Padrasto é preso suspeito de estuprar ex-enteado e chantageá-lo com ameaças de fazer o mesmo com a irmã de 7 anos em MT

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A man was arrested on Wednesday in Sinop for allegedly raping his former stepson. The suspect also reportedly threatened to commit the same crime against the boy's 7-year-old sister to blackmail him. The arrest was carried out by the Specialized Police Station for the Defense of Women, Children, Adolescents, and the Elderly. Investigations began after the mother of the victim, who is now 12, reported the abuses. She had previously suspected something was happening before deciding to contact the authorities.

O suspeito foi preso preventivamente nesta quarta-feira (28), em Sinop, durante uma ação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI). Polícia Civil Um homem investigado por estuprar o ex-enteado e ameaçar fazer o mesmo com a filha de 7 anos foi preso nesta quarta-feira (28), em Sinop, a 503 km de Cuiabá, durante uma ação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso (DEDMCAI). As investigações começaram após a mãe do menino, atualmente com 12 anos, procurar a polícia para denunciar os abusos. A mãe já desconfiava de que algo pudesse estar acontecendo, mas decidiu procurar a polícia depois que o menino apresentou dificuldades na escola e sinais de estresse e revelou os abusos. Aos policiais, a mulher contou que teve um relacionamento de cerca de quatro anos com o investigado, com quem teve duas filhas. A união terminou após episódios de violência doméstica. Depois da separação, as meninas passaram a visitar o pai em fins de semana alternados e, segundo a investigação, ele insistia para que o ex-enteado também acompanhasse as visitas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Durante a escuta especializada, procedimento usado para ouvir crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, o menino relatou que os abusos ocorriam desde os 8 anos. Segundo o depoimento, o investigado aproveitava os momentos em que ficava sozinho com ele para cometer os abusos e obrigá-lo a assistir a conteúdos pornográficos. A vítima relatou aos policiais que não contava o que acontecia por medo de represálias contra a mãe e para proteger as irmãs mais novas. Conforme o relato, o investigado ameaçava fazer o mesmo com uma delas quando completasse 8 anos. A menina de 7 anos também foi ouvida e confirmou que o pai costumava ficar sozinho com o irmão em um quarto, sob o argumento de que fariam “coisas de meninos”. A mãe relatou ainda que a filha passou a resistir a visitar o pai. Diante dos relatos e da necessidade de proteger as crianças, a delegada pediu a prisão preventiva do suspeito. A Justiça autorizou a medida, cumprida pela equipe da delegacia. Após a prisão, o homem foi levado à delegacia e, em seguida, encaminhado para audiência de custódia. 🚨Como pedir ajuda? Interface do aplicativo 'SOS Mulher MT' Reprodução O aplicativo 'SOS Mulher MT' é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva. O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis. Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências. O que é a Lei Maria da Penha A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher. O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos: Violência física: qualquer ação que ofenda a integridade ou a saúde corporal da mulher. Exemplos: espancamentos, estrangulamento, cortes, sacudidas, entre outros Violência psicológica: qualquer ação que cause dano emocional e diminuição de autoestima; prejudique e perturbe o desenvolvimento da mulher ou tente degradar e controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Exemplos: ameaça, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, entre outros Violência sexual: qualquer ação que obrigue a vítima a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada. Exemplos: estupro, impedir uso de contraceptivos, forçar prostituição, entre outros Violência patrimonial: qualquer ação que configure retenção ou destruição de objetos, instrumentos de trabalho, documentos, bens e valores da vítima. Exemplos: controle do dinheiro, destruição de documentos, estelionato, deixar de pagar pensão alimentícia, entre outros Violência moral: qualquer ação que configure calúnia, difamação e injúria. Exemplos: acusar a mulher de traição, expor a vida íntima, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir, entre outros O que é medida protetiva? As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família. Quem pode solicitar? Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão. Como solicitar medida protetiva? A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.

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