Carta golpista isola Flávio, que perde apoio até entre líderes da direita e enfraquece oposição bolsonarista a Lula
Flávio Bolsonaro has faced a loss of support from right-wing leaders after releasing a letter claiming he is the true elected president of Brazil. This move led the TSE, various political parties, and former allies to defend the official election results. While he attempted to present himself as a victim, critics now label him a plotter. Private reactions from allies expressed disappointment with the senator's actions. Figures such as Tarcísio Gomes de Freitas and Rogério Marinho, along with the União party, did not publicly back his decision. These events have weakened his position and his ability to lead the opposition against Lula.
Carta golpista leva TSE, partidos e até aliados de Flávio a defender resultado das urnas De possível vítima, como pretendia se vender, Flávio Bolsonaro (PL) virou um golpista ao divulgar uma carta se proclamando o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Aliados do candidato derrotado não apoiaram sua decisão publicamente. Reservadamente, se mostraram decepcionados com a atitude do senador do PL e disseram que ele perde todas as condições de se transformar no líder da oposição, o que ele acabou colocando na versão final do documento que repercutiu muito mal no Brasil. De Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), passando por Rogério Marinho (PL) e chegando a partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB, todos repudiaram a carta golpista. Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA Eva Marie Uzcategui/Reuters O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, vai conversar nesta quinta-feira (29) com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e analisar, com ele, a péssima repercussão da fuga e da divulgação da carta de Flávio Bolsonaro. Valdemar teme um enfraquecimento do PL exatamente no momento em que seu partido ganhou força depois das eleições. A senadora eleita Michelle Bolsonaro pode ocupar esse espaço de líder do bolsonarismo, mas os enteados não querem que isso aconteça. Enquanto isso, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, foi claro, é preciso respeitar o resultado das eleições e seguir em frente. Rogério Marinho (PL-RN), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Andressa Anholete/Agência Senado Coordenador da campanha do PL, Rogério Marinho disse não ter provas de fraudes, reconheceu que o candidato derrotado tem motivos para estar indignado, mas que era preciso se preparar para fazer oposição ao quarto mandato de Lula. Até o União Brasil, que estava no barco de Flávio Bolsonaro, repudiou o ato do senador. E o TSE, presidido por Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, divulgou nota confirmando que as eleições ocorreram de forma limpa e o resultado já foi proclamado, com a vitória de Lula. Até entre evangelicos Flavio Bolsonaro não teve apoio. Líderes evangélicos não concordaram com o teor da carta golpista e disseram que o momento é de seguir em frente. Apoio mesmo, Flávio Bolsonaro só teve da bancada radical do PL na Câmara dos Deputados, que, apesar de numerosa, corre o risco de ficar isolada como o candidato derrotado.