🇨🇻 Cape Verde News

Embolia pulmonar é causa da morte da assessora do MAI Vaniza Semedo

Vaniza Semedo foi encontrada sem vida na manhã de quarta-feira, 24 de setembro, num quarto de hotel na ilha do Fogo, onde se encontrava integrada numa delegação do Ministério da Administração Interna, em missão na ilha. Após a descoberta do corpo, foram realizados os procedimentos previstos pelas autoridades policiais, judiciais e de saúde. Concluídas as diligências na ilha, o corpo foi trasladado para a cidade da Praia durante a tarde do mesmo dia. À chegada à capital, o corpo foi encaminhado para o Hospital Universitário Agostinho Neto, onde foi realizada uma autópsia para determinar a causa da morte. De acordo com o certificado de óbito, a morte foi causada por uma embolia pulmonar, uma condição grave que ocorre quando um coágulo sanguíneo, geralmente originado nas veias profundas das pernas, se desprende e chega aos pulmões, bloqueando uma artéria pulmonar. A obstrução pode dificultar a circulação do sangue e a oxigenação do organismo e, em casos graves, provocar uma morte súbita. Licenciada em Comunicação, Vaniza Moreira Semedo tinha 31 anos e havia sido recentemente nomeada assessora de Comunicação do Ministério da Administração Interna.

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​São Vicente: Tribunal de Pequenas Causas ainda sem prazo para instalação

O governante explica que a implementação do serviço depende da articulação com o Conselho Superior da Magistratura Judicial e da disponibilidade de recursos humanos, nomeadamente magistrados e funcionários judiciais. “Depende muito também de como é que o Conselho Superior da Magistratura pretende fazer chegar esses serviços. Nós, no fundo, identificamos a forma de desenhar essas políticas, mas temos que nos sentar à mesa com eles. Portanto, nós estamos a incentivar para isto acontecer, temos que disponibilizar algum recurso, porque precisaremos sempre de magistrados, de funcionários. Os serviços tribunais também perdem muito pessoal”, aponta. Tendo em conta o cenário, o ministro refere que ainda não existe um calendário definido para a instalação do tribunal de pequenas causas em São Vicente. “Não estabelecemos, porque depende muito daquilo que o Conselho Superior consegue depois fazer em relação à disponibilização de magistrados para se poder realizar essa instalação”, explica Clóvis Silva adianta que o prazo só poderá ser definido depois de avaliadas, em conjunto, todas as condições necessárias para o funcionamento do tribunal. O Tribunal de Pequenas Causas é um órgão da Justiça que permite resolver conflitos simples de forma rápida e sem burocracia. “É muito importante, principalmente porque é um tribunal que permite resolver aquelas pequenas questões que fazem as pessoas ficar com aquela sensação de que a justiça está muito lenta”, diz. Clóvis Silva iniciou hoje uma visita de dois dias a São Vicente. Foto: depositphotos

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Assessora do MAI encontrada morta no Fogo

A informação foi avançada pelo MAI, através do Gabinete de Comunicação e Imagem do Governo. Segundo a mesma fonte, Vaniza Moreira Semedo encontrava-se na ilha do Fogo integrada numa delegação ministerial, que está na ilha no âmbito de uma missão iniciada há alguns dias. Após ter sido encontrada sem vida, as autoridades policiais, judiciais e de saúde realizaram os procedimentos previstos para a situação. Concluídas essas diligências, o corpo deverá ser trasladado para a cidade da Praia durante a tarde desta quinta-feira, 24 de Setembro. À chegada à capital, o corpo será encaminhado para o Hospital Universitário Agostinho Neto, onde será realizada a autópsia para determinar as circunstâncias e a causa da morte. Licenciada em Comunicação, Vaniza Moreira Semedo tinha 31 anos e havia sido recentemente nomeada Assessora de Comunicação do Ministério da Administração Interna. Na sua página de Facebook, o Governo lamentou a morte da Assessora e afirmou que apesar do curto período em que esteve ao serviço do Ministério da Administração Interna, deixou a sua marca pela simpatia, dedicação, disponibilidade e profissionalismo com que abraçou as suas funções. “O seu contributo para a comunicação do Ministério, ainda que por um breve espaço de tempo, foi pautado pelo sentido de responsabilidade, empenho e vontade de servir. A sua partida, tão precoce e inesperada, deixa uma profunda dor entre familiares, amigos, colegas e todos aqueles que tiveram o privilégio de com ela conviver e trabalhar”, lê-se.

