Quem é o chefe do Comando Vermelho em MT beneficiado por advogados em falsificação de decisão judicial
Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, known as Miro Louco, is alleged to be the vice-president of the Comando Vermelho in Mato Grosso. He is a suspected beneficiary of a falsified judicial decision uncovered during Operation Reescrita in Cuiabá. Three unidentified lawyers are under investigation for producing and presenting the fake document. The forgery was intended to help transfer the prisoner from a federal penitentiary to the state capital.
Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, conhecido como Miro Louco Reprodução Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, conhecido como "Miro Louco" e apontado pela polícia como vice-presidente do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, é citado como possível beneficiário de uma decisão judicial falsificada, segundo as investigações da Operação Reescrita, deflagrada nesta quarta-feira (28), em Cuiabá. Três advogados são investigados por suspeita de envolvimento na produção e apresentação do documento, que poderia favorecer a transferência do preso de uma penitenciária federal para a capital mato-grossense. A identidade dos advogados não foi divulgada pela polícia. 🔍A Polícia Civil cumpre quatro mandados de busca e apreensão na capital, sendo três em residências e um em um escritório de advocacia. Os investigadores procuram celulares, computadores e documentos que ajudem a esclarecer como o arquivo foi produzido e qual foi a participação de cada suspeito. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Conforme a Justiça, Miro possui 17 condenações, totalizam 93 anos de prisão. A condenação mais recente foi em 2024, quando foi condenado pela morte de Alexandre Emanuel de Jesus, conhecido como Pato, assassinado aos 19 anos, em 20 de outubro de 2015. Agora no g1 A motivação apontada para o crime foi uma dívida de R$ 200. Alexandre teria demorado a pagar o valor, que deveria ser entregue a um subordinado de Miro Louco, que estava preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), na época. Como a suposta fraude foi descoberta De acordo com a investigação, em junho de 2025, a defesa de Miro Louco apresentou um pedido para que ele deixasse a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, e fosse transferido para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Meses depois, em dezembro, dois advogados foram até uma unidade judicial na capital com um documento que aparentava ser uma decisão assinada por um magistrado no mês anterior. Se fosse reconhecida como legítima, a decisão poderia abrir caminho para o retorno do investigado ao sistema penitenciário estadual. A suspeita de fraude surgiu quando servidores da Justiça verificaram que o juiz não havia emitido aquela decisão e que o documento não existia no processo correspondente. A análise também identificou um código de validação vinculado a outro processo, além de indícios de que o arquivo havia sido editado fora do sistema oficial do Judiciário. Segundo a Polícia Civil, uma das advogadas investigadas teria participado da elaboração ou modificação do documento. Os outros dois profissionais são suspeitos de apresentar a suposta decisão falsa à Justiça. Os três são investigados por possíveis crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso e participação em organização criminosa. As suspeitas ainda são apuradas.