Laboratório da Unifal analisa barbeiros em até dois dias e identifica presença do protozoário da doença de Chagas no Sul de Minas

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The Federal University of Alfenas operates a laboratory that receives triatomine insects from municipalities in southern Minas Gerais. Researchers first confirm that each specimen is indeed a triatomine. They then examine the insect’s gut contents to look for the parasite Trypanosoma cruzi, the cause of Chagas disease. Test results are released within up to two days after the sample arrives. The rapid turnaround allows local authorities to implement prevention and control measures more quickly.

Laboratório da Unifal analisa barbeiros em até dois dias e identifica protozoário O laboratório da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) tem realizado a análise de barbeiros enviados por prefeituras do Sul de Minas para identificar a presença do protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas. O resultado dos exames é liberado em até dois dias, permitindo que os municípios adotem medidas de prevenção e controle com mais rapidez. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram As amostras chegam ao laboratório, onde os pesquisadores verificam inicialmente se o inseto é realmente um barbeiro. Em seguida, é feita a análise do conteúdo intestinal para detectar a presença do parasita. "Quando o inseto chega no laboratório, a primeira coisa é feita a análise taxonômica para saber se realmente ele é um barbeiro. Se ele for um barbeiro hematófago, eles são separados e depois é pesquisado o conteúdo intestinal. Faz uma leve compressão no abdômen, recolhe as fezes numa lâmina e é analisado no microscópio para buscar o Trypanosoma cruzi", explicou o professor de parasitologia, Fabio Antônio Colombo. A Universidade Federal de Alfenas está habilitada para receber amostras de municípios das regionais de saúde de Varginha, Alfenas e Passos. O serviço funciona no laboratório desde 2023. Laboratório da Unifal analisa barbeiros em até dois dias e identifica presença do protozoário da doença de Chagas no Sul de Minas Reprodução EPTV Até o momento, 490 barbeiros foram analisados. Deste total, 180 apresentaram resultado positivo para a presença do protozoário causador da doença de Chagas, o que representa 36% das amostras examinadas. "Naqueles locais onde foram encontrados os insetos positivos, é necessário tomar alguma atitude, como dedetizar o local para diminuir a população de insetos, ou testar aqueles pacientes que moram na casa onde foi encontrado o inseto positivo. Então, são medidas para se controlar um possível risco de transmissão da doença de Chagas", afirmou a professora de parasitologia, Angélica Rosa Faria. Até 2023, as análises eram concentradas na Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, e os resultados levavam, em média, uma semana para serem liberados. Em Varginha, a Vigilância Ambiental utiliza as informações para direcionar ações de controle. Segundo o supervisor de campo Paulo Henrique da Silva, as equipes realizam inspeções nas residências e na vizinhança quando um barbeiro é encontrado. "A gente já faz uma pré-inspeção na residência do morador. E aí, ali a gente vai estabelecer mais ou menos um raio de 100 metros ali na vizinhança. A nossa equipe vai lá, faz a inspeção em todos esses imóveis. E constatando vestígios desse inseto, a gente faz a ação de borrifação também. Borrifação de inseticida. Após o resultado do laboratório, se for constatado que ele tem a presença do parasita, aí outros setores responsáveis aqui da Secretaria de Saúde entram em ação para fazer esse monitoramento do paciente", disse Paulo Henrique da Silva. Laboratório da Unifal analisa barbeiros em até dois dias e identifica presença do protozoário da doença de Chagas no Sul de Minas Reprodução / EPTV A doença de Chagas é causada por um protozoário presente nas fezes do barbeiro. A principal forma de transmissão ocorre quando o inseto se alimenta de um animal infectado e, posteriormente, pica uma pessoa, liberando fezes contendo o parasita. Ao coçar o local da picada, a pessoa pode facilitar a entrada do protozoário na corrente sanguínea. Outras formas de transmissão citadas são a ingestão de alimentos contaminados pelo barbeiro, a transmissão de mãe para filho durante a gestação e a contaminação por transfusão de sangue ou transplante de órgãos infectados. Entre os sintomas da fase inicial da doença estão febre intensa, inchaço no rosto, vermelhidão na pele, inchaço nas pernas e dores pelo corpo. Já na fase crônica, podem surgir problemas cardíacos, batimentos irregulares, alterações no esôfago e no estômago, problemas digestivos e desnutrição. Laboratório da Unifal analisa barbeiros em até dois dias Segundo a médica cardiologista Juliana Marilia Pereira de Oliveira, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. "Na fase aguda, o tratamento é medicamentoso com antiparasitário, ele se chama benzonidazol. Esse medicamento é capaz de curar até 100% dos pacientes se a doença for diagnosticada nessa fase inicial. Na fase crônica, vai ser muito individualizado, vai depender de paciente para paciente. Existem critérios que a gente usa para definir quem vai ter a indicação desse tratamento, mas não é o total dos pacientes. Na maior parte dos casos, será um tratamento mesmo de suporte", explicou. A professora Angélica Rosa Faria destacou que o laboratório não funciona como porta aberta para recebimento de amostras, mas os municípios interessados podem procurar a Superintendência Regional de Saúde. "A gente consegue receber esses insetos e liberar o resultado com agilidade, então essas ações de controle podem ser tomadas com mais agilidade pelos municípios e minimizar o risco de transmissão o mais rápido possível", afirmou. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, apenas um caso da doença de Chagas foi notificado neste ano no Sul de Minas, em Pouso Alegre. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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