Mulher cadeirante de 96 anos consegue votar em local sem acessibilidade após três horas de espera e com ajuda de repórteres

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A 96-year-old woman in a wheelchair waited three hours to vote at a location in Ribeirão Preto that lacked accessibility. She only reached her polling station with the help of two reporters. The woman, Rogéria Moreira da Silva, expressed her desire to vote despite her age. She uses a wheelchair following a compromised recovery from orthopedic surgery performed in July.

Mulher cadeirante de 96 anos vota em local sem acessibilidade após 3 h de espera Uma mulher cadeirante de 96 anos enfrentou dificuldades para votar neste domingo (25) em uma seção sem acessibilidade em Ribeirão Preto (SP). Ela só conseguiu chegar à seção com ajuda de dois profissionais de imprensa que acompanhavam a situação. “Eu faço questão. Eu estou com 96 anos, poderia nem pensar nisso, mas eu gosto. Eu estou viva”, diz dona Rogéria Moreira da Silva. A idosa tem problemas para andar. Ela fez uma cirurgia ortopédica em julho deste ano, mas acabou a recuperação foi comprometida e ela acabou tendo que usar cadeira de rodas para se locomover. Segundo a Justiça Eleitoral, o eleitor com deficiência pode requerer a transferência do local de votação para uma seção com acessibilidade junto ao cartório eleitoral até 20 de agosto. Rogéria Moreira da Silva, de 96 anos, espera três horas para votar em Ribeirão Preto, SP Eudis Filho/CBN Ribeirão No 1° turno, ela conseguiu votar na Escola Otoniel Mota, no Centro, com ajuda de policiais e de um eleitor que estavam no local. “Ela quebrou o fêmur esse ano e agora ela virou cadeirante. Ela não conseguiu fazer a transferência dela para essa eleição, para acessibilidade, então ela veio votar no primeiro turno. Ninguém da Justiça Eleitoral ajudou, disse que não podia, tinha que ser só a família. Então, a polícia ajudou e um eleitor ajudou. Ela subiu e ela votou no primeiro turno”, diz a filha, a empresária Regiane Aparecida Vieira da Silva. No período de intervalo entre os dois turnos, Regiane entrou em contato com a Justiça Eleitoral, mas não conseguiu fazer a transferência do título da mãe para uma seção no térreo. “Tentei entrar em contato com a Justiça Eleitoral para ela vir no 2º turno no local aqui embaixo. Eles não me atenderam, disse que só depois do dia 2 não tinha como fazer.” Ajuda inesperada Neste domingo, dona Rogéria fez questão de registrar o voto novamente, mas, segundo a filha, mesários informaram que a família precisava providenciar a chegada dela ao 1° andar da escola. “Então, ela veio agora votar, só que agora não tem um policial. Liguei para o bombeiro, o bombeiro não pode ajudar. Liguei para o Samu, não pode ajudar. E a pessoa da Justiça Eleitoral também não ajuda e ela quer votar. Pode ser a última eleição que ela vai votar, é um direito dela”, afirma. Após três horas de impasse, dona Rogéria conseguiu chegar à seção com ajuda do repórter Eudis Filho, da CBN Ribeirão, e do repórter cinematográfico Jefferson Severiano Neves, da EPTV. Sensibilizados, os Eudis e Jefferson carregaram dona Rogéria na cadeira até a sala de votação, onde ela pode exercer seu direito, mesmo não sendo mais obrigada a votar.

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