A corrida de táxi que começou em frente a um cemitério e terminou em uma história de assombração
Urban legends and mystery stories are gaining attention in Campo Grande near Halloween. Local folklore includes tales of ghost sightings at Praça Ary Coelho in the city center. Another popular story involves a taxi driver who allegedly picked up a ghost passenger near a cemetery. These accounts have been passed down through generations of residents. No evidence exists to prove these supernatural events occurred. Despite the lack of proof, the stories continue to interest locals.
Cemitério em Campo Grande PMCG/Reprodução Às vésperas do Halloween, celebrado em 31 de outubro, histórias de mistério e assombração ganham espaço. Em Campo Grande, algumas lendas urbanas atravessam gerações e fazem parte do imaginário popular. Entre elas estão a de uma passageira fantasma que teria sido vista por um taxista e a de supostas aparições na Praça Ary Coelho, no Centro da capital. Embora não existam provas de acontecimentos sobrenaturais, os relatos continuam despertando a curiosidade de moradores e de quem conhece a história da cidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Passageira fantasma do Cemitério Santo Antônio Agora no g1 Uma corrida de táxi durante a madrugada teria dado origem a uma das histórias mais conhecidas de assombração em Campo Grande. O relato envolve um taxista conhecido como Baratinha e duas jovens que ele teria encontrado em frente ao Cemitério Santo Antônio, em 1979. Segundo a narrativa, as passageiras pediram uma corrida até uma igreja. Durante o trajeto, uma delas contou que tinha medo de facas porque teria sido assassinada a golpes ainda aos 13 anos. Ao perguntar onde a jovem morava, o motorista teria recebido uma resposta inesperada: ela disse que vivia no cemitério. Desconfiado, Baratinha mudou o caminho e seguiu até a região da antiga rodoviária, onde as duas mulheres desceram normalmente. No entanto, de acordo com a história, ao retornar ao ponto em frente ao cemitério, ele teria encontrado as mesmas passageiras novamente, à espera de outra corrida. O taxista afirmava que o episódio havia acontecido de verdade, mas outros profissionais da categoria duvidavam do relato. Com 60 anos de profissão, o taxista Delvair Fronio diz nunca ter presenciado uma situação semelhante. Para ele, a história da passageira fantasma não passa de uma lenda. "Nunca ouvi falar também que houvesse alguma alma penada por aqui", conta. Praça Ary Coelho já foi o primeiro cemitério da cidade Outra história que circula entre os moradores envolve a Praça Ary Coelho, um dos espaços públicos mais conhecidos do Centro de Campo Grande. Antes de se tornar uma área de convivência, o local abrigou o primeiro cemitério da cidade. O terreno foi utilizado para sepultamentos nos primeiros anos da capital, até que o cemitério foi desativado, em 1914. Depois, a área passou por transformações até se tornar a praça conhecida atualmente. Mais tarde, o espaço recebeu o nome de Ary Coelho, prefeito de Campo Grande assassinado em Cuiabá, em 1952. É justamente o passado do terreno que alimenta as histórias de mistério. Ao longo dos anos, surgiram relatos populares sobre fantasmas, vultos e supostas presenças estranhas no local, principalmente durante a noite. Não há, porém, um relato consistente que comprove essas aparições ou estabeleça uma única versão sobre os supostos fantasmas da praça. A existência do antigo cemitério é um fato histórico, enquanto as histórias sobrenaturais permanecem no campo das lendas urbanas. Comerciante na região há cerca de 40 anos, Cezar Nogueira também comenta as histórias que cercam a praça. "Eu morava ali de 1978 a 1986, na quadra de baixo, nunca ouvi falar mesmo, e olha que eu frequento a praça. Lenda mesmo", relata. Atualmente, a Ary Coelho segue como ponto de encontro e circulação de pessoas no Centro da capital. Além da importância para a rotina dos moradores, o espaço preserva parte da história de Campo Grande e continua cercado por narrativas que misturam fatos históricos e imaginação popular. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: