Após posts que pedem demissão de eleitores de Lula, MTE anuncia força-tarefa, pede remoção de conteúdos e estuda 'lista suja' por assédio eleitoral

g1.globo.com · world
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The Ministry of Labour and Employment created a national task force to investigate electoral harassment. This action follows social media posts encouraging the firing of employees based on their political votes. Fiscal auditors across 27 states will prioritize these reports of threats and persecution. The government wants to remove online content that promotes workplace discrimination. Officials are also considering a list of offenders involved in this harassment. Minister Luiz Marinho announced the measure on Wednesday.

Movimento nas redes estimula retaliação política no trabalho após eleições Auditores fiscais dos 27 estados terão de priorizar denúncias; governo também pretende acionar autoridades para retirar publicações que incentivem discriminação no trabalho.Uma força-tarefa nacional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vai fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguições e outras formas de assédio eleitoral contra trabalhadores em todo o país. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (28) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em resposta à nova onda de publicações em redes sociais que passaram a defender a demissão de trabalhadores, a recusa de contratação de profissionais e o boicote a estabelecimentos associados a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da fiscalização, o governo anunciou que pretende atuar para a retirada de conteúdos, perfis, sites e publicações que incentivem práticas discriminatórias nas relações de trabalho. O ministério também estuda criar uma espécie de "lista suja" para empresas flagradas praticando assédio eleitoral e lembrou que a legislação já prevê restrições de crédito para empregadores responsabilizados por esse tipo de conduta. Segundo Marinho, os auditores fiscais do trabalho dos 27 estados foram orientados a tratar denúncias relacionadas ao tema com prioridade absoluta. A determinação ocorre em meio ao aumento de relatos recebidos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após a divulgação do resultado das eleições. "Nós vamos proteger os trabalhadores dessa violência de ameaça de demissão pela opção que ele teve em relação ao voto. Vai ser uma verdadeira força-tarefa do ministério", afirmou o ministro. A ofensiva do governo ocorre após a circulação de conteúdos publicados por políticos, influenciadores digitais e empresários incentivando a exclusão de eleitores petistas do mercado de trabalho. Em alguns casos, as publicações defendem explicitamente a demissão de funcionários, a recusa de contratação de profissionais em razão de suas posições políticas e campanhas de boicote contra trabalhadores, prestadores de serviço e empresas. De acordo com o MPT, das 2.177 denúncias de assédio eleitoral registradas em 2026, mais de 530 foram apresentadas após o resultado da eleição presidencial. O cenário levou o órgão a intensificar alertas sobre discriminação política nas relações de trabalho. Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote a quem votou em Lula Reprodução

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