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Cabo Verde Airlines lança nova rota Sal-Recife

Segundo informou hoje a companhia aérea, com esta nova operação, a companhia passa a disponibilizar duas ligações semanais entre Cabo Verde e o Brasil, reforçando a conectividade entre os dois países e ampliando as opções de viagem para os passageiros, incluindo ligações para a Europa. “A nova ligação representa mais um marco na estratégia de crescimento da companhia e no fortalecimento das relações históricas, culturais e económicas entre Cabo Verde e o Brasil. Esta operação vem complementar a ligação Praia–Recife, retomada em Maio deste ano, na aproximação dos dois países”, escreveu a companhia aérea. Para a Cabo Verde Airlines, esta nova operação representa também uma oportunidade para relançar a Ilha do Sal enquanto hub internacional da companhia, facilitando a ligação dos passageiros provenientes do Brasil a outros destinos servidos pela transportadora. O Presidente do Conselho de Administração da Cabo Verde Airlines, Armindo Sousa, sublinha que esta segunda frequência para o Brasil representa mais um passo na afirmação de Cabo Verde como uma plataforma de ligação entre continentes. "O lançamento da ligação direta Sal–Recife reforça a nossa aposta no mercado brasileiro e amplia a conectividade entre os nossos países. Esta nova operação complementa a rota Praia–Recife e fortalece o posicionamento da ilha do Sal como hub internacional da Cabo Verde Airlines, criando oportunidades para o turismo, os negócios e a mobilidade entre África, a Europa e as Américas”. Os voos já estão disponíveis para reserva, a partir de hoje, através do site oficial da Cabo Verde Airlines e da sua rede de parceiros internacionais.

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Câmara da Praia vai alargar cobertura no Sucupira para acolher mais feirantes da Feira de Domingo

De acordo com informações avançadas pela autarquia, a cobertura de lona será prolongada até à parte de trás da feira, medida que permitirá aumentar a área disponível para as vendedoras e libertar os corredores, de modo a facilitar a circulação das pessoas. A decisão surge dois dias após o regresso da “Mon na Txon” ao Sucupira, onde, no primeiro domingo sob a nova cobertura, várias bancas ainda não estavam montadas até às 11h00 e alguns vendedores permaneciam sem espaço definido para instalar os seus produtos. Além do alargamento da cobertura, a Câmara Municipal da Praia anunciou a instalação de um mapa no local, destinado a facilitar a orientação dos visitantes e a organização da feira. Segundo a mesma fonte, o guia visual vai apresentar a divisão dos sectores por tipo de produto, a numeração de cada posto e a identificação dos vendedores. A “Mon na Txon” voltou ao Sucupira no domingo, 13 de Setembro, depois de ter funcionado temporariamente na Avenida Cidade de Lisboa. A mudança foi coordenada pelo Serviço Público de Abastecimento do Município da Praia (SEPAMP).

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Consórcio chinês vai gerir fronteira entre Moçambique e Zimbabué

De acordo com o Decreto n.º 53/2026 do Conselho de Ministros, a concessão foi atribuída à sociedade comercial Terminal Internacional Rodoviário de Machipanda, constituída pelo consórcio Union Portlink e Zhongmei e pelo Fundo de Estradas, FP, abrangendo uma área de 88,96 hectares naquela fronteira, na província de Manica, centro de Moçambique. O diploma estabelece a base legal para a concessão, em regime de parceria público-privada, da construção, operação, manutenção, gestão e posterior devolução ao Estado das infraestruturas do Projeto Integrado de Modernização e Expansão da Fronteira de Machipanda. A aprovação dos termos da concessão confirma a decisão tomada pelo Conselho de Ministros em 28 de julho, quando o porta-voz daquele órgão, explicou, no final da reunião, que o diploma "estabelece a base legal para a concessão a um operador privado", para "construção, operação, manutenção, gestão e devolução ao Estado das infraestruturas do projeto integrado de modernização e expansão da fronteira de Machipanda". Segundo Impissa, o projeto envolve um investimento estimado em cerca de 30 milhões de dólares (26,3 milhões de euros), tendo avançado que o acordo garante ainda uma participação de 15% do Estado moçambicano, através do Fundo de Estradas, no capital social da empresa que implementará o projeto, bem como uma participação de 10% reservada ao empresariado local da província de Manica. O porta-voz acrescentou que a concessão deverá contribuir para a redução dos tempos de espera na travessia fronteiriça, para a diminuição dos custos logísticos e para o aumento da competitividade do Corredor da Beira, um dos principais eixos de comércio regional. Entre as obras previstas contam-se a modernização e ampliação do terminal internacional rodoviário de Machipanda, a construção de uma fronteira turística de raiz para acolher os serviços públicos envolvidos nos processos migratórios e a melhoria das condições de circulação na área fronteiriça. O projeto contempla igualmente a construção de habitações para os funcionários públicos afetos aos serviços fronteiriços, incluindo dormitórios, sala de reuniões, refeitório, ginásio e campo de jogos multiuso. Segundo o decreto, está ainda prevista a ampliação da capacidade rodoviária na fronteira, com o aumento do número de faixas de circulação e a construção de duas novas pontes sobre o rio Machipanda de acesso ao terminal de cargas, além de medidas destinadas a melhorar o fluxo e a eficiência na gestão dos camiões. A concessionária deverá igualmente instalar sistemas eletrónicos de vigilância, incluindo câmaras de controlo e cancelas inteligentes, bem como colaborar na integração dos sistemas das autoridades moçambicanas e zimbabueanas para facilitar o desembaraço aduaneiro e os movimentos migratórios. O contrato prevê ainda a adoção de medidas destinadas a gerar benefícios diretos para as comunidades locais, com um plano de responsabilidade social empresarial a definir após o início das operações. O Governo indicou anteriormente que o empreendimento deverá ainda criar cerca de 700 empregos diretos, dos quais 500 durante a fase de construção e 200 na fase operacional. Nos termos da licença especial associada à concessão, a empresa poderá desenvolver serviços ligados à receção, parqueamento e armazenagem de mercadorias, movimentação de cargas, pesagem, inspeção e serviços logísticos, bem como explorar atividades complementares de comércio, escritórios, restauração e outros serviços de apoio aos utilizadores da fronteira. O documento autoriza ainda a concessionária a construir e gerir infraestruturas de apoio, incluindo redes de água, eletricidade, telecomunicações, drenagem, iluminação, segurança e gestão de resíduos, bem como outras obras necessárias ao funcionamento do posto fronteiriço.

