Estupro coletivo: vítima não come e só chora após grupo fazer fila para cometer abusos, diz delegada
A 21-year-old woman in Bela Vista de Goiás reported being gang-raped by three men and a 14-year-old boy who allegedly formed a line to abuse her. A police delegate stated the victim is unable to eat or sleep and spends her time crying. The woman is receiving help from the Municipal Secretariat for Women due to her humble circumstances. Police have apprehended the teenage suspect. The victim suffered a memory lapse regarding some details of the event.
Polícia apreende adolescente suspeito de participação em estupro coletivo em Goiás A mulher de 21 anos que denunciou um estupro coletivo em Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, está abalada com a situação, sem conseguir dormir e sem apetite, segundo a delegada Magda D´Ávila. De acordo com a Polícia Civil, três homens e um adolescente de 14 anos fizeram fila para cometer os abusos. "Ela está acabada. Não come, não dorme, só chora", disse a delegada sobre o estado emocional da jovem. De acordo com a delegada, a vítima está sendo assistida pela Secretaria Municipal da Mulher, pois é "muito humilde". Por causa de um lapso de memória, a jovem não se lembra como deixou o local onde os abusos aconteceram. "Quando ela começou a recobrar a consciência, ela estava no Centro da cidade", esclareceu a delegada. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Três homens de 21, 25 e 30 anos foram presos em flagrante. O adolescente envolvido foi apreendido nesta quinta-feira (29). Segundo a delegada, os adultos serão indiciados por estupro de vulnerável e corrupção de menor, enquanto o adolescente responderá por ato infracional semelhante ao crime de estupro de vulnerável. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, portanto, o g1 não conseguiu entrar em contato para pedir um posicionamento. Crime aconteceu na casa de um dos autores Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: ENTENDA: jovem denuncia que foi abusada por adolescente e três homens em Goiás Estupro coletivo: adolescente e homens fizeram fila para violentar jovem, diz delegada Delegada se emociona ao contar que vítima 'estava com nojo dela' e teve medo de denunciar Conversas após o crime Durante a investigação, a polícia apurou que os suspeitos, que trabalham na mesma obra em que o pai dela trabalha, chegaram a falar com a vítima por mensagem. De acordo com a delegada, a mulher entrou em contato com os homens, pois uma das testemunhas havia contado à ela o que aconteceu, mas ela estava "sem acreditar". "Alguns falaram que teve relação e depois apagaram a mensagem, outros mentiram. 'Não, não aconteceu nada. A gente só te deu um banho'", disse a investigadora. Ainda segundo a delegada, uma das testemunhas tentou intervir, mas disse que a vítima estava "fora de si". Estupro coletivo A vítima denunciou o crime na última terça-feira (27), por volta das 8h. Segundo a polícia, a mulher foi até a kitnet onde os abusos aconteceram a convite dos suspeitos e, após ingerir bebida alcoólica, não se recorda do que aconteceu. "Depois de beber o que eles ofereceram, ela disse que não se recorda de mais nada. Fizeram uma fila para estuprá-la. Identificamos um que ficou na porta cuidando de quem entrava e quem saía: 'Agora é você, agora é você'", afirmou a investigadora. Três suspeitos de estuprar jovem são presos em Bela Vista de Goiás Divulgação/Polícia Civil A delegada Magda D'Ávila apurava se a vítima havia sido dopada. Segundo ela, os suspeitos alegam que ela chegou ao imóvel "ruim", sem conseguir andar direito, e alegam que as relações sexuais foram consentidas. Entretanto, a investigadora descarta essa possibilidade. "O fato de ela não ter capacidade de se expressar e de consentir com o ato é estupro de vulnerável", afirmou a delegada. Envergonhada, a vítima teve dificuldade para ir até a delegacia. Em entrevista, Magda D´Ávila disse que precisou convencer a jovem a registrar o crime. "Ela mandou uma mensagem no WhatsApp, dizendo que ela estava com muita vergonha. Eu tive que conversar com ela e convencê-la de vir. [...] Ela ficava o tempo todo falando que estava com nojo dela mesma, do que as pessoas iam falar", disse a investigadora. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás