Com 90% dos votos apurados, eleição em Israel segue indefinida
The election in Israel remains undecided with 90% of the votes counted. No single side has secured a majority in Parliament, despite attempts by both the government and opposition to claim victory. Projections indicate that the Likud party, led by Prime Minister Benjamin Netanyahu, received the most votes. However, the coalition supporting him fell short of the 61 seats needed for a majority. The opposition follows closely behind in the count. Arab parties are moving toward a record-breaking voting result.
Eleição em Israel segue sem vencedor definido Com 90% dos votos apurados, a eleição em Israel segue indefinida. Em Tel Aviv, os enviados especiais Murilo Salviano e Fábio Oliveira mostram que, nesse cenário, quem pode fazer a diferença são os partidos árabes, que tiveram um crescimento expressivo. Governo e oposição tentaram cantar vitória. Mas nenhum dos lados conseguiu a maioria no Parlamento. As projeções indicam que o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, foi o mais votado. Mas o bloco que o apoia ficou abaixo das 61 cadeiras que garantiriam maioria. A oposição aparece um pouco atrás. E os partidos árabes caminham para uma votação recorde. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A população árabe de Israel - em sua maioria de origem palestina - representa hoje cerca de 20% do país. Historicamente, o nível de abstenção dentro desse eleitorado é muito alto. Só que nesta terça-feira (27), o comparecimento nas urnas surpreendeu, e os partidos árabes podem se tornar o fiel da balança nessas eleições. Com 90% dos votos apurados, eleição em Israel segue indefinida Jornal Nacional/ Reprodução O Jornal Nacional conversou com moradores de Jaffa, um bairro com forte presença árabe em Tel Aviv. Um comerciante disse que acha essencial que os árabes estejam no Parlamento, para que o governo mude e as coisas melhorem. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu a formação de um governo forte, nacionalista e de direita, e acrescentou: "Não podemos colocar Israel em risco e formar um governo que dependa de partidos árabes”. O líder da oposição, Gadi Eisenkot, disse que os eleitores votaram pela mudança, mas não fez qualquer aceno aos partidos árabes. Entre os principais nomes da oposição, apenas Yair Golan defendeu a formação de um governo de coalizão com os árabes, para tirar Netanyahu do poder. O presidente do Instituto Brasil-Israel, Eduardo Wurzmann, acredita que a política de confronto do governo Netanyahu motivou os eleitores árabes a irem às urnas: “É histórico, principalmente em um momento desse, em que existe uma polarização entre os partidos que apoiam o governo atual e os partidos de oposição, porque nenhum consegue fazer maioria sem conversar com eles”. Depois que a contagem de votos for concluída, o presidente Isaac Herzog vai indicar um candidato para tentar formar o governo. Essa negociação pode levar semanas. Até lá, quem segue no cargo é o homem que governou Israel em 19 dos últimos 30 anos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Em eleição acirrada, Israel vai às urnas pela primeira vez desde os ataques do Hamas há 3 anos Sem apresentar provas, Netanyahu alega tentativa de fraude nas eleições em Israel