Projeto de lei quer deixar que candidato leve instrutor de sua escolha para exame da CNH

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A bill approved by the Chamber of Deputies' Transportation and Roads Commission may allow drivers' license candidates to bring an instructor of their choice to practical exams. The chosen professional must be accredited by the national or state transit agencies. The proposal was authored by Deputy Adriana Ventura. The project still requires a congressional vote and official sanction to become law.

Carro de autoescola Lia de Paula/Agência Senado Projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (28) na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados quer permitir que o candidato leve um instrutor de sua própria escolha para acompanhar o exame prático da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto prevê que o profissional seja credenciado junto ao órgão de trânsito estadual, do Distrito Federal ou à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Para virar lei, o projeto ainda precisa ser votado no Congresso e ser sancionado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A proposta tem autoria da deputada Adriana Ventura (Novo-SP). O relator na comissão, deputado Flávio Nogueira (PT-PI), recomendou a aprovação do texto com mudanças. O substitutivo apresentado pelo relator restringe o acompanhamento a instrutores credenciados, que poderão ou não pertencer à entidade responsável pela formação do candidato. A lotação do veículo também deverá ser respeitada. Agora no g1 Na proposta, o profissional não poderá fazer comentários, gestos ou qualquer intervenção que interfira na realização da prova. Caso descumpra essa regra, o exame poderá ser invalidado. A versão original do projeto, apresentada pela deputada, permitia que o candidato escolhesse qualquer pessoa para acompanhá-lo e previa a gravação de áudio e vídeo durante toda a avaliação. O relator retirou essa possibilidade do texto. Suspeita de fraude Na justificativa, a parlamentar relatou um caso de suspeita de fraude no processo de concessão da habilitação e manifestou preocupação com possíveis irregularidades envolvendo examinadores dos departamentos estaduais de trânsito (Detrans) e autoescolas. A autora descreveu o problema como “a associação entre servidores/examinadores do DETRAN e autoescolas que apostam na reprovação a fim de vender carteiras em troca de pagamento de propinas”. Flávio Nogueira considera que a presença de uma pessoa de confiança pode ajudar a acompanhar a regularidade do exame, que é um procedimento da administração pública e deve observar princípios como transparência e eficiência. Por outro lado, o deputado apontou no voto que a prova prática exige atenção especial porque o candidato ainda não tem habilitação para dirigir. Fim da baliza e carro automático liberado: entenda as mudanças do Detran de SP no teste de prova prática para tirar CNH Reprodução/TV Globo Na avaliação dele, a presença de alguém sem conhecimento técnico pode prejudicar a concentração do examinador e do candidato, com possíveis consequências para a segurança dos ocupantes do veículo e dos demais usuários da via. Por isso, o relator defende que apenas instrutores credenciados possam acompanhar o exame. Segundo ele, esses profissionais têm treinamento específico e experiência no atendimento a candidatos à habilitação. Nogueira também rejeitou a gravação de áudio e vídeo. Para o deputado, eventuais irregularidades devem ser investigadas pelos meios adequados, sem que pessoas sem conhecimento técnico façam avaliações que possam resultar em acusações infundadas contra examinadores. O relator argumenta ainda que a exposição desses profissionais deve respeitar o direito ao contraditório e à ampla defesa. A proposta deve avançar para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, responsável pela análise de constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa.

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