Prefeitura de Jacareí cobra novamente Caoa Chery por fábrica paralisada; entenda impasse sobre desapropriação

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The city government of Jacareí has sent a new official letter to Caoa Chery. The city wants explanations regarding why the local factory has been stopped. This facility has been inactive since 2022. The company has 30 days to respond after receiving the notice. Local authorities are evaluating whether to maintain the tax incentives given to the company.

Fábrica da Caoa Chery em Jacareí, no interior de SP. Reprodução/TV Vanguarda A Prefeitura de Jacareí enviou um novo ofício à Caoa Chery para cobrar explicações sobre a paralisação da fábrica na cidade e avaliar a manutenção dos incentivos fiscais concedidos à empresa. De acordo com o documento, a montadora terá 30 dias, contados a partir do recebimento da notificação, para apresentar esclarecimentos para a unidade, desativada desde 2022. O ofício foi emitido nesta quinta-feira (29) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, após deliberação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (COMUDE), realizada na terça-feira (27). Em julho deste ano, a Prefeitura de Jacareí anunciou que daria início aos trâmites para desapropriar a fábrica da Caoa Chery, incluindo a publicação de um decreto de desapropriação - o que não ocorreu até a publicação desta matéria (leia mais abaixo). No novo ofício, a prefeitura avalia a possibilidade de revogar benefícios fiscais concedidos à montadora, incluindo a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A notificação solicita informações sobre as atividades atuais e futuras da unidade, o cronograma para eventual retomada da produção, os investimentos previstos e as medidas para geração e manutenção de empregos. A empresa também deverá justificar a redução das atividades e apresentar documentos sobre a destinação atual das instalações e o quadro de funcionários. Prefeitura de Jacareí notificou em julho deste ano a Caoa Chery sobre desapropriação Prefeitura aponta descumprimento de contrapartidas Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a revisão dos benefícios foi motivada pela paralisação prolongada da produção e pela redução expressiva no número de funcionários. O município também aponta descumprimento de requisitos relacionados à geração de empregos e ao valor adicionado à cidade. Desde a instalação em Jacareí, a Caoa Chery recebeu incentivos municipais relacionados ao Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), ao Imposto Territorial Urbano (ITU) e à isenção do IPTU. Os benefícios foram concedidos com base na Lei Municipal nº 5.493/2010 e no Decreto Municipal nº 898/2010. A isenção do IPTU tinha prazo previsto de até 20 anos. Segundo o ofício, débitos de IPTU de exercícios recentes foram lançados e inscritos na dívida ativa municipal porque os requisitos para a manutenção da isenção não vêm sendo atendidos. Fábrica da Caoa Chery em Jacareí. Reprodução/Rede Vanguarda Empresa terá prazo para se manifestar O prazo de 30 dias começa a contar a partir do recebimento da notificação. A prefeitura solicita projeções de produção, geração de empregos e valor adicionado ao município, além dos recursos necessários para uma eventual retomada das atividades. O documento também cobra justificativas para a paralisação e informações sobre a situação operacional da fábrica. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a notificação tem caráter instrutório e busca garantir à empresa o direito ao contraditório e à ampla defesa. Assim, ainda não há decisão definitiva sobre a retirada dos incentivos fiscais. As informações apresentadas pela Caoa Chery deverão subsidiar a análise do COMUDE sobre a manutenção ou eventual revogação dos benefícios. O g1 procurou a Caoa Chery para comentar a notificação, a possibilidade de revogação dos incentivos e os planos para a fábrica. A reportagem aguarda retorno. Decreto de desapropriação A fábrica da Caoa Chery em Jacareí está desativada desde 2022. Em julho de 2025, a prefeitura anunciou a intenção de desapropriar a área caso a montadora não apresentasse um plano para retomar a produção. Na ocasião, a administração alegou que a empresa não cumpria obrigações assumidas quando recebeu o imóvel, entre elas a geração de empregos e a manutenção da atividade industrial. Em 20 de julho de 2026, após o encerramento do prazo concedido à montadora para apresentar um plano de retomada, a prefeitura informou que iniciaria os trâmites administrativos para desapropriar a área. A decisão foi comunicada por ofício ao presidente do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, e ao gerente-geral da Chery International Brasil, Cláudio Guowei Xu. Na ocasião, segundo a prefeitura, a empresa não havia apresentado uma proposta concreta para reativar a unidade. Nesta quinta-feira (26), a prefeitura disse que "aguarda as deliberações do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (COMUDE) sobre a situação da antiga fábrica da Caoa Chery. Após essa etapa, a Administração Municipal dará prosseguimento aos procedimentos administrativos cabíveis, incluindo a eventual edição do decreto de desapropriação do imóvel, sem prejuízo da abertura ao diálogo e à apresentação de uma proposta concreta por parte da empresa". Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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