Fachin mantém prisão de cunhado de Vorcaro e pede manifestação da PGR sobre liberdade de ex-banqueiro

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Supreme Court Justice Edson Fachin upheld the detention of Fabiano Zettel. Zettel is the brother-in-law of former banker Daniel Vorcaro. Fachin asked the Prosecutor General's Office to review freedom requests for several individuals in the Master case. These requests include Daniel Vorcaro, his father Henrique Vorcaro, and his cousin Felipe Vorcaro. Vorcaro and 14 other people were recently indicted in an investigation into schemes involving Banco Master and Banco de Brasília.

Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, em depoimento à PF no dia 15 de outubro de 2026 Reprodução O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, manteve nesta quinta-feira (5) a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos de liberdade de vários investigados no caso Master, incluindo o ex-banqueiro, seu pai Henrique Vorcaro e seu primo Felipe Vorcaro. No último dia 28, Vorcaro e outras 14 pessoas foram indiciados no inquérito que apura esquemas relacionados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). O presidente do STF pediu que a PGR também se manifeste sobre os pedidos de liberdade de: Paulo Henrique Costa, ex-diretor do BRB Daniel Monteiro, ex-assessor jurídico de Vorcaro Victor Lima Sedlmaier, apontado como integrante da Turma Marilson Roseno da Silva, policial aposentado que atuaria no grupo de inteligência. A Procuradoria também deve avaliar a manutenção de medidas cautelares contra Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, e Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia de uma das empresas que teria operado transferências financeiras destinadas a sustentar os pagamentos e as atividades do grupo. Fachin manteve o uso de tornozeleira eletrônica de Leonardo Augusto Furtado Palhares, sócio de uma empresa ligada a Vorcaro. "No caso, considerando que as medidas cautelares fixadas nos autos devem ser mantidas, porque prosseguem adequadas, necessárias e suficientes à conveniência da instrução criminal, os eventuais pedidos deautorizações deslocamentos devem ser examinadas de maneira casuística e individualizada", diz a decisão. Saúde do pai O presidente do Supremo também deu 3 dias para que o Complexo Penitenciário Nelson Hungria preste informações sobre o estado de saúde e assistência a Henrique Vorcaro. Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro Reprodução A unidade deve informar sobre a disponibilização dos medicamentos prescritos e às providências adotadas para a realização dos exames e tratamentos indicados pelos profissionais de saúde. Depois de receber as informações, o ministro vai ouvir a PGR. Os advogados solicitam a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar em razão do estado de saúde. Henrique Vorcaro foi preso em 14 de maio de 2026, sob suspeita de integrar o suposto núcleo de coerção e intimidação ligado às investigações do caso Master. Ele está detido há mais de 170 dias. No pedido encaminhado à Corte, a defesa anexou um relatório médico emitido em 28 de outubro de 2026. O laudo aponta episódios recorrentes de diverticulite aguda, com registro de internações hospitalares e crises. O documento também diz que Henrique Vorcaro possui indicação para a realização de cirurgia no cólon. Diante desse cenário, os advogados afirmam que o quadro clínico se encaixa nas hipóteses previstas em lei de conversão da prisão preventiva em domiciliar. Pedidos na Presidência Fachin assumiu a análise de pedidos urgentes relacionados às investigações da Operação Compliance Zero. Desde 12 de setembro, em meio a crise institucional que se instalou no Supremo, os casos centrais do Master foram enviados à Presidência e acabaram paralisados. Fachin mantém caso Master na presidência Na semana passada, após parecer da PGR, o ministro fixou que anularia os pedidos apresentados pela defesas e pela Polícia Federal (PF), como prorrogação. Nesta quinta, o presidente do STF afirmou que avaliou os casos que já tinham manifestação da Procuradoria, como o pedido de revogação da prisão de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro do banqueiro. Fachin manteve a prisão. "No caso, a prisão preventiva autorizada nos autos segue adequada e indispensável à aplicação da lei penal, à manutenção da ordem pública e à conveniência da instrução criminal, devendo ser mantida", escreveu o ministro. A PF chegou a tomar o depoimento de Zettel na tarde desta quinta-feira, por videoconferência, em desdobramento sobre as investigações do grupo chamado "a turma", apontado como um núcleo de contrainteligência, vigilância clandestina e intimidação a serviço do banqueiro e de seu pai. Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, foi preso tentando embarcar para Dubai, em um avião particular. Redes sociais O depoimento durou cerca de 50 minutos e Zettel disse que fazia pagamentos sem questionar. Também chegou a reclamar com investigadores que estava preso há nove meses.

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