Derrota histórica de Trump: democratas vencem em redutos republicanos depois de décadas e conquistam maioria no Congresso

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The opposition party to Donald Trump achieved a historic victory in the American Congressional elections. Democrats won candidates in states that had not chosen a party member for decades. They successfully secured the majority in both the House and the Senate. Starting in 2027, this majority allows the opposition to limit the president's decisions. This power extends to global issues such as tariffs and the war in Iran. Texas served as an emblematic example of this shift, having previously been a republican stronghold.

O partido de oposição a Donald Trump obteve uma vitória histórica na eleição para o Congresso americano. Os democratas elegeram candidatos em estados que havia décadas não escolhiam um político do partido e conquistaram a maioria na Câmara e no Senado. Isso significa que, a partir de 2027, a oposição poderá impor limites às decisões do presidente Donald Trump e intervir em temas que afetam o mundo todo, como tarifas e a guerra no Irã. A correspondente Carolina Cimenti esteve em Austin, capital do Texas, um dos estados que fizeram parte dessa onda azul, que é a cor do Partido Democrata. "O caso do Texas é um caso emblemático porque, há décadas, esse estado era a fortaleza do Partido Republicano. Há quase 40 anos, os texanos não elegiam um senador e alguém para o governo do estado do Partido Democrata, como aconteceu na noite de ontem. É um reflexo da mudança no perfil do texano, com o aumento da população latina e com uma participação muito maior dos jovens nessas eleições. 42% dos texanos hoje são hispânicos, são descendentes de latinos, e, por isso mesmo, a política de imigração do governo de Donald Trump, muito violenta contra os imigrantes latinos, principalmente, não caiu nada bem por aqui, e os eleitores levaram essa frustração para as urnas. Mas muitos texanos não imaginavam no tamanho da transformação que causariam. E essas mudanças não ficaram restritas somente aqui ao Texas. Elas aconteceram em vários estados no país todo, como mostra a nossa reportagem", diz Carolina Cimenti. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Menos de duas horas depois de as urnas fecharem no Texas, ficou claro: no estado onde o Partido Republicano domina o cenário político há mais de três décadas, os eleitores votaram na oposição em praticamente todos os cargos administrativos. E começaram as comemorações. Além de Talarico, os democratas elegeram Gina Hinojosa como a primeira mulher latina governadora do Texas. Ela tirou do governo Greg Abbott, aliado de Donald Trump. O deputado democrata Al Green explicou o que estava acontecendo: “O Texas é o coração dos estados republicanos. Se o batimento dele muda, então o país todo muda”. A Jasmine, que votou nos democratas, disse: “Queremos mudança. O preço da gasolina e de alimentos estão super altos. Estamos frustrados”. Democratas vencem em redutos republicanos depois de décadas e conquistam maioria no Congresso Jornal Nacional/ Reprodução Entre as causas do aumento do custo de vida estão a guerra no Irã e os tarifaços de Donald Trump. A frustração dos eleitores com o governo republicano não estava só no Texas e ela fez grupos que tinham apoiado Trump antes mudassem de voto e escolhessem a oposição. Entre eles, os mais jovens e também os latinos, que desaprovaram a política imigratória do presidente. Essa frustração alimentou a onda democrata, que conquistou a maioria do Congresso americano. Os democratas tinham 45 das 100 cadeiras no Senado. Agora, terão pelo menos 54, contra 44 dos republicanos. Os democratas conseguiram manter o controle de estados importantes - como Michigan e Georgia – e viraram sete estados que eram republicanos. No Kansas, há 94 anos o estado não elegia um senador democrata. O pastor Adam Hamilton venceu o atual senador Roger Marshall. Por lá, Trump perdeu apoio em áreas rurais, tradicionalmente republicanas. Os fazendeiros sentiram o impacto do tarifaço e da alta do combustível causada pela guerra no Irã. Um cenário parecido com o que aconteceu em Iowa. No Maine, a republicana Susan Collins ocupava a cadeira há 30 anos. O democrata Troy Jackson foi eleito para o lugar dela. Na Câmara dos Deputados, os democratas ocupavam 214 cadeiras e os republicanos, 218. Agora, a oposição já soma 237 cadeiras, e as projeções indicam uma maioria ainda mais ampla. O deputado Hakeem Jeffries, democrata reeleito, que deve se tornar o presidente da Câmara, resumiu a noite da vitória: “Não foi apenas uma onda azul. Foi um tsunami”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Latinos, guerra, voto antecipado: os fatores da 'onda azul', que deu aos democratas uma vitória histórica nos EUA Eleições nos EUA: sete brasileiros são eleitos deputados estaduais O que motivou os eleitores nas eleições de meio de mandato dos EUA em 2026 'Golpe devastador para Trump', 'não à guerra' e 'sinal político de mudança': líderes mundiais reagem à vitória dos democratas

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