Idosa morre após alta de UPA na Grande BH e médico é afastado; entenda ponto a ponto

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A 71-year-old woman named Terezinha Nunes Fonseca da Silva died in Sete Lagoas shortly after being discharged from a health unit. Her death occurred early Wednesday morning. Family members claim she was still feeling unwell when she was released and allege negligence. In response, the city government has removed one doctor from duty. The conduct of another professional involved in the care is also being examined. An administrative investigation has been launched by the municipality. This process aims to clarify the circumstances of the medical care and identify those responsible.

Morte de idosa após alta de UPA é investigada Terezinha Nunes Fonseca da Silva, de 71 anos, morreu na madrugada de quarta-feira (28), em Sete Lagoas, momentos depois de receber alta de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), segundo a família. A prefeitura afastou um médico e apura a conduta de outro profissional que participou do atendimento. Os familiares denunciam negligência e relatam que a idosa continuava passando mal quando foi liberada. Segundo o município, uma investigação administrativa vai esclarecer as circunstâncias do atendimento e identificar eventuais responsabilidades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Veja, a partir dos pontos abaixo, o que se sabe sobre o caso: Quem era a idosa? Por que ela procurou a UPA? Por que a família recusou uma primeira alta? O que aconteceu durante o atendimento? Quando ela recebeu alta e morreu? Quais medidas a prefeitura tomou? O caso foi registrado na polícia? O que falta esclarecer? 1. Quem era a idosa? Terezinha Nunes Fonseca da Silva tinha 71 anos. Ela foi levada à UPA de Sete Lagoas acompanhada da filha, na terça-feira (27). O filho dela, Adriano Nunes da Silva, também acompanhou parte do atendimento e relatou à TV Globo o que aconteceu na unidade e depois que a mãe voltou para casa. Idosa atendida em UPA de Sete Lagoas morreu momentos após receber alta, diz família Reprodução/TV Globo 2. Por que ela procurou a UPA? Segundo Adriano, Terezinha chegou à unidade por volta das 12h30, com fortes dores nas pernas e nas costas. Ela passou por exames que, conforme o relato do filho sobre a informação recebida do médico, não apresentaram alterações. Durante a permanência na UPA, a idosa também teve uma forte dor no peito, que se estendia para o braço e para as costas, de acordo com a família. 3. Por que a família recusou uma primeira alta? Adriano contou que a mãe chegou a receber alta depois de ser medicada. A irmã dele, no entanto, considerou que ela ainda precisava de cuidados e se recusou a levá-la para casa. “Minha irmã se recusou a trazer ela pra casa e informou ao médico a situação dela. Então, o médico retirou a alta”, afirmou. 4. O que aconteceu durante o atendimento? Segundo o filho, Terezinha foi encaminhada para a sala vermelha, destinada ao atendimento imediato de emergências. Ele relatou que a irmã pediu ajuda aos médicos enquanto a mãe sentia dores e que houve uma troca de plantão durante esse período. Adriano disse que questionou o profissional que assumiu o atendimento e chegou a ser retirado do local. Depois, segundo ele, a mãe foi levada para uma área em frente a um consultório e esperou cerca de duas horas por uma nova avaliação. Uma médica informou à família o diagnóstico de infecção urinária e anemia. 5. Quando ela recebeu alta e morreu? De acordo com a família, Terezinha recebeu alta por volta das 3h de quarta-feira (28). Adriano contou que a levou para casa em um trajeto de aproximadamente cinco minutos e que ela morreu pouco depois da chegada. “Ela deitou e simplesmente suspirou pela última vez. Nesse momento, eu já percebi que ela não tinha pulsação e que ela não respirava mais”, relatou. O filho disse que tentou fazer massagem cardíaca, mas a mãe não apresentava sinais vitais. 6. Quais medidas a prefeitura tomou? Um médico foi afastado, e a conduta de um segundo profissional também é apurada. Segundo o secretário municipal de Saúde, Jean Barrado, as medidas administrativas começaram após o Samu informar à prefeitura sobre a morte. O comitê de investigação de óbitos e o comitê de ética da unidade participam da apuração, que prevê ouvir a equipe e a família. Inicialmente, a prefeitura informou que um dos médicos havia sido desligado. Depois, o secretário esclareceu à TV Globo que o profissional foi afastado durante a investigação. Os nomes dos médicos não foram divulgados. O município lamentou a morte e afirmou que eventuais medidas serão adotadas conforme os procedimentos legais. 7. O caso foi registrado na polícia? Até o último retorno às consultas feitas pelo g1, a Polícia Militar informou que não havia localizado boletim de ocorrência em nome de Terezinha. A Polícia Civil também informou que não havia registro do caso até aquele momento. 8. O que falta esclarecer? A causa da morte não foi informada nos relatos apresentados. A apuração ainda precisa esclarecer as circunstâncias das avaliações e das altas médicas, se houve falha no atendimento e se alguma conduta contribuiu para a morte de Terezinha. A família pede que eventuais responsabilidades sejam identificadas. “A única coisa que eu espero é que seja feita a justiça, porque a minha mãe não pode voltar mais”, disse Adriano.

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