.

A dois dias do segundo turno da eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, participaram na noite desta sexta-feira (23) do debate da TV Globo. Foi o último encontro entre os candidatos antes do dia da votação, no domingo (25). Lula e Flávio Bolsonaro discutem dívidas dos brasileiros, salário mínimo e SUS e trocam ofensas e ataques com 'nove dedos' e 'miliciano' Veja o que é #FATO ou #FAKE nas falas de Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Globo O quarto bloco do debate tinha tema livre, e cada candidato teve oito minutos de fala, sem limite de intervenções do adversário. Eles emendaram vários assuntos e trocaram acusações. Relembre o que foi dito no primeiro, segundo e terceiro bloco do debate da Globo. Veja abaixo os destaques do quarto bloco do debate. Debate na Globo: Lula e Flávio trocam acusações em bloco com tema livre Willer Tomaz e ilha com Richarlison Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre a disputa com o jogador Richarlison Andrade envolvendo uma ilha em Angra dos Reis (RJ). O petista afirmou que o advogado Willer Tomaz, ligado a Flávio, teria conseguido a titularidade do imóvel em apenas uma semana, enquanto o jogador ainda aguardava a regularização da propriedade. Flávio negou irregularidades e afirmou que o caso já foi investigado pela Justiça, com decisão definitiva. Também disse que Willer é seu amigo, mas não seu sócio. Em seguida, Flávio se dirigiu ao jogador e afirmou que ele teria sido enganado na negociação. Uísque, raspagem de balas e 'Dark Horse' Flávio Bolsonaro criticou a PEC da Segurança, apresentada pelo atual governo, e questionou qual a raiva que Lula teria da polícia. O petista reforçou querer saber a relação entre Willer Tomaz e o candidato do PL no caso da compra da casa do jogador. Flávio respondeu que não tem relação com o caso, e mudou de assunto, afirmando que o presidente teria recebido uma garrafa de um uísque de R$ 500 mil de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master e atualmente preso. O petista respondeu que Flávio e Vorcaro parecem "uma coisa só". Lula então questionou por que Flávio, quando era deputado estadual, votou para que balas perdessem identificação. Flávio afirmou que o caso sequer foi aprovado e mudou de assunto, voltando para a garrafa de uísque supostamente recebida por Lula. O presidente, então, disse que, em 2020, Flávio esteve em um passeio com representantes da vacina indiana Covaxin durante a pandemia de Covid-19. “Não sei que negociata era. O dado concreto é que a vacina não veio", afirmou o presidente. O caso foi noticiado pela revista Piauí nessa semana. Flávio negou. O presidente falou sobre a relação de Flávio com Vorcaro. "Quem é filhote do Vorcaro é você, quem aceita dinheiro do Vorcaro é você, quem pegou R$ 134 milhões do Vorcaro e até agora não apareceu é você, não me coloca nessa vala comum", disse Lula. Flávio disse que Vorcaro deu dinheiro para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro, e citou um suposto relatório da Polícia Federal sobre o caso. Caso Master Lula acusou Flávio Bolsonaro de ter ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. "Esse cidadão e a turma dele criaram um banqueiro chamado Vorcaro, do Banco Master, e eu prendi", afirmou o presidente. Em resposta, Flávio negou ter uma relação de parceria com Vorcaro e afirmou que o empresário era investidor de um filme privado, sem recursos públicos. Considerações finais No encerramento do debate, os candidatos fizeram suas considerações finais. LULA Debate na Globo: Lula faz suas considerações finais “Domingo é o dia em que vocês vão se dirigir à urna e vão escolher o país que vocês querem e o presidente que vocês querem. Eu sou um homem que tem biografia, tem história, tem uma luta junto com vocês há muito tempo. Comecei a trabalhar com 12 anos de idade. Vendi tapioca, vendi laranja, vendi amendoim, vendi sardinha. Trabalhei de engraxate, torneiro mecânico e virei presidente da República. E vocês sabem o que nós fizemos juntos”, disse Lula. O candidato voltou a chamar Flávio Bolsonaro de miliciano e falou de democracia. “Ou a gente mantém a democracia funcionando ou a gente vai ter um miliciano governando esse país dentro do Palácio do Planalto, o que não é bom para ninguém." FLÁVIO BOLSONARO Debate na Globo: Flávio Bolsonaro faz suas considerações finais “Primeiro, que eu nunca vou prometer aquilo que eu não puder cumprir. Em segundo, que eu vou devolver o seu poder de compra: você vai voltar a ter dinheiro no bolso. Em terceiro, que eu vou, de verdade, lutar pela sua liberdade, pela soberania do Brasil, para você voltar a andar em paz nas ruas”, disse Flávio. O candidato do PL voltou a falar do custo de vida dos brasileiros. “Agora, faz uma reflexão aqui comigo: a sua vida melhorou ou piorou nos últimos quatro anos? Eles tiveram a oportunidade de fazer por quase 20 anos e não fizeram." Tudo pronto para o debate presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula Globo/ Manoella Mello

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