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Bruxelas não vai mudar regras tecnológicas para evitar conflito com EUA

"A Europa deve manter as suas regras, adotadas de acordo com a nossa soberania, os nossos valores e os nossos princípios", afirmou Teresa Ribera, quando questionada, numa conferência em Madrid, sobre a UE devia alterar a regulamentação relacionada com a tecnologia para evitar conflitos com os Estados Unidos. A vice-presidente executiva da Comissão Europeia (CE) e comissária para a Transição Limpa, Justa e Competitiva defendeu o diálogo e a cooperação com outros países e blocos de países, mas realçou que "isso não significa ceder porque a outro lhe convém mais" nem implica renunciar às regras da Europa. A legislação europeia é fruto de processos "longos, participados, extensos e modulados", sublinhou Teresa Ribera, que falava numa conferência da associação Fórum Nova Economia. Para a comissária, a UE deve continuar a construir relações internacionais baseadas na "previsibilidade e respeito pelas regras" com todos os países e procurar espaços de entendimento sobre o desenvolvimento e o controlo da inteligência artificial (IA). Entre as questões que considerou especialmente necessárias nesse entendimento internacional está a criação de uma regulação "transparente e segura" da IA, baseada em mercados sujeitos à concorrência, que evite a concentração de poder e garanta a responsabilização de quem desenvolve e gere estas ferramentas tecnológicas Teresa Ribera acrescentou que a regulação deve procurar que o desenvolvimento da IA se traduza num benefício para o conjunto das sociedades, até porque estas inovações são também resultado de "um esforço púbico notável". "É muito difícil encontrar outro momento na história em que tenha havido tal nível de concentração de poder económico e de poder nas mãos dos grandes gigantes digitais", afirmou. A comissária considerou que o êxito destas empresas obriga a ativar mecanismos que impeçam a concentração "em poucas mãos" de capacidades tão grandes e sublinhou que nas últimas semanas houve sinais de alerta sobre "quem controla o quê" e sobre a IA. É preciso evitar que a IA "vá crescendo sobre si mesma a partir de informação sintética e com algoritmos que ninguém controla" até acabar "fora de controlo", acrescentou. Empresários como Elon Musk, da xAI, Sam Altman, da OpenAI, mostraram-se nos últimos dias favoráveis à proposta do presidente executivo (CEO) da Anthropic, Dario Amodei, de abrandar o ritmo de desenvolvimento da IA, após vários incidentes. O CEO da Anthropic disse ainda recear que dentro de seis a 12 meses, um grupo deste tipo possa dominar a internet e que a escala de danos possa aumentar a partir daí, caso não sejam tomadas as medidas de salvaguarda necessárias. Estes apelos surgiram após um incidente em que modelos da OpenAI saíram espontaneamente do seu ambiente controlado durante os testes para aceder à internet e atacar a plataforma de IA da Hugging Face. Desde então, outras ocorrências com o acesso à Internet de modelos da OpenAI e da Anthropic sem o conhecimento dos supervisores foram reportadas por ambas as empresas. Em todos os casos, envolviam agentes de IA, um programa específico construído sobre um modelo e dotado de conhecimentos e objetivos próprios, que demonstraram uma propensão para se coordenarem, estabelecerem uma hierarquia entre si, enganarem e apagarem os vestígios dos seus atos ilícitos. No início de agosto, o governo dos EUA estabeleceu um quadro regulamentar que prevê a revisão voluntária de novos modelos de IA antes do lançamento. No entanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem declarado oposição a qualquer medida que abrande o desenvolvimento da IA nos Estados Unidos. Foto: depositphotos

