Dez cidades da Zona da Mata e Vertentes têm empregadores na 'lista suja' do trabalho escravo

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Twelve employers from ten cities in the Zona da Mata and Vertentes regions are listed on the official registry of those who subjected workers to slave-like conditions. This public document is known as the slave labor dirty list. The Ministry of Labor and Employment maintains the data. The ministry releases these updates every April and October to increase visibility in the fight against forced labor. Employers are added to the list after an administrative process is finalized without further appeal. They remain on the registry for two years.

Trabalho análogo à escravidão Wellyngton Souza/Sesp-MT Doze empregadores de 10 cidades da Zona da Mata e das Vertentes aparecem no cadastro de patrões ou empresas que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja” do trabalho escravo. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp 📃 A “lista suja” é um documento público divulgado desde 2003 pelo Ministério do Trabalho, nos meses de abril e outubro, que dá visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores entram após processo administrativo concluído, sem recurso; permanecem por 2 anos e só saem se não tiverem novos casos e estiverem com a situação regularizada. A região contabiliza 49 trabalhadores em condições análogas à escravidão: são 43 envolvidos na produção de carvão, 2 na pecuária, 2 no trabalho doméstico, 1 no cultivo de café e 1 na hotelaria. Quais cidades aparecem na lista? Onze das pessoas físicas (patrões) ou pessoas jurídicas (empresas) da região já constavam no cadastro desde as atualizações realizadas entre abril de 2025 e abril de 2026. Nesta atualização de outubro, apenas um novo empregador foi incluído na lista - de Simão Pereira, do setor de hotelaria. Confira a lista: Mar de Espanha: 2 Santa Bárbara do Monte Verde: 2 Além Paraíba: 1 Carangola: 1 Conceição da Barra de Minas: 1 Santana do Garambéu: 1 Santos Dumont: 1 São João del Rei: 1 Simão Pereira: 1 Ubá: 1 O estado com maior número de empregadores incluídos é Minas Gerais, com 19. ➡️ VEJA LISTA COMPLETA Como alguém vai parar na ‘lista suja’? Auditores-fiscais do trabalho do MTE realizam constantemente ações de combate ao trabalho análogo à escravidão, que podem contar com a participação de integrantes da Defensoria Pública da União, dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária, entre outras forças policiais Quando, durante essas ações, são encontrados trabalhadores em condição análoga à escravidão, um auto de infração é lavrado Cada auto de infração gera um processo administrativo, no qual as irregularidades são apuradas e os empregadores têm direito à defesa Pessoas físicas ou jurídicas só são incluídas na “lista suja” quando o processo administrativo que julgou o auto específico de trabalho análogo à escravidão em relação àquele empregador é concluído, com decisão sem possibilidade de recurso ⚠️ Como denunciar? Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota pelo Sistema Ipê, lançado em maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema é o canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão. O denunciante não precisa se identificar: basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A partir dessas informações, a fiscalização avalia se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e, se necessário, realiza verificações no local. LEIA TAMBÉM: Chamada de 'Vó Preta', doméstica foi mantida em condições análogas à escravidão por 3 gerações em MG; patrões terão que pagar R$ 2 milhões em indenização Patrão terá que indenizar ex-funcionários depois de fazer reunião e dizer que empresa seguia ‘lei particular criada por ele’ ASSISTA TAMBÉM: Saiba o que é trabalho escravo Saiba o que é trabalho escravo *estagiária sob supervisão da editora Juliana Netto VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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