Justiça condena banco a pagar R$ 250 mil a funcionária feita refém durante assalto em área nobre de Salvador
A court ordered Banco Santander S.A. to pay 250,000 reais in moral damages to a former employee. The worker developed post-traumatic stress disorder after being held hostage during a robbery at a branch in Salvador. The incident took place in March 2016 when six armed men entered the office. The Third Panel of the Superior Labor Court issued the ruling. Along with the payment, the court required the bank to reinstate the worker in her job. The company did not respond to requests for comment.
Justiça condena banco a pagar R$ 250 mil a funcionária feita refém em assalto Divulgação O Banco Santander S.A. foi condenado a pagar R$ 250 mil de indenização, por danos morais, a uma funcionária que desenvolveu estresse pós-traumático (TEPT), depois de ser feita refém durante assalto a uma agência que fica no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador. A decisão foi da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que também exigiu a reintegração da trabalhadora ao emprego. O g1 tentou, mas não conseguiu contato com a empresa até a última atualização desta reportagem. O crime aconteceu em março de 2016. Na ocasião, seis homens armados invadiram o local, fizeram a então gerente refém e a agrediram física e verbalmente. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia De acordo com o TST, a funcionária afirmou ter aberto, entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, sucessivos chamados e ordens de serviço para comunicar problemas na porta giratória detectora de metais da agência. Agora no g1 Uma perícia constatou que a bancária desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático relacionado ao trabalho. Na ação, ela pediu o reconhecimento da doença ocupacional, a reintegração ao emprego e o pagamento de indenização por danos morais. Ainda conforme o tribunal, após o episódio ela passou a receber acompanhamento psiquiátrico e psicológico, mas precisou se afastar do trabalho em diferentes ocasiões. Em 2021, foi dispensada e decidiu recorrer à Justiça. Segundo o TST, o Santander alegou que a funcionária estava apta para trabalhar no momento da demissão e questionou o direito à estabilidade, sob o argumento de que ela não havia recebido benefício previdenciário. Justiça reconheceu relação entre doença e trabalho A 9ª Vara do Trabalho de Salvador determinou a reintegração da bancária, com a possibilidade de trabalho remoto e o restabelecimento do plano de saúde. A decisão considerou dois laudos periciais que associaram a incapacidade parcial da trabalhadora ao quadro psiquiátrico desenvolvido após o assalto. Na primeira instância, a indenização foi fixada em R$ 70 mil. O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), na Bahia, manteve a reintegração e aumentou o valor da indenização para R$ 250 mil. Para o tribunal, a continuidade das lesões reduzia a capacidade de trabalho da bancária. O banco recorreu ao TST para tentar afastar ou reduzir o valor da condenação e questionar a reintegração. O relator do caso, desembargador convocado João Pedro Silvestrin, explicou que, uma vez reconhecida a doença ocupacional decorrente do assalto, o dano moral é presumido. Dessa forma, não seria necessária uma prova específica do sofrimento causado à trabalhadora. Sobre o valor da indenização, o magistrado considerou que o TRT-5 levou em conta a gravidade do dano, a capacidade econômica das partes e o caráter punitivo e pedagógico da condenação. Na avaliação dele, o montante não foi excessivo a ponto de justificar uma intervenção do TST. Em relação à reintegração, a Terceira Turma destacou que os dois laudos confirmaram a incapacidade parcial da bancária e o vínculo entre a doença e o trabalho. O colegiado também ressaltou que a ausência de recebimento de benefício previdenciário não impede o reconhecimento da estabilidade, conforme entendimento firmado pelo TST no Tema 125 da Tabela de Recursos de Revista Repetitivos. A decisão foi mantida por unanimidade pela Terceira Turma. LEIA TAMBÉM: Operação Faroeste: STJ condena desembargadora do TJ-BA e outros três réus por corrupção e lavagem de dinheiro Operação investiga suspeita de fraude e superfaturamento na compra de livros didáticos na Bahia Homem investigado por mais de 20 arrombamentos, invasões e furtos é preso em rodoviária na BA Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