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Millennium Challenge Corporation - Cabo Verde elegível, mas ainda não se sabe se vai avançar com candidatura

Avança, ou não? Com os projectos que já existem, ou iniciando o processo do zero? Estas foram as questões que o Expresso das Ilhas colocou ao ministério da Coordenação de Projetos Especiais e Acesso a Fundos de Cabo Verde, mas às quais não obteve resposta até ao fecho desta edição. Certo é que Cabo Verde é um dos países elegíveis para um novo compacto, mas ser elegível não implica necessariamente candidatar-se. No último dia do passado mês de Agosto, a Millennium Challenge Corporation publicou o relatório para o ano fiscal de 2027, onde aparece a lista dos países ‘candidatos’ a poderem apresentar projectos para o futuro pacto e assim reivindicarem ajuda americana. Dos 91 países elegíveis, quase metade são africanos, mas há Estados oficialmente proibidos de serem elegíveis. Cabo Verde, assim como Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe são os PALOP que constam na parte da lista dos elegíveis. A Guiné-Bissau – e Madagáscar – estão entre os países “candidatos, mas com reservas” e "serão considerados países candidatos na medida em que tal seja considerado em conformidade com a lei". Esta formulação cautelosa indica que a futura elegibilidade não está totalmente assegurada e dependerá de uma avaliação jurídica mais aprofundada. Excluídos, entre os africanos, estão países como Burkina Faso, Mali, Níger e Sudão (todos por causa dos golpes militares), Chade, Eritreia e Sudão do Sul (por atropelos aos direitos humanos) e o Zimbabué (por restrições ao Estado de Direito, à propriedade e às liberdades fundamentais). Regimes considerados autoritários ou que resultam de golpes de Estado são excluídos, independentemente de seu potencial económico. O relatório é igualmente inequívoco quanto aos critérios de escolha. Um país candidato deve ter um PIB per capita bruto inferior a 8.105 dólares no ano fiscal de 2027 e não ser inelegível para receber assistência económica dos EUA sob a Lei de Assistência Externa ou qualquer outra disposição legal. Mais importante ainda, o MCC especifica que a selecção final será baseada no "compromisso demonstrado de um país com a governança justa e democrática, a liberdade económica e o investimento no seu povo". Por outras palavras, o dinheiro americano só irá para países considerados virtuosos, ou pelo menos suficientemente alinhados com esses padrões. O histórico cabo-verdiano Cabo Verde já beneficiou de dois compactos. O primeiro entre 2005 e 2010, no valor de 110 milhões de dólares, serviu para a modernização e expansão do Porto da Praia, a construção de pontes em Santo Antão e estradas em Santiago e o fortalecimento de microfinanças e gestão agrícola. O segundo pacote de cooperação com o MCC, entre 2012 e 2017, no valor de 66,2 milhões de dólares, teve o foco no projeto WASH (Água, Saneamento e Higiene), nas reformas legais e institucionais para reduzir o custo da água e na gestão de propriedades e modernização do registo predial. Em Dezembro de 2023 Cabo Verde foi selecionado para um terceiro compacto, que seria direcionado para questões como a integração económica regional e a conectividade estrutural e digital do arquipélago. Os investimentos planeados dividiam-se em transportes e conectividade física – programa que tinha como objectivo melhorar as ligações inter-ilhas (marítimas e aéreas), a conectividade internacional e intermodal. A meta era facilitar a mobilidade de pessoas e mercadorias, reduzindo o custo de transportes e potenciando o comércio com a África Ocidental; os outros projetos iriam servir a transição e conectividade digital – onde estava previsto o reforço da infra-estrutura digital e da economia tecnológica do país para acelerar a modernização económica e melhorar os serviços interconectados. Cabo Verde e o MCC chegaram a assinar o acordo inicial do projecto, em Abril de 2024, mas depois da revisão e reconfiguração da política de cooperação e ajuda externa por parte da nova administração dos EUA, liderada por Donald Trump, a ajuda global do MCC foi reduzida. Consequência directa, o acordo de financiamento com Cabo Verde foi encerrado oficialmente em Dezembro de 2025. Apesar deste fim, o governo cabo-verdiano manteve e integrou todos os estudos técnicos e planos realizados deste 2024. A parceria entre Cabo Verde e a Millennium Challenge Corporation tem um longo histórico de cooperação estrutural, marcado recentemente por reviravoltas políticas e, agora, por uma nova perspetiva de financiamento, caso o governo cabo-verdiano opte por voltar a concorrer aos apoios americanos. No entanto, esta decisão nunca é unilateral, como o relatório avisa, a lista de candidatos é apenas um primeiro passo: o Conselho de Administração da MCC deverá então avaliar o desempenho relativo dos países candidatos em termos de governança, liberdade económica e investimento em capital humano. Ou seja, ser candidato não garante a elegibilidade. Este novo compacto é novamente orientado para o desenvolvimento, a resiliência económica e para a integração regional na África Ocidental. O que se segue As implicações deste relatório vão além da mera classificação. A Millennium Challenge Corporation é um instrumento de soft power americano que pode injectar centenas de milhões de dólares em projetos de infra-estruturas, agricultura, energia ou governança. Ser elegível, candidatar-se e assinar um Pacto garante acesso a financiamento substancial. Por outro lado, a exclusão significa ser privado dessa influência e, de forma mais ampla, ser estigmatizado aos olhos de outros doadores e investidores. Para os países africanos sujeitos a sanções, as consequências são duplas. Por um lado, perdem o acesso direto aos fundos dos EUA. Por outro lado, a sua exclusão do processo envia um sinal negativo aos mercados financeiros e aos parceiros técnicos. Mas o relatório também tem um alerta: as listas publicadas podem mudar. Tanto os países candidatos quanto os excluídos "podem estar sujeitos a futuras restrições ou determinações legais". No fundo, nada é definitivo. Um país candidato hoje pode ser excluído amanhã se a sua situação piorar e um país excluído pode ser reintegrado se ocorrerem grandes mudanças políticas. Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1293 de 09 de Setembro de 2026.

