Como a Plaenge se tornou a maior construtora brasileira de capital fechado
Luiz Eduardo Peraro, the supply manager at Plaenge, spoke at the Master Board Londrina event. He discussed how the construction company grew from its founding in Londrina to operate in nine Brazilian cities and Chile. Peraro shared the stage with Marcelo Rizzi from Mercado Livre. Rizzi gave a presentation about insights from his company. The two leaders exchanged experiences and answered questions from a B2B business audience.
Como uma construtora fundada em Londrina estruturou operações em nove cidades brasileiras e no Chile? Foi para responder a essa pergunta que o gerente de suprimentos da Plaenge, Luiz Eduardo Peraro, participou de talk show no Master Board Londrina, evento exclusivo voltado a lideranças empresariais do segmento B2B. Peraro dividiu a programação com Marcelo Rizzi, head of proximity 1P do Mercado Livre, que fez a apresentação “O que o Mercado Livre sabe que você ainda não sabe”. No bate-papo, eles trocaram experiências e responderam a dúvidas e curiosidades da plateia sobre a trajetória de empresas que são referência nos setores em que atuam. Luiz Eduardo Peraro. Divulgação/Masterboard. Há 18 anos na Plaenge, Peraro começou sua apresentação destacando o início na empresa, como estagiário. Relembrou também a trajetória da construtora fundada em Londrina, em 1970, pelo engenheiro Ézaro Fabian. Hoje na terceira geração familiar, a companhia optou por permanecer de capital fechado enquanto várias construtoras abriram capital na bolsa nos anos 2000. É, atualmente, a maior construtora de capital fechado do País, com receita líquida de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. De Londrina para o mundo Um dos temas centrais do talk show foi a trajetória de expansão da Plaenge, que começou em 1983, com a abertura da regional de Cuiabá. Na época, o Mato Grosso ampliava sua atividade agrícola e apresentava perspectivas de crescimento. Cinco anos depois, em 1988, a Plaenge chegou a Campo Grande. “Sempre que chegamos a uma nova cidade, é com a intenção de permanecer e colaborar para o desenvolvimento”, disse Peraro. Em 2003, foi a vez de Curitiba. A empresa ampliou sua presença no Sul com a chegada a Maringá, em 2008, e a Joinville, em 2009. Naquele mesmo ano, iniciou a operação no Chile, levando a atuação do grupo para fora do Brasil. A expansão nacional continuou em 2019, quando a Plaenge lançou em Campinas o Vitra, seu primeiro empreendimento na cidade. No dia do lançamento, 60% dos apartamentos foram comercializados. Em seguida, a construtora chegou a Porto Alegre e, em 2021, iniciou as operações em São Paulo. Com isso, passou a atuar nas nove cidades brasileiras que compõem sua presença no Centro-Sul: São Paulo, Curitiba, Londrina, Maringá, Joinville, Campo Grande, Cuiabá, Campinas e Porto Alegre, além do Chile. Para Peraro, a experiência acumulada em diferentes mercados contribuiu para preparar a empresa para novos ciclos de crescimento. A cada chegada, a operação exige conhecimento das características locais, planejamento e processos capazes de sustentar a atuação da companhia, refletindo a importância dada à engenharia e à organização interna. A solidez financeira é outro aspecto ligado à expansão. A Plaenge mantém uma gestão conservadora e um caixa robusto para financiar o crescimento, enquanto investe em inovação no design e nos processos construtivos. No mercado imobiliário, o grupo atua com duas marcas: Plaenge, voltada ao segmento de alto padrão, e Vanguard, criada em 2009 e direcionada a um público mais jovem. “A Vanguard também permite testar soluções e formatos que podem contribuir para a evolução dos negócios”, destaca. Valorização de talentos A formação de profissionais dentro da companhia foi outro tema abordado no talk show. Peraro começou a carreira como estagiário e falou sobre a valorização de talentos que se desenvolvem na empresa, por meio de estágios, programas de trainee e oportunidades de carreira. Ele comparou essa prática ao modelo do Barcelona, conhecido por formar jogadores nas próprias categorias de base. Sobre a participação no evento, ele considera que o contato com lideranças empresariais de outras áreas ajuda a compreender desafios do cotidiano das empresas e a identificar oportunidades que podem ser consideradas pela Plaenge. “Essa interação em um grupo seleto de empresas permite identificar dores e oportunidades reais de mercado”, disse.