Metrô de SP encerra uso de bilhete magnético após mais de 50 anos

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The São Paulo Metro is ending the use of magnetic tickets after more than 50 years of operation. These Edmonson-type tickets have been accepted since the system began commercial operations in 1974. Starting this Sunday, they will no longer be accepted at station turnstiles. Passengers can use them on the Blue, Green, Red, and Silver lines until Saturday. The Metro estimates that 1 million of these tickets remain with passengers. From November 1 until January 31, 2027, people can exchange these tickets for QR Codes.

Metrô de SP encerra bilhete magnético após mais de 50 anos Divulgação/Metrô SP O bilhete magnético do tipo Edmonson, utilizado para acesso às estações do Metrô desde o começo da operação comercial do sistema, em 1974, vai deixar de ser aceito nas catracas das estações a partir deste domingo (1°). Com isso, a utilização dos bilhetes pode ser feita nas catracas das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata até este sábado (31). Segundo o Metrô, estima-se que 1 milhão de bilhetes magnéticos devam estar nas mãos dos passageiros. Com isso, de 1º de novembro a 31 de janeiro de 2027, as pessoas que ainda tiverem esse meio de acesso poderão trocá-los por QR Codes nas estações Paraíso e Tatuapé. A medida marca a transição das formas de pagamento para os meios digitais, eletrônicos e por aproximação disponíveis no sistema. Como trocar Os passageiros que ainda tiverem os bilhetes magnéticos poderão se dirigir às bilheterias das estações Paraíso, nas linhas 1-Azul e 2-Verde, e Tatuapé, na linha 3-Vermelha, das 6h às 22h, para realizarem a troca por QR Codes. Os bilhetes magnéticos deverão estar válidos e em boas condições de conservação. As pessoas que tiverem até 10 bilhetes poderão realizar a troca no mesmo instante da solicitação. Aqueles que tiverem acima desse montante deverão entregá-los para análise e validação, apresentando o documento de identificação e fornecendo um endereço de e-mail ou telefone para contato após o procedimento. Após averiguação, o passageiro será informado sobre a data de retirada dos QR Codes. Modernização Com o fim da circulação dos bilhetes magnéticos, os passageiros poderão pagar as passagens com Bilhete Único, cartão TOP e os bilhetes unitários com QR Code, sejam eles impressos ou digitais. As pessoas poderão também realizar o pagamento nas catracas, utilizando cartões físicos ou virtuais de crédito e débito das bandeiras Elo, Mastercard e Visa. Por que o bilhete magnético vai acabar? Metrô de SP passa a aceitar cartão de crédito e débito na catraca Fernando Frazão/Agência Brasil Além da dificuldade de manutenção dos equipamentos de leitura, a produção e a distribuição dos bilhetes magnéticos envolvem uma estrutura considerada mais complexa. De acordo com o Metrô, os cartões precisam passar por etapas de fabricação especializada, transporte, armazenamento seguro, distribuição para as estações e reposição dos estoques. Também existem custos relacionados a logística, armazenamento, transporte, controle de estoque, recolhimento e manutenção dos equipamentos utilizados para a leitura dos bilhetes. Bilhete faz parte da história do Metrô de São Paulo Apesar de estar sendo substituído, o bilhete magnético se tornou um dos símbolos da história do transporte metroviário de São Paulo. O modelo acompanha o sistema desde 1974, quando o Metrô iniciou suas operações comerciais. Durante décadas, o pequeno papel-cartão com tarja magnética foi utilizado por milhões de passageiros em deslocamentos para o trabalho, a escola e outros compromissos pela cidade. Para o Metrô, o bilhete também passou a fazer parte da memória afetiva dos paulistanos e de diferentes gerações que utilizaram o sistema. O modelo se soma a outros objetos que marcaram diferentes períodos da evolução tecnológica, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos das plataformas. Quem usa o Metrô de SP de madrugada? g1 passa a noite no transporte Sistema tem origem no século XIX O nome do modelo utilizado pelo Metrô tem origem em Thomas Edmondson, chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra. A partir de 1839, Edmondson desenvolveu um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias. A tecnologia substituiu os antigos bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados. Os bilhetes eram validados no momento da venda, permitindo mais controle da operação e das receitas das ferrovias. O sistema acabou sendo adotado por empresas ferroviárias de diferentes países. Mais de um século depois, o modelo chegou ao Metrô de São Paulo. Quando o sistema começou a funcionar comercialmente, em 1974, os bilhetes em papel-cartão com tarja magnética eram considerados uma tecnologia moderna. Agora, após mais de cinco décadas de uso, o sistema será definitivamente descontinuado.

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