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Câmara Municipal de São Filipe vai criar conta para canalizar donativos às famílias e comunidades afectadas no acidente

Nuias Silva avançou esta informação , após receber o autarca da Praia e o ex-primeiro-ministro Carlos Veiga, que se deslocaram à ilha para manifestar solidariedade e disponibilidade para apoiar as famílias das vítimas do acidente ocorrido sábado, 05, que provocou 25 mortos e 13 feridos. Segundo o presidente, a criação da conta bancária pretende responder às inúmeras manifestações de solidariedade e aos pedidos de pessoas, empresas e instituições que pretendem contribuir para apoiar as famílias afectadas. "Nós não estamos a lançar nenhuma campanha específica de pedido de fundos, mas a conta é criada com o intuito de permitir àqueles que querem apoiar, de forma voluntária, poderem ter uma instituição credível e poderem ter um meio transparente para o fazer”, explicou. Nuias Silva adiantou que a medida visa, igualmente, evitar eventuais tentativas de fraudes e garantir que os valores angariados sejam utilizados exclusivamente para os fins definidos em benefício das comunidades e das famílias afectadas no curto e médio prazo. “Por exemplo, ‘kits’ escolares para o arranque do ano lectivo, continuidade do período de apoio, de assistência alimentar por um período mais prolongado, apoio na reabilitação, construção de casas de banho e outros”, garantiu. Em parceria com o Governo e depois da missa do sétimo dia, altura que considerou ainda marcada pela solidariedade, a câmara municipal deverá disponibilizar a conta bancária para receber contribuições dos cabo-verdianos residentes no país e na diáspora, empresas e instituições e assegurar uma gestão transparente. Entretanto lembrou que a câmara municipal é igualmente fiscalizada pelo Tribunal de Contas. Durante a visita, o presidente da Câmara Municipal da Praia, Fernando Pinto, acompanhado do líder da bancada municipal, Aquiles Barbosa, entregou um cheque no valor de 500 mil escudos à autarquia de São Filipe, destinado a apoiar as famílias vítimas do acidente. Segundo Nuias Silva, a visita permitiu igualmente abordar outras possibilidades de cooperação entre as duas autarquias, sobretudo no apoio às famílias residentes na cidade da Praia que perderam familiares no acidente. Referiu também que o ex-primeiro-ministro Carlos Veiga, que se fez-se acompanhar de Paulo Veiga, presidente da Fundação, Carlos Albertino Veiga, manifestou a sua solidariedade para com as famílias das vítimas e colocou à disposição da autarquia todo o seu ‘network’ para nos ajudar a mobilizar apoios. “Ficou esse compromisso e vamos trabalhar neste sentido”, afirmou Nuias Silva. Na mesma linha, a Fundação se comprometeu a estabelecer contactos com empresários e outras entidades para mobilizar apoios destinados às famílias. A autarquia de São Filipe agradeceu os gestos de solidariedade, o apoio financeiro e a disponibilidade manifestada pelas entidades e personalidades que têm procurado contribuir para apoiar as famílias atingidas pela tragédia. O acidente ocorrido no sábado, 05, no trajecto entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, provocou 25 vítimas mortais e 13 feridos.

