Polícia investiga denúncia de ataques racistas e religiosos contra adolescente em BH após eleição

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Police in Belo Horizonte are investigating reports of racist, sexual, and religious attacks against a 13-year-old girl. The victim is a scholarship student at a private school. She allegedly received texts and audio messages from a classmate's profile on social media. These attacks began on the night of October 25 after the second round of the presidential election. The Civil Police are currently handling the case.

Prisões foram efetuadas por policiais do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família Reprodução TV Globo A família de uma adolescente de 13 anos procurou a polícia para denunciar ataques racistas, de cunho sexual e de intolerância religiosa feitos contra a menina nas redes sociais após o segundo turno da eleição presidencial. Bolsista de uma escola particular na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, a estudante teria recebido mensagens de texto e áudios enviados pelo perfil de um colega de sala, segundo o boletim de ocorrência. A Polícia Civil investiga o caso. Os ataques começaram na noite de domingo (25), depois do término da votação. A mãe registrou a ocorrência na terça-feira (27). Segundo ela, além do colega, um amigo dele e uma terceira adolescente teriam participado das agressões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A mãe, que terá a identidade preservada, cobrou rapidez na apuração do caso e destacou que a filha continua frequentando o colégio. “Justiça, que tenham pressa, até porque minha filha está na escola”, afirmou. Agora no g1 Nos áudios, há ofensas com referências a religiões de matriz africana, além de ataques à condição financeira da vítima e insultos aos pais e à avó dela. Em uma das gravações, um dos envolvidos afirma que a própria casa vale R$ 10 milhões, "mais que sua alma inteira". As mensagens também fazem referência ao apoio da estudante ao presidente Lula (PT) e contêm xingamentos e expressões de teor sexual. Segundo o boletim de ocorrência, a mãe relatou ainda ameaças à integridade física da filha e pediu providências à Polícia Civil. Em nota, a instituição afirmou que os fatos estão sendo apurados pelo Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam). Ataques anteriores O advogado da família, Victor Alves, afirmou que há relatos de outras agressões contra a adolescente. “Há relatos de que a criança já sofria outros ataques antes, mas foi a primeira vez que a responsável procurou a polícia”, disse. Segundo ele, a família também buscou a instituição de ensino. “A família procurou o colégio e, a partir da reunião com o colégio, vamos ter mais posicionamentos para ir à delegacia verificar se houve andamento no inquérito policial. Nós vamos tomar as medidas cabíveis. Foi algo muito sério”, afirmou. O advogado também destacou os possíveis impactos das agressões na vida da estudante. “É algo que envolve toda a comunidade. Para além de um crime, pode reverberar na vida da criança para todo o sempre”, disse. O que diz o colégio Em nota, o Claretiano Colégio afirmou que "está verificando as informações recebidas e adotando os procedimentos internos pertinentes". "O Claretiano – Rede de Educação não compactua com qualquer forma de racismo, discriminação, intolerância religiosa, violência ou constrangimento, reafirmando seu compromisso com um ambiente educacional seguro, inclusivo e respeitoso", destacou a instituição. Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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