Operação Sinal Oculto: 2ª fase mira esquema de anúncios nas redes sociais de carros roubados e clonados

g1.globo.com · world
Full story

The second phase of Operation Sinal Oculto began Friday morning to target the sale of stolen and cloned vehicles. Police are executing eight preventive arrest warrants in the Jardim Novo area of Realengo, Rio de Janeiro. The operation involves 360 officers from the car theft unit and the shock battalion. Armored vehicles were used in the action. Investigations show a group was using social media ads to sell these vehicles.

Polícias Civil e Militar deflagram a 2ª fase da Operação Sinal Oculto As polícias Civil e Militar iniciaram, na manhã desta sexta-feira (6), a 2ª fase da Operação Sinal Oculto, contra a venda, através de anúncios nas redes sociais, de veículos roubados e clonados. Os agentes saíram para cumprir 8 mandados de prisão preventiva no Jardim Novo, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação mobilizou 360 policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), além de veículos blindados. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Investigação aponta que grupo revendia veículos roubados com aparência de legalidade Reprodução/TV Globo Possível comércio de armas Segundo a Polícia Civil, a investigação, que inicialmente apurava um esquema de venda de carros clonados pelas redes sociais, encontrou indícios de uma estrutura organizada para receber, adulterar e revender veículos roubados. O aprofundamento das apurações também identificou possíveis conexões de integrantes do grupo com o comércio ilegal de armas. Os investigadores analisaram 19.777 mensagens e 2.324 áudios e, de acordo com a polícia, encontraram referências a negociações de fuzis AK-47, armamentos calibre .50 e pistolas de uso restrito. Também foram identificados registros de investigados portando armas de grande poder de fogo. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre prisões nesta 2ª fase. Como funcionava o esquema As investigações começaram depois que a polícia identificou perfis em redes sociais que anunciavam veículos de alto valor por preços muito abaixo dos praticados no mercado. Segundo os agentes, o grupo pesquisava anúncios de veículos regulares e obtinha dados de identificação desses automóveis. As informações eram usadas na adulteração de carros roubados, que depois voltavam a ser anunciados nas redes sociais com aparência de legalidade. A polícia afirma ainda ter encontrado indícios de que integrantes do grupo recebiam encomendas de modelos específicos. Para os investigadores, isso pode indicar uma ligação entre a demanda de compradores no mercado ilegal e roubos de veículos. A utilização das redes sociais para a venda de carros de origem criminosa já era investigada pela DRFA. Em novembro, o g1 mostrou que a delegacia havia identificado ao menos 21 contas relacionadas a esse tipo de comércio. Em um dos anúncios, um Toyota Corolla 2022 era oferecido por R$ 8,5 mil, apesar de o valor na Tabela Fipe superar R$ 100 mil. Primeira fase teve policial baleado no rosto A primeira fase da Operação Sinal Oculto ocorreu em 27 de agosto. Na ocasião, os agentes saíram para cumprir 9 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão relacionados a 25 pessoas identificadas durante a investigação. Yan Almeida Coelho, apontado na investigação como o principal alvo daquela fase, foi preso no início da manhã. Durante a ação na comunidade Jardim Novo, as equipes policiais foram atacadas a tiros. Um policial civil foi baleado no rosto e levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer. As primeiras informações divulgadas na ocasião indicavam que ele estava fora de perigo. Posteriormente, a Polícia Civil informou que, na primeira fase, um mandado de prisão foi cumprido e duas pessoas foram presas em flagrante. A operação também resultou na apreensão de 19 celulares, 8 máquinas de cartão, 7 rádios comunicadores, 3 veículos, 2 simulacros de fuzil, além de munições, mídias digitais e outros materiais. Parte dos equipamentos eletrônicos apreendidos passou por análise, que ajudou a aprofundar a investigação e a identificar possíveis conexões do grupo com o comércio clandestino de armas. A polícia informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e apurar as ligações entre roubos de veículos, adulteração dos identificadores, venda de carros pelas redes sociais e tráfico de armas.

Read full article → Compare