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Fogo/Acidente: Equipa multidisciplinar chega à ilha ainda esta semana para investigar causas do acidente

A informação foi avançada pelo porta-voz do Gabinete de Crise e ministro da Saúde, Lúcio Miranda, indicando que a equipa integra peritos da Polícia Judiciária, Polícia Nacional, Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários, Forças Armadas e engenheiros e técnicos da Estradas de Cabo Verde (ECV). A equipa desloca-se à ilha ainda esta semana para realizar uma inspeção exaustiva ao local do acidente e elaborar um relatório sobre as possíveis causas da tragédia considerada como a maior de sempre em Cabo Verde. “A equipa que irá investigar o acidente já foi aprovada no Conselho de Ministros e deverá estar a caminho do local do acidente ainda esta semana para realizar uma investigação e apresentar um relatório sobre as possíveis causas do acidente”, afirmou. A inspecção será igualmente determinante para definir os procedimentos de remoção do autocarro que permanece no local. Lúcio Miranda explicou que a remoção só será realizada depois da conclusão da inspeção técnica, podendo o veículo ser retirado integralmente ou cortado no próprio local e posteriormente remontado noutro espaço, de modo a permitir a continuidade das investigações. Já a equipa da Estradas de Cabo Verde (ECV) que termina amanhã a sua visita à ilha, tem como missão realizar um levantamento exaustivo das condições da via e do local, contribuindo para a determinação das circunstâncias que terão estado na origem do acidente. Lúcio Miranda adiantou que existem já algumas informações preliminares sobre o acidente, mas que as autoridades optaram por não as divulgar nesta fase, enquanto não estiver concluída uma investigação técnica e rigorosa. “Temos informações parciais que não vamos divulgar agora. O que temos que fazer é uma investigação exaustiva com calma, para não corrermos o risco de divulgar informações falsas ou incorretas”, explicou. O porta-voz do Gabinete de Crise garantiu que a equipa terá um prazo definido pelo Conselho de Ministros para apresentar o relatório oficial. Enquanto aguarda a chegada da equipa de investigação, o local do acidente permanece interditado à circulação, a Polícia Nacional já esteve no espaço e as autoridades apelam à população para não se aproximar, devido aos riscos associados às condições do local. A cobertura do autocarro acidentado está igualmente a ser preparada pelas autoridades, como medida de protecção do veículo e do próprio local enquanto decorrem os trabalhos de investigação.

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​David Spencer vai representar Cabo Verde no 19.º Campeonato do Mundo de Ginástica Aeróbica

David Spencer está actualmente a estudar e treinar em Portugal. O ginasta cabo-verdiano é medalha de bronze em individual masculino e par misto, no Campeonato de África 2022 e no Aquae Open Cup de 2023, e recentemente representou Cabo Verde na Taça do Mundo de Cantanhede (2026). Medalhista africano e atleta cabo-verdiano, David iniciou o seu percurso no Clube Acroarte, na Cidade da Praia, e actualmente concilia os estudos e os treinos em Portugal, onde é acompanhado pela técnica Maria Félix. Assim, David Spencer leva consigo o talento, a dedicação e o orgulho de representar Cabo Verde em um dos maiores palcos da ginástica aeróbica mundial.

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Presidente interino do MpD sai em defesa do GAPE e apela à contenção das acusações

