Júri dos EUA decide a favor da Bayer em ação sobre câncer ligado a agrotóxico
A United States jury ruled in favor of Bayer in a lawsuit involving the herbicide Roundup. Three women had claimed the product caused them to develop cancer. The jury in Missouri rejected arguments that the herbicide had manufacturing defects or should not have been sold. Since acquiring the product in 2018, Bayer has spent over 10 billion dollars on glyphosate-based herbicide litigation.
Herbicida Roundup a venda em Encinitas, Califórnia, EUA Reuters / Mike Blake Um júri dos Estados Unidos decidiu a favor da gigante multinacional Bayer em um processo movido por três mulheres que alegavam ter desenvolvido câncer após utilizar o agrotóxico Roundup. O júri do estado de Missouri, no centro-oeste dos Estados Unidos, rejeitou na quinta-feira (29) as alegações de que o Roundup apresentava defeitos de fabricação e não deveria ter sido comercializado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Os litígios envolvendo herbicidas à base de glifosato custaram mais de 10 bilhões de dólares (R$ 53,7 bilhões) à Bayer desde que a empresa adquiriu, em 2018, o grupo agroquímico americano Monsanto, responsável pelo desenvolvimento do popular Roundup. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica o glifosato como provavelmente cancerígeno para os seres humanos. A empresa agroquímica alemã, por sua vez, cita estudos científicos e autorizações de órgãos reguladores dos Estados Unidos e da União Europeia para sustentar que o herbicida é seguro. Entenda como é a aprovação de agrotóxicos no Brasil Esta é a primeira decisão do tipo desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos proferiu uma sentença favorável à Bayer, em junho, após a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do país decidir que o Roundup poderia ser comercializado sem rótulos de advertência. O veredicto de quinta-feira "deveria enviar um forte sinal de que os autores que desejam continuar apresentando reivindicações no sistema judicial" após a decisão da mais alta corte "enfrentarão desafios significativos", afirmou Bill Dodero, diretor jurídico da Bayer nos Estados Unidos e responsável global por litígios. As autoras do processo em Missouri, Theresa Aretino, Cynthia Fernández e Betty Larkin, alegam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, em decorrência do uso do Roundup. A Bayer espera encerrar os processos por meio de um acordo coletivo de 7,25 bilhões de dólares (R$ 38,9 bilhões) Leia também: Fora do Mapa da Fome, Brasil ainda tem 44,8 milhões de pessoas sem renda suficiente para manter alimentação saudável Exportações beneficiadas por acordo com a União Europeia crescem 21% em cinco meses; mel e abacate são destaques