Fogo avança no oeste do Pará, e dois municípios decretam emergência por incêndios florestais

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The municipalities of Monte Alegre and Rurópolis in western Pará declared a state of emergency in September 2026 due to forest fires. Local officials attribute the spread of flames to high temperatures, low humidity, and drought. These fires impact public health, the environment, and economic activities. In Monte Alegre, a decree established a Level II Emergency Situation for affected areas, including environmental protection zones and parks.

Brigadistas de Monte Alegre, no oeste do Pará Arquivo/g1 O avanço dos incêndios florestais levou Monte Alegre e Rurópolis a decretarem situação de emergência em setembro de 2026. Os dois municípios apontam a combinação de estiagem, baixa umidade e altas temperaturas como fatores que favorecem a propagação das chamas e ampliam os impactos sobre o meio ambiente, a saúde pública e as atividades econômicas. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Em Monte Alegre, o Decreto nº 480/2026 declarou Situação de Emergência Nível II nas áreas atingidas por incêndios florestais. A medida contempla tanto incêndios em parques, áreas de proteção ambiental e áreas de preservação permanente quanto ocorrências em áreas não protegidas com impactos sobre a qualidade do ar. Segundo a prefeitura, o município vinha registrando elevado número de focos de calor e incêndios em vegetação nativa, pastagens, roçados e áreas próximas a núcleos habitados, em uma proporção que teria ultrapassado a capacidade ordinária de resposta da administração municipal. O decreto aponta ainda prejuízos em lavouras, pastagens, cercas, benfeitorias e rebanhos, além de danos à fauna, degradação do solo e redução da biodiversidade. A fumaça também é citada como um dos principais problemas, com efeitos sobre a qualidade do ar e aumento de atendimentos por doenças respiratórias. Como resposta, Monte Alegre proibiu, durante a vigência do decreto, o uso de fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo, restos vegetais e resíduos de roçado, tanto na área urbana quanto na rural. Também foram proibidos balões e fogueiras em vias públicas, terrenos baldios e áreas de vegetação. As autorizações de queima controlada eventualmente concedidas pelo município ficam suspensas. O descumprimento das regras poderá gerar sanções administrativas e, dependendo da situação, comunicação às autoridades policiais e ao Ministério Público para apuração de eventual crime ambiental. A prefeitura também determinou a mobilização de órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil. Meio Ambiente, Saúde, Obras e Assistência Social deverão atuar conjuntamente na fiscalização, combate aos focos, atendimento de pessoas expostas à fumaça e assistência às famílias atingidas. O decreto autoriza ainda a convocação de voluntários para formação de brigadas comunitárias e prevê a possibilidade de contratação direta de bens, serviços e obras necessários para o enfrentamento da emergência, dentro das exigências estabelecidas pela legislação. Em Rurópolis, o Decreto nº 163, de 21 de setembro, também declarou situação de emergência em áreas urbanas e rurais devido aos incêndios florestais. De acordo com o documento, o município enfrenta ocorrências desde julho de 2026, em um período marcado pela redução significativa das chuvas, queda da umidade relativa do ar e redução dos níveis dos rios. A prefeitura afirma que as condições favoreceram o aumento das queimadas e dificultaram o controle do fogo. O decreto relata incêndios em terrenos particulares, margens de estradas e pastagens, além da formação de grandes volumes de fumaça. Entre as preocupações está o risco de comprometimento das reservas hídricas locais e do abastecimento de água para consumo humano e animal. A prefeitura também aponta impactos sobre grupos considerados mais vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica, como crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças cardiorrespiratórias e trabalhadores que permanecem expostos ao ar livre. Segundo o município, recursos próprios vêm sendo utilizados desde julho para o enfrentamento dos incêndios, mas as ações não teriam sido suficientes para restabelecer a normalidade. Com base em parecer da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, o desastre foi classificado como Nível II. Rurópolis autorizou a mobilização dos órgãos municipais e a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta. O decreto também permite campanhas de arrecadação de recursos para assistência à população afetada. Assim como em Monte Alegre, o município estabeleceu a possibilidade de contratação direta de bens, serviços e obras necessários para enfrentar os efeitos do desastre, observadas as condições previstas na legislação. A vigência da situação de emergência foi estabelecida pelo prazo máximo de 180 dias. O cenário ocorre em um período em que o risco de fogo permanece monitorado diariamente pelos sistemas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que mantém mapas atualizados de risco de incêndios para o território brasileiro. VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região

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