“Pessoalmente, e como Presidente Interino, confio inteiramente na honradez dos responsáveis do GAPE e dos funcionários da sede. Não se mostra de todo razoável imputar-se-lhes desonra. São militantes, pais, filhos, maridos, mulheres, mães e avós. Fazem o que podem e sabem fazer e temos a obrigação moral de os respeitar e de acreditar que o fazem com rectidão”, escreveu Eurico Monteiro num comunicado. Conforme defendeu, existindo erros, podem e devem ser corrigidos, pois o GAPE não constrói resultados, mas sim proclama-os apenas com base em documentação produzida pela mesa de voto. “Assim é e assim tem de ser como imperativo legal, ético e político! Deste modo, todos os seus astos são facilmente verificáveis, com serenidade e tranquilidade. Para isso precisamos todos de confiar nos órgãos democraticamente eleitos na última convenção”, defendeu. Para Eurico Monteiro, a justiça eleitoral não pode ser considerada boa apenas quando nos favorece, sem prejuízo de se esgotar todos os meios de defesa ao alcance. “Existem pessoas, poucas certamente, que se inebriam com a balbúrdia e a confusão, vivendo para o caos, atiçando sempre a fogueira, para seu próprio proveito. Mas estamos num tempo em que é mais importante o que estamos a fazer hoje e agora pelo MpD do que a exibição de imaculados currículos de serviço partidário prestado no passado”, disse. Procurar a unidade como valor essencial e o consenso como método para resolver os diferendos não é sinal de fraqueza, mas de maturidade e responsabilidade, conforme defendeu. “Confiemos nos órgãos e no sistema MpD, pois que a alternativa é sempre de longe pior nos resultados e nas consequências. Fazer uso de todos os meios regulares para fazer valer o que é justo é um direito, ou mesmo um dever político e moral, mas que tudo se faça num clima que não prejudique os valores essenciais que devemos prosseguir”, apelou. Eurico Monteiro disse ainda que muitas acusações hoje atiradas ao público são munições de combate gratuitamente oferecidas aos verdadeiros e históricos adversários políticos do partido hoje e amanhã. “Nos momentos como este, pensar duas vezes primeiro e exteriorizar depois não é perda de tempo, mas encargo que se impõe como dever de militância! Que o bom senso e o diálogo prevaleçam neste momento particular! Os candidatos – todos eles! - são chamados para garantir as condições internas que permitam ao MpD otimizar os seus resultados nos próximos embates eleitorais”, concluiu. De referir que hoje, o candidato à presidência do MpD, Paulo Veiga, contestou os dados apresentados pelo GAPE, alegando divergências entre os resultados divulgados e as actas na posse da sua candidatura, e exigiu a divulgação dos resultados completos e oficiais, mesa a mesa. Na terça-feira, o GAPE informou que ainda tem 35 mesas de voto por apurar, nomeadamente 28 em Santa Catarina de Santiago, cinco na Ribeira Grande de Santiago e duas na Ribeira Grande de Santo Antão.

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MpD: GAPE ainda tem 35 mesas por apurar nos resultados das eleições internas

Segundo o presidente do GAPE, Silvano Barbosa Barros, em Santa Catarina de Santiago, quarto maior círculo do país, o processo de recolha das urnas e da documentação das 28 mesas ainda não foi concluído. “Em alguns círculos a contagem de votos ainda não terminou. É o caso de Santa Catarina de Santiago, que é o quarto maior círculo de Cabo Verde (28 mesas de voto por apurar), também na Ribeira Grande de Santiago temos cinco mesas que ainda não estão contabilizadas, e na Ribeira Grande de Santo Antão também temos duas mesas que faltam ser apuradas”, disse. Até ao momento, foram contabilizados 8.058 votantes, de um universo de 31.641 militantes inscritos, correspondente a uma taxa de abstenção de cerca de 74,53%. Silvano Barbosa Barros ressalvou, contudo, que os cadernos eleitorais deverão ser actualizados para permitir obter um número mais fidedigno de militantes. Na votação para a presidência do MpD, Paulo Veiga lidera provisoriamente com 3.867 votos, seguido de Herménio Fernandes, com 3.512, e Luís Felipe Tavares, com 679 votos. Para a eleição dos delegados à 14.ª Convenção do MpD, a lista de Paulo Veiga obteve 3.888 votos, a de Herménio Fernandes 3.434 e a de Luís Felipe Tavares 498 votos. O processo eleitoral ainda não está concluído, uma vez que a votação nos três círculos da ilha do Fogo e na Bélgica será realizada no próximo domingo. Os resultados definitivos só serão anunciados e homologados depois de concluído todo o processo de votação e apuramento.

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Fogo/Acidente: Governo vai aprofundar causas da tragédia e reforçar Protecção Civil

A informação foi avançada hoje pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, no final da visita à ilha do Fogo, onde acompanhou a situação das vítimas e das famílias afectadas pela tragédia. Segundo o chefe do Governo, uma equipa do Ministério das Infraestruturas chega terça-feira à ilha para avaliar as condições da estrada e outros aspectos relacionados com a circulação das viaturas. Francisco Carvalho adiantou que o gabinete de crise continuará a funcionar para aprofundar a análise ao acidente e produzir conclusões, recomendações e medidas destinadas a prevenir situações semelhantes no futuro. “Amanhã chegará aqui à ilha do Fogo uma equipa do Ministério das Infraestruturas, que é o ministério responsável pela gestão das estradas do país, para aprofundar esta análise”, anunciou. O primeiro-ministro salientou que, nesta fase, o Governo não pretende avançar com conclusões sobre as causas do acidente, defendendo ser necessário aguardar pelo trabalho dos técnicos e especialistas de diferentes áreas. “Só depois, com segurança, podemos apresentar as conclusões da análise dos técnicos e especialistas”, afirmou, acrescentando que a equipa poderá não apresentar conclusões logo no primeiro dia de trabalho. Francisco Carvalho destacou ainda a articulação entre o Governo e as câmaras municipais de São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina do Fogo na resposta à tragédia e confirmou que a ministra da Família permanecerá na ilha para assegurar o acompanhamento às famílias. O primeiro-ministro revelou também que, antes do acidente, o Governo já tinha decidido avançar com o reforço do sistema de Protecção Civil no país. Segundo Francisco Carvalho, durante reuniões do Conselho de Ministros e encontros com as câmaras municipais, no âmbito de um processo nacional de auscultação às autarquias, foi identificada a necessidade de criar um serviço de Protecção Civil “eficaz, realista, prático e capaz de intervir”. A estratégia prevê a aquisição de equipamentos, incluindo ambulâncias, meios para bombeiros e equipamentos de desencarceramento, além de acções de formação e capacitação. Na sequência da resposta ao acidente no Fogo, surgiu ainda a proposta de criação de uma equipa multidisciplinar e polivalente, reunindo diferentes entidades e valências, permanentemente de prontidão para ser accionada em situações de emergência. “Esta é uma medida que certamente implementaremos”, garantiu o primeiro-ministro, defendendo que a equipa deverá estar preparada para responder de forma rápida e eficaz, sem necessidade de estabelecer contactos de emergência à última hora. O objectivo, explicou, é complementar e rentabilizar os meios já existentes no país, evitando a duplicação desnecessária de recursos. Questionado sobre o avião King Air, Francisco Carvalho limitou-se a considerar que “foi um erro”, recusando aprofundar o assunto para não desviar o foco da tragédia que atingiu a ilha do Fogo.

