Áreas de vegetação nativa ficaram menores e mais isoladas no Brasil; país tem 3,4 milhões de fragmentos

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Native vegetation areas in Brazil have become smaller and more isolated over recent decades. Data from MapBiomas shows that by 2024, the country had 3.41 million fragments. This represents a 45% increase in the number of fragments compared to 1986. During this time, the average size of each fragment dropped by 43%, falling from 287 to 163 hectares. This trend indicates that remaining native vegetation is being split into smaller portions.

Área de desmatamento da Mata Atlântica no Paraná, em sobrevoo da SOS Mata Atlântica em março de 2023. Zig Koch/SOS Mata Altântica/Mata Atlântica As áreas de vegetação nativa do Brasil ficaram menores e mais isoladas nas últimas décadas. Em 2024, o país tinha 3,41 milhões de fragmentos, número 45% maior do que o registrado em 1986, segundo novos dados do MapBiomas. No mesmo período, a área média de cada fragmento caiu de 287 para 163 hectares, uma redução de 43%. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na prática, isso significa que, além da perda de vegetação nativa, parte do que restou ficou dividida em porções menores e com menos conexão entre si. Fragmentos são áreas de vegetação nativa separadas por locais onde a cobertura original foi retirada para dar espaço, por exemplo, a pastagens, lavouras ou cidades. Esse processo pode dificultar o deslocamento e a reprodução de animais e plantas, reduzir a troca genética entre populações e aumentar a exposição da vegetação ao fogo e aos chamados efeitos de borda. Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná concentram juntos 49% de todos os fragmentos de vegetação nativa do país. Isso não significa, porém, que esses estados tenham as maiores áreas preservadas. Segundo o MapBiomas, a concentração revela justamente uma paisagem onde a vegetação está mais dividida. Na região Norte, por outro lado, ainda estão as maiores áreas contínuas de vegetação nativa. No Amazonas, cada fragmento tem, em média, cerca de 4 mil hectares. Agora no g1 Em 46% dos municípios brasileiros, por outro lado, a área média dos fragmentos é inferior a 25 hectares, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. São João de Meriti, no Rio de Janeiro, aparece com a menor média do país: apenas 1,9 hectare por fragmento. Entre os biomas, a Mata Atlântica concentra o maior número de fragmentos, com 1,38 milhão, seguida pelo Cerrado, com 957 mil. A Amazônia também apresentou avanço expressivo da fragmentação. Desde 1986, o número de fragmentos no bioma cresceu 260%, de 144 mil para 519 mil. Ao mesmo tempo, a área média caiu 76%, de 2,7 mil para 662 hectares. O levantamento também mostra que entre 10% e 24% da vegetação nativa brasileira estava exposta, em 2024, a pelo menos um fator de degradação, como fogo, isolamento, bordas, corte seletivo ou alterações no dossel. A Mata Atlântica é o bioma proporcionalmente mais exposto a esses fatores. Dependendo do critério adotado, entre 33% e 70% de sua vegetação nativa estava sob algum tipo de pressão. Em área absoluta, o Cerrado tem os maiores valores, entre 17,7 milhões e 42,1 milhões de hectares expostos à degradação. Segundo o MapBiomas, os dados podem ajudar a orientar ações de restauração e de reconexão entre áreas de vegetação nativa. LEIA TAMBÉM: Colapso glacial: entenda a formação de geleiras e o rompimento que provocou enchente repentina no Nepal Permafrost: degelo de solo congelado pode ajudar a explicar desastre no Nepal Imagens de satélite mostram extensão do colapso de geleira no Nepal; veja

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