Polícia russa entrega intimações para alistamento a jovens detidos
As autoridades russas entregaram intimações de alistamento no exército a grande parte dos quase 200 jovens detidos na noite passada no centro de Moscovo, denunciaram hoje meios locais. Alguns dos detidos eram menores, segundo os canais Ostorozhno Nóvosti e Astra, que incluem nas suas informações vídeos dos pais reunidos em frente às esquadras para exigir a libertação dos filhos. As detenções em massa ocorreram no bairro central de Kitai-Gorod, não longe do Kremlin, no que a polícia descreveu como "operações profiláticas" para evitar distúrbios da ordem pública. Segundo o canal de Telegram Baza, a alguns dos jovens foram abertos processos administrativos por consumir álcool num local público ou desobediência às forças da ordem. Os jovens maiores de idade denunciaram maus-tratos por parte de alguns agentes da ordem, que lhes entregaram convocatórias e os coagiram a assinar contratos profissionais com o Exército para combater na Ucrânia, mesmo aqueles que têm prorrogação por estudos. As autoridades russas tentam atrair por todos os meios os jovens e universitários para servirem nas forças que utilizam drones, embora organizações de direitos humanos denunciem que muitos dos que se alistam acabam em unidades de assalto, onde a taxa de mortalidade é muito alta. O Ministério da Defesa russo enfrenta há muitos meses problemas para substituir as dezenas de milhares de soldados russos que morrem ou são feridos - fontes ucranianas e ocidentais falam de mais de 40.000 baixas mensais - todos os meses na frente de combate. Além disso, segundo o portal independente Mediazona, pelo menos 350 recrutas morreram desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022, embora teoricamente estes não possam servir no território do país vizinho.