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Venezuela vai respeitar acordos petrolíferos assinados com China e Rússia

"Temos acordos com a China e a Rússia e trata-se de empresas mistas com autorização para exercer atividades primárias em vigor. Respeitamos muito esses acordos", esclareceu a ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, numa entrevista ao canal privado venezuelano Venevisión, no domingo. Henao, que foi questionada sobre se a China e a Rússia ficariam de fora do negócio petrolífero venezuelano na sequência do acordo entre Caracas e Washington, garantiu também que as empresas mistas nas quais esses dois países têm participação "continuarão a exercer as suas atividades". A Casa Branca afirmou recentemente que a maioria dos jazigos petrolíferos abrangidos pelo acordo bilateral "eram anteriormente controlados ou operados por empresas russas e chinesas, ou por comparsas corruptos de [Nicolás] Maduro e [Hugo] Chávez". Hugo Chávez, Presidente da Venezuela desde 2022 até morrer, em 2013, foi sucedido por Nicolás Maduro, que em janeiro passado foi capturado em Caracas por forças militares norte-americanas. Washington afirmou que "estes atores estrangeiros mal-intencionados saquearam os recursos da Venezuela em benefício de adversários dos Estados Unidos, como Cuba, a Rússia e a China, e não investiram na infraestrutura nem no desenvolvimento" da nação sul-americana. Na terça-feira, a China exigiu que os seus interesses na Venezuela fossem salvaguardados, depois de alguns meios de comunicação terem noticiado que o novo acordo petrolífero entre Caracas e Washington poderia afetar campos onde operavam empresas chinesas, como as estatais Sinopec e CNPC. "Os direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser salvaguardados", afirmou, numa conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun. O porta-voz salientou que a cooperação entre a China e a Venezuela "está protegida pelo direito internacional e pelas leis de ambos os países". A China mantém, há anos, interesses importantes no setor petrolífero venezuelano, onde empresas estatais têm participado em projetos de exploração e produção, no âmbito da estreita relação económica desenvolvida entre Pequim e Caracas durante os governos chavistas.

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Estatuto sindical da Associação de Trabalhadoras Domésticas vai permitir resolução de desafios e visibilidade na sociedade – presidente

Em entrevista à Inforpress, a presidente do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Cabo Verde (STDCV) disse que vinham aguardando a aprovação da criação do sindicato e que contaram com o apoio da Federação Internacional do Trabalho Doméstico. O Estatuto do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos de Cabo Verde – STDCV, foi publicado no Boletim Oficial, a 01 de Setembro de 2026. Segundo Maria Gonçalves, “vai ser possível exigir do Governo” a resolução das suas preocupações, nomeadamente, no que se refere à melhoria salarial e à reforma. “Queremos exigir mais visibilidade na sociedade e uma das grandes preocupações dos trabalhadores domésticos é ter um salário digno”, apontou a presidente. Conforme esta mesma fonte, um outro desafio da classe, prende-se com a capacitação dos trabalhadores para o desempenho das suas funções, de igual modo na obtenção da carteira profissional. “O próximo passo também é lutar pela resolução da regulamentação, vai permitir ter o subsídio de desemprego por exemplo. Com a mudança do Governo foi uma matéria que ficou em atraso, então pretendemos sentar com o Governo e ver as razões pelas quais ainda não saiu”, frisou. A associação ainda não dispõe de uma sede própria, e segundo Maria Gonçalves vai também constar como prioridade do sindicato.

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