Trump faz insinuações e afirma, sem provas, que eleição no Brasil pareceu fraudada; Alckmin rebate
Donald Trump suggested that the Brazilian election appeared fraudulent, though he provided no evidence for these claims. Other leaders from across the Americas, representing both left and right wing views, sent congratulations to President Lula. Trump remained silent for most of the day before making his comments in the late afternoon. He described the process as seeming terrible to him. Alckmin responded to these insinuations.
Donald Trump levanta suspeita de fraude na eleição brasileira Chefes de governo de países das Américas, tanto de esquerda quanto de direita, enviaram, nesta segunda-feira (26), os parabéns ao presidente Lula. Mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou suspeitas sobre a lisura da votação - sem apresentar provas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Donald Trump passou o dia em silêncio, sem se manifestar sobre a eleição no Brasil. No fim da tarde, levantou suspeitas sobre a votação, sem apresentar nenhum indício de irregularidade: “Pareceu terrível para mim, achei que foi terrível. Eu não tomei partido, mas me pareceu mais uma eleição fraudulenta. Francamente, não tomei partido, mas passou uma imagem péssima para o mundo. É mais uma eleição... Sabe, eleições têm que ser incontestáveis, e me pareceu muito ruim. Não tomei partido, não apoiei ninguém nem nada, mas acompanhei a eleição. Pareceu algo tão, mas tão corrupto, algo terrível”. Questionado sobre o que pretendia fazer, Trump falou da boa relação com Lula: “Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Só achei a eleição... Eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que pareceu muito ruim. A eleição, a maneira como foi organizada, a extensão, foi muito estranha”. Trump faz insinuações e afirma, sem provas, que eleição no Brasil pareceu fraudada; Alckmin rebate Jornal Nacional/ Reprodução No Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin rejeitou a declaração do presidente americano: “Totalmente equivocada, né? Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo para o mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide. Mas o caminho é o caminho da negociação”. Em todo o continente americano, esquerda e direita se uniram e reconheceram a vitória de Lula. Quase todos os presidentes de direita da América do Sul parabenizaram o presidente reeleito e reforçaram a aliança com o Brasil. O presidente do Chile foi um dos primeiros a telefonar para o presidente eleito. José Antonio Kast afirmou: "Seguiremos trabalhando por uma agenda que potencialize a integração econômica e o combate ao crime organizado na região”. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, lembrou que Lula apoiou seu adversário na eleição colombiana e que ele apoiou Flávio Bolsonaro, e completou: “Quando o povo se pronuncia nas urnas, a vontade é respeitada porque é sagrada. Nisso consiste a democracia. Temos diferenças políticas e ideológicas, mas nenhuma consideração pode estar acima dos interesses de nossas nações. O respeito mútuo, a soberania e a cooperação devem marcar nossas relações”. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse que os dois países compartilham uma agenda comum de desenvolvimento. Daniel Noboa, do Equador, também defendeu a cooperação: “Nossa região tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos”. Também de direita, os presidentes da Bolívia e do Peru defenderam o fortalecimento das relações. Assim como os presidentes do Uruguai e de Cuba, aliados do presidente Lula. O argentino, Javier Milei, que protagonizou diversos embates com Lula ao longo da campanha, não se pronunciou. Na América do Norte, a presidente do México, Cláudia Sheinbaum, apareceu diante das câmeras celebrando: “É um sopro de ar fresco para a América Latina e para o Caribe”. E o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, escreveu: “Vamos criar grandes oportunidades de comércio, proteger o meio ambiente e construir prosperidade para nossos povos”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Mais eleitores nas urnas, menos votos brancos e nulos e virada em mais de 200 cidades: a combinação que levou Lula à vitória histórica Mapa da virada: onde Lula avançou e como mudou a votação de Flávio Bolsonaro entre o 1º e o 2º turno Lula ganha 10,3 milhões de votos no 2º turno, mais do que a soma dos eliminados no 1º turno Lula enfrentará Congresso à direita, crise no STF e precisará conciliar promessas com economia no 4º mandato Esquerda x direita: veja como está o MAPA da América do Sul após a reeleição de Lula