Operação investiga tráfico comandado de presídios no TO com ajuda de companheiras e parentes de presos
The Civil Police are investigating a criminal organization operating in Paraíso do Tocantins. The group is involved in drug trafficking, violent attacks, and illegal debt collection. Members coordinated these activities from inside prisons with the help of partners and relatives who were free. An operation on Thursday involved five preventive arrest warrants and 12 search and seizure warrants. These actions took place in Tocantins and São Paulo.
Drogas apreendidas pela Polícia Civil durante operação em Paraíso do TO Divulgação/PCTO Uma organização criminosa com atuação em Paraíso do Tocantins, na região central do estado, é investigada por envolvimento em tráfico de drogas, ataques violentos e cobranças ilegais de dívidas. Segundo a Polícia Civil, integrantes coordenavam as atividades criminosas de dentro de unidades prisionais, com apoio de companheiras e familiares que estavam em liberdade. Uma operação realizada nesta quinta-feira (29) cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão no Tocantins e no estado de São Paulo. Em Paraíso, foram cumpridas quatro ordens de prisão e nove de busca. Em Cotia (SP), os policiais cumpriram um mandado de prisão e três de busca. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa deles. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A operação foi realizada pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª DEIC) de Paraíso do Tocantins. A investigação teve início em 2025, após a Polícia Civil identificar que membros da organização criminosa, mesmo presos, mantinham comunicação clandestina com comparsas em liberdade para coordenar crimes no município. LEIA TAMBÉM Coqueirinho: região de chácaras onde moradores relatam ataques de onças fica perto da área urbana de Palmas Palmas tem previsão de máxima de 35 °C e chuva isolada durante todo o fim de semana 'Dei pisões nele', disse pai do menino Gustavo durante novo depoimento à Polícia Civil; assista Agora no g1 De acordo com a apuração, as ordens eram repassadas às companheiras e a outros familiares, apontados como integrantes da organização. Os líderes também determinariam punições para manter a disciplina dentro da própria facção. Segundo a polícia, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas entre integrantes presos e pessoas fora do sistema prisional. Os investigados em liberdade seriam responsáveis por executar ordens, aplicar punições internas e dar continuidade às atividades ligadas ao tráfico de drogas. A Polícia Civil também apura a participação de um homem de 35 anos. Morador de Cotia, em São Paulo, ele é apontado pelas investigações como integrante de um setor da cúpula da facção denominado "Sintonia da Fora do Ar" e "Pé Quebrado". O suspeito exerceria influência sobre integrantes presos em Paraíso do Tocantins e em unidades prisionais paulistas. A participação do investigado na estrutura da facção ainda é apurada, mas os elementos reunidos durante a investigação indicam que ele recebia solicitações, autorizava ações e repassava determinações aos membros da organização criminosa. Operação Stuart cumpriu mandados no Tocantins e em São Paulo João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins 'Tribunal do crime' determinava punições Outro ponto identificado pela investigação foi a existência de um sistema interno de punições conhecido como "tribunal do crime". Segundo a Polícia Civil, o mecanismo era utilizado para aplicar sanções contra integrantes da facção e pessoas que descumprissem regras impostas pelo grupo. De acordo com os elementos investigativos, o investigado de São Paulo atuaria como uma espécie de juiz, analisando pedidos encaminhados por membros presos e decidindo sobre a aplicação de punições. Entre as medidas identificadas pelos investigadores estavam ameaças, agressões físicas, chamadas pelos integrantes de "madeirada", e até determinações de morte contra pessoas que desrespeitassem as ordens da organização criminosa. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.