De cálculo avançado a IA: projeto da Unicamp estimula aprendizado de crianças superdotadas em Limeira

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A project by the State University of Campinas in Limeira supports the development of gifted children and adolescents. These students explore advanced topics such as the physics of colors, complex calculations, and molecular structures. The initiative provides a space for them to deepen their interests and meet peers with similar abilities. Created two years ago, the project serves about 60 students. Classes are organized by students from the Faculty of Technology.

Projeto da Unicamp apoia desenvolvimento de alunos superdotados Física das cores, cálculos elaborados e estruturas de moléculas são assuntos que podem parecer complexos para muitos estudantes, mas despertam a curiosidade e o interesse de crianças e adolescentes com altas habilidades. Em Limeira (SP), um projeto desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oferece a esses jovens um espaço para explorar conhecimentos, aprofundar interesses e conviver com pessoas que compartilham experiências semelhantes. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Criada há dois anos, a iniciativa atende cerca de 60 alunos. As aulas são organizadas por estudantes da Faculdade de Tecnologia da universidade. A proposta é ir além do conteúdo escolar tradicional e respeitar o ritmo de cada participante. Para os jovens, o espaço vai além do ensino acadêmico. O estudante Adam, por exemplo, frequenta o local há poucos meses e já estuda cálculo avançado. "Eu venho pelo menos uma vez por semana e acho legal que sempre aprendo um pouquinho mais", conta. Já Bento, aluno do sexto ano, aproveitou o projeto para estudar inteligência artificial. "Eu gostei de entender o comportamento dela, quando ela foi criada, para que ela foi criada", diz. Sinais e diagnóstico Na rede estadual de ensino de São Paulo, o número de estudantes identificados com altas habilidades aumentou cerca de 30% em 2025. Atualmente, o estado tem 5.660 alunos com esse perfil. Segundo a pedagoga Maraiza Nocolini, a superdotação apresenta características que ajudam famílias e escolas na identificação. Veja abaixo: Não é doença: a condição não é um transtorno e não possui Classificação Internacional de Doenças (CID); Funcionamento do cérebro: altera a maneira de pensar, sentir, agir e processar informações; Sinais de alerta: crianças podem apresentar comportamento mais agitado, inquieto ou desafiador na sala de aula ou em casa. Rede de apoio A partir da convivência no projeto, famílias criaram em 2024 uma associação que já conta com 160 crianças e adolescentes cadastrados, com idades entre 3 e 18 anos. A entidade encaminha os jovens para as oficinas da Unicamp e para atendimentos em educação especial. O físico e professor Yuri Meyer, que também tem altas habilidades, coordena o projeto na universidade. Para ele, o modelo tradicional de ensino, muitas vezes baseado na memorização, não atende às necessidades desses estudantes. Segundo o professor, eles buscam compreender as razões por trás de cada conteúdo. "Nós estamos promovendo aquilo que falta dentro das escolas. Trabalhar projetos, trabalhar novas ideias, novos fomentos", afirma Meyer. O coordenador ressalta que o trabalho aproxima os participantes da universidade e da pesquisa científica. Alguns alunos, inclusive, já manifestam o desejo de estudar na Unicamp e seguir carreira acadêmica. "Já temos, obviamente, crianças que falam: 'Poxa, quero estudar na Unicamp um dia, quero estar ali como aluno, depois como pesquisador'. Então, eu acho que a gente fortalece não somente o ensino, mas também a pesquisa nacional", conclui. Unicamp reúne crianças superdotadas em oficinas de conhecimento em Limeira Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

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