Poços artesianos precisam de autorização no AM; veja quanto custa regularizar

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People planning to drill tubular wells in Amazonas must obtain authorization from the Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas. A water resource use permit is also required to extract and use the water, except in specific legal cases. Illegal use can result in fines ranging from 100 to 100,000 reais. Between May and October 2026, the institute recorded 209 requests for permits and exemptions. Manaus had the highest number of these records with 164.

Poços tubulares precisam de autorização no Amazonas Divulgação/Ipaam Quem pretende perfurar um poço tubular no Amazonas precisa de autorização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) antes de iniciar a obra. Além disso, para retirar e utilizar a água, é necessário obter uma outorga de direito de uso de recursos hídricos, exceto nos casos previstos na legislação. O uso irregular pode gerar multas de R$ 100 a R$ 100 mil, além de outras penalidades. Entre maio e outubro de 2026, o Ipaam registrou 209 pedidos de outorga e dispensas no Cadastro Nacional de Usuários de Recursos Hídricos (CNARH). Manaus concentrou a maior parte dos registros, com 164. Em seguida aparecem Apuí, com sete, e Canutama, com cinco. A regularização permite acompanhar a quantidade de água retirada dos mananciais e identificar possíveis problemas, como o uso excessivo e a contaminação. O controle também ajuda a proteger as fontes de abastecimento. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Quais autorizações são necessárias? A autorização para perfurar o poço e a permissão para utilizar a água são documentos diferentes. Agora no g1 Antes de iniciar a obra, o interessado precisa solicitar ao Ipaam a Licença Ambiental Única (LAU), que autoriza a perfuração do poço tubular. Depois, para retirar e utilizar a água, é necessário obter a outorga de direito de uso de recursos hídricos ou verificar se a atividade se enquadra em alguma das situações de dispensa previstas na legislação. A outorga estabelece a quantidade de água que pode ser retirada, a finalidade do uso e o período de validade da autorização. A exigência vale para estabelecimentos comerciais, condomínios, indústrias e produtores rurais que utilizam água diretamente de poços, rios, lagos e igarapés. Quem recebe água exclusivamente da rede pública de abastecimento não precisa solicitar uma outorga individual. Nesse caso, a regularização da captação é responsabilidade da empresa ou do órgão que presta o serviço. Quem não precisa de outorga? A legislação prevê algumas situações de dispensa. Uma delas é a retirada de até 5 mil litros de água por dia, por domicílio, para uso doméstico em pequenos núcleos rurais. A regra vale para comunidades com até 51 residências ou 400 habitantes, desde que sejam atendidas as demais condições estabelecidas pela Resolução nº 02/2016 do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Amazonas (CERH-AM). Quanto custa regularizar um poço? Para solicitar a outorga, o interessado precisa pagar uma taxa administrativa de R$ 20,49, referente à Guia de Expediente. Já o custo da Licença Ambiental Única (LAU), necessária para perfurar o poço, varia conforme o porte da estrutura: Pequeno porte: R$ 148,91; Médio porte: R$ 558,41; Grande porte: R$ 1.302,94; Porte excepcional: R$ 5.009,62. A licença tem validade de 30 dias. Além das taxas, o interessado pode ter gastos com estudos, análises da água e outros documentos técnicos exigidos pelo órgão ambiental. Como solicitar a autorização? O pedido deve ser feito pelo site do Ipaam. Confira o caminho: Acesse o site do Ipaam (ipaam.am.gov.br); Entre na área de Serviços; Selecione Outorga de Recursos Hídricos; Clique em Outorga de Captação de Águas Subterrâneas; Consulte os formulários e a lista de documentos necessários. A documentação varia conforme a finalidade do uso da água e pode incluir informações sobre o local, a quantidade de água utilizada e as características do poço. Quais são as penalidades para quem utiliza poços irregulares? Poços tubulares precisam de autorização no Amazonas Divulgação/Ipaam A fiscalização do Ipaam verifica se os poços possuem as autorizações exigidas e se a quantidade de água retirada respeita os limites estabelecidos. Entre as irregularidades estão perfurar um poço sem licença, utilizar água sem outorga quando ela é obrigatória e retirar um volume maior do que o permitido. De acordo com a Lei Estadual nº 3.167/2007, os responsáveis podem receber advertências e multas de R$ 100 a R$ 100 mil. Dependendo da gravidade da infração, também podem ocorrer a suspensão das atividades e o embargo do poço, que impede o uso até a regularização. Em caso de dúvidas sobre documentos, taxas e procedimentos, a Gerência de Recursos Hídricos (GERH) do Ipaam atende pelo telefone (92) 2123-6734.

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