Após derrota colossal, Partido Republicano tenta encontrar caminho para se recuperar do fracasso nas urnas

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The Republican Party is attempting to recover after a significant defeat in midterm elections. Ron DeSantis described the losses as a meteor that nearly brought the party to extinction in several regions. This failure has led to leadership changes within the party. House Speaker Mike Johnson stated he does not want to serve as the minority leader in 2027. The party is now evaluating its future direction following the results.

Partido Republicano começa a decidir futuro depois da derrota colossal nas eleições de meio de mandato Quarenta e oito horas depois da derrota colossal, o Partido Republicano tenta encontrar um caminho para se recuperar do fracasso nas urnas. Passado o susto, o partido do presidente Donald Trump agora se deita no divã. Ron DeSantis, governador em fim de mandato na Flórida, definiu: a onda azul na verdade foi um meteoro e a eleição quase beira a extinção para os republicanos em muitas regiões do país. Os resultados desse meteoro já começam a aparecer. Na Câmara, o presidente da Casa, Mike Johnson, já anunciou que em 2027 não quer o cargo de líder da minoria. E, nos bastidores, tem crescido o número de republicanos que culpam o secretário de Guerra, Pete Hegseth, por incentivar Trump a atacar o Irã. Segundo a imprensa americana, o Congresso pode votar um pedido de impeachment contra Hegseth já na semana que vem, com apoio de parlamentares do próprio partido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O vice J.D. Vance também não perdeu tempo. Horas depois do resultado, publicou um texto em que procura se distanciar das políticas da Casa Branca e listou quatro reivindicações dos americanos: acabar com a guerra, focar no custo de vida e na inflação, colocar o país em primeiro lugar e mudar as relações dos Estados Unidos com Israel. Questionado sobre as críticas do próprio vice, Trump reconheceu que a guerra contra o Irã atrapalhou, mas disse que faria tudo de novo para evitar que o regime dos aiatolás desenvolva uma arma nuclear. Após derrota colossal, Partido Republicano tenta encontrar caminho para se recuperar do fracasso nas urnas Jornal Nacional/ Reprodução Julian Zelizer, historiador e professor de Políticas Públicas da Universidade Princeton, afirma que um dos maiores obstáculos para a criação de um novo caminho pode ser o próprio Donald Trump: "O problema que os republicanos enfrentam é que Trump ainda conta com muito apoio dentro do partido. Eles estão atrelados a um líder que os prejudica e que não se importa com eles. É uma posição muito difícil”. O partido sabe que está diante de um momento decisivo. É preciso encontrar as lideranças que vão substituir Donald Trump depois de uma década, e esse futuro precisa incluir eleitores do movimento Maga, "Faça a América Grande de Novo", que engloba o trumpismo mais radical, e dos republicanos tradicionais, mais ao centro. Esse futuro, segundo Zelizer, deve vir de lideranças locais: “Se houver esse movimento, terá que ser dos governadores, de pessoas que estejam verdadeiramente desconectadas do partido em nível nacional. É para onde o partido terá que olhar”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Derrota histórica de Trump: democratas vencem em redutos republicanos depois de décadas e conquistam maioria no Congresso Eleições nos EUA: políticos de grupos historicamente discriminados são eleitos Trump adota tom conciliador, reconhece a importância da guerra com o Irã na eleição e fala em trabalhar com